sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Somália requer ajuda continuada contra a fome, diz Coordenador Humanitário da ONU

O Coordenador Humanitário das Nações Unidas para a Somália e Representante da ONU no país, Mark Bowden, disse ontem (12/01) que a ajuda humanitária internacional recebida no último ano para enfrentar os desafios da fome e da seca no país salvou milhares de vidas, mas que a situação continua frágil, com milhões de pessoas ainda precisando assistência continuada.
Em julho de 2011, uma epidemia de fome foi declarada em três zonas da Somália e a ONU e seus parceiros apelaram à comunidade internacional por recursos de 1,5 bilhão de dólares para enfrentar a crise. Bowden declarou que “sabemos que no último ano 1,3 bilhão de dólares foram reunidos para serem enviados a Somália, a maioria do qual já foi gasto”. Mas ressaltou que “os avanços são muito frágeis e requerem permanência da ajuda e do engajamento internacional”.
Bowden apontou que a ajuda humanitária permitiu reduzir o número de pessoas ameaçadas pelo quadro da epidemia de fome de 750 mil para 150 mil, assim como prevenir a propagação da diarreia e de outras doenças infecciosas. “Dessa forma, parte da história da Somália é um sucesso, mas como sempre, em lugares assim, o sucesso é limitado”.
Quatro milhões de somalis ainda necessitam de assistência constante, incluindo ajuda alimentar, saúde, água e serviços de saneamento.- ONU - 13/01/2012

PUTIN NÃO PARTICIPARÁ DE DEBATE ELEITORAL.

O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, que está se candidatando à presidência do país, não participará do debate eleitoral da campanha presidencial em março de 2012, anunciou nesta quinta-feira seu porta-voz, Dmitry Peskov.
“A participação do candidato Vladimir Putin à presidência nos debates eleitorais televisivos requer que ele entre de férias conforme a legislação vigente, o que certamente não o permitiria cumprir as obrigações de chefe de Gabinete”, disse Peskov, entrevistado pela agência de notícias Interfax.
Segundo a legislação eleitoral da Rússia, o candidato à presidência não pode ocupar cargos estatais durante a campanha eleitoral, razão pela qual o Partido Comunista russo enviou na véspera uma carta à Procuradoria questionando a legitimidade de Putin continuar sendo primeiro-ministro.
No entanto, o chefe do Comitê Eleitoral da Rússia, Vladimir Churov, afirmou que Putin não é funcionário estatal, mas ocupa um cargo de confiança do presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, o que permite continuar na chefia do Governo durante a campanha.
No sistema presidencialista russo, o chefe de Governo ou primeiro-ministro não é eleito por voto universal, mas nomeado pelo chefe de Estado, que o considera como cargo de confiança.
Peskov informou que é possível que Putin nomeie representantes para participar do debate. No entanto, disse que a decisão final será do próprio primeiro-ministro.
Outra fonte do Kremlin, entrevistada pelo jornal russo “Moskovski Komsomolets” (MK), confirmou que Putin não participará dos debates prévios às eleições em março de 2012.
MK lembrou que anteriormente Putin disse que seu debate com outros candidatos à presidência seria “desigual”, em referência a menor categoria desses em comparação com ele, o que deixou perceber em suas palavras.
“Vou dar a eles a oportunidade de competir com um ‘irmão mais novo’ em cada assunto, procurarei pessoas que sejam capazes de responder a cada um dos candidatos”, disse.
A popularidade de Putin caiu em dezembro para níveis históricos por causa das eleições parlamentares que deram a vitória ao partido governista Rússia Unida, o que provocou grandes manifestações de protesto em dezenas de cidades russas pela suposta fraude a seu favor.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Autoridades dos EUA estão investigando alegações de que uma unidade de espionagem do governo indiano invadiu os emails de uma comissão do governo norte-americano que monitora relações econômicas e de segurança entre Estados Unidos e China, incluindo questões relacionadas à segurança cibernética.

Autoridades dos EUA estão investigando alegações de que uma unidade de espionagem do governo indiano invadiu os emails de uma comissão do governo norte-americano que monitora relações econômicas e de segurança entre Estados Unidos e China, incluindo questões relacionadas à segurança cibernética.
O pedido de investigação foi feito depois que hackers postaram na Internet o que seria um documento da inteligência militar indiana sobre espionagem cibernética, que discute planos de atacar a comissão – aparentemente, usando know-how fornecido por fabricantes de celulares ocidentais.
Anexado ao documento estão transcrições do que seriam trocas de mensagens online entre os membros da comissão.
“Estamos cientes desses relatos e entramos em contato com as autoridades relevantes para investigar a questão. Somos incapazes de fazer mais comentários a esta altura”, disse o porta-voz Jonathan Weston, da Comissão de Revisão de Segurança e Economia Sino-Americana.
A autenticidade do documento não pôde ser verificada de forma independente. Mas a comissão sino-americana não está negando a autenticidade dos emails.
Autoridades na Índia não quiseram comentar o assunto.
Um site sediado na Índia citou um militar não identificado que teria negado que a Índia usou empresas de telefonia celular para espionar a comissão e disse ainda que os documentos foram forjados.
O brigadeiro aposentado Rumel Dahiya, vice-diretor-geral do Instituto para Estudos de Defesa e Análises do Ministério da Defesa, também disse que o documento parecia ser uma falsificação.
“Não parece uma carta verdadeira de forma nenhuma”, disse Dahiya à Reuters. Ele serviu como adido da defesa na Turquia, Síria e Líbano.
“A questão que está ali dentro não é tratada pela autoridade que é mencionada. Sei disso porque tratei com aquele escritório quando era adido da defesa. Esse escritório lida apenas com adidos da defesa e cooperação com ministérios das relações exteriores”.
Dahiya afirmou que o cabeçalho da carta e a assinatura foram cortados e colados de outra carta. Ele disse não saber se o conteúdo era genuíno.
CIBERATAQUES
O suposto memorando diz que a Índia selou um acordo tecnológico – os detalhes não eram claros – com fabricantes de celulares “em troca da presença no mercado indiano”. Cita três fabricantes: Research in Motion, que produz o BlackBerry; Nokia; e Apple.
A porta-voz da Apple, Trudy Muller, disse que a empresa dela não havia fornecido ao governo indiano acesso a seus produtos. Um porta-voz da RIM na Índia afirmou que a empresa não comenta rumores ou especulações. A Nokia não quis fazer declarações.
O Congresso norte-americano criou a comissão em 2000 para investigar e relatar implicações à segurança nacional da relação econômica entre os EUA e a China.
O painel bipartidário, de 12 membros, realiza audiências periódicas todos os anos sobre tópicos relacionados à China, como segurança cibernética, proliferação de armas, energia, comércio internacional e política de informação.
A violação de email, se confirmada, seria a última de uma série de intrusões em computadores que atingiram as instituições norte-americanas, do Pentágono e empreiteiras de defesa e até o Google Inc..
Um grupo que se intitula os Lordes de Dharmaraja disse em um post na Internet que havia revelado a invasão. Disse ter descoberto os códigos da fonte de uma dezena de empresas de software nos servidores da Inteligência Militar indiana.
Uma autoridade do governo norte-americano, que pediu anonimato, disse que a questão estava sendo investigada. O FBI tem jurisdição para investigar cyber-hacking dentro dos EUA. Um porta-voz do FBI não quis comentar.
Posted: 10 Jan 2012 12:22 PM PST
O governo boliviano está atento ao fluxo migratório de haitianos e não permitirá qualquer “abuso ou malfeito” de bolivianos que estejam atuando nas migrações até Brasileia, no Acre, segundo informou o cônsul da Bolívia no município, José Luis Méndez Chaurara.
Chaurara ressaltou que, para tomar as devidas providências, necessita de formalização de denúncias de imigrantes que chegam à cidade acriana em busca de melhores condições de vida no Brasil.
O cônsul disse que, até o momento, as informações que chegaram às autoridades da Bolívia é que não há registro de mortos na rota usada para atravessar a fronteira, e que os haitianos fazem todo esse percurso encapuzados.
“Se identificarmos qualquer tráfico [de haitianos que envolva cidadão boliviano] agiremos dentro das normas legais e levando em conta as questões humanitárias”, afirmou.
O secretário de Justiça e Direitos Humanos do Acre, Nilson Mourão, disse que o governador Tião Viana já encaminhou informações ao ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota, para que entre em contato com os representantes dos governos da Bolívia e do Peru, no Brasil.
A finalidade é tomar providências sobre qualquer tráfico internacional que tenha como rota os dois países e eventuais participações de bolivianos e peruanos.
Mourão informou ainda que nesta semana deve chegar uma autoridade do governo boliviano à cidade de Cobija para investigar o envolvimento de cidadãos do país nessa possível rota de tráfico.
“A informação que temos é que os haitianos compram pacotes em agências de turismo da República Dominicana e, a partir de lá, fazem toda rota até chegar ao Brasil. Nesse processo pode existir pessoas interessadas em ganhar dinheiro, o que descaracteriza qualquer questão humanitária.”
Ontem, a Polícia Federal, em parceria com o governo do Estado e a prefeitura de Brasileia, passou a emitir 40 vistos por dia, o que tem facilitado a contratação de mão de obra haitiana por empresas brasileiras.
Nilson Mourão informou que só hoje três empresas, do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e Minas Gerais, estão em Brasileia para formalizar essas contratações.

COLÔMBIA

10/01/2012 - 19h01
Colômbia rejeita diálogo proposto por líder das Farc
DA REUTERS, EM BOGOTÁ
O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, rejeitou nesta terça-feira a proposta do novo líder das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) para que seja retomada uma negociação de paz abandonada há uma década.
"Não queremos mais retórica, o país exige atos claros de paz", escreveu Santos pelo Twitter, deixando claro que mantém as pré-condições de deposição de armas, libertação de reféns e suspensão dos ataques por parte dos rebeldes.
A guerrilha está no seu momento mais fraco em vários anos, depois da morte de diversos líderes e da deserção de milhares de combatentes.
Na noite de segunda-feira, o site da guerrilha (www.farc-ep.co) divulgou uma carta em que seu recém-nomeado comandante, Timoleon Jiménez, o "Timochenko", diz que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia "estariam interessadas em uma hipotética mesa de negociação".
"Timochenko" não explicou o termo "hipotética", nem deu sinais de que as Farc acatariam as condições do governo.
A Colômbia teve vários processos de paz desde a década de 1980, com resultados variados. Alguns pequenos grupos se desmobilizaram, mas as Farc, maior guerrilha do país, persistem, financiando-se em parte pelo tráfico de drogas.
A última negociação com a guerrilha aconteceu entre 1999 e 2002, numa zona desmilitarizada na região de El Caguán.
"Esqueçam um novo Caguán", disse Santos, que era ministro das Finanças naquela época.
As Farc foram amplamente acusadas na época das negociações de aproveitarem a zona desmilitarizada para se rearmarem e reequiparem, enquanto elementos ligados a grupos políticos de direita ficaram sob suspeita de também solaparem o diálogo.
Para alguns colombianos, El Caguán se tornou um símbolo da má vontade das Farc para acabar com uma guerra que matou dezenas de milhares de pessoas e deixou milhões de refugiados em quase meio século.
Com ajuda militar dos Estados Unidos, Santos e seu antecessor, Álvaro Uribe, conseguiram aniquilar parcialmente as Farc. Timochenko assumiu a chefia no ano passado, depois da morte numa ação militar do dirigente Alfonso Cano.
Em sua errática carta, que incluía referências à Bíblia, a mitos gregos e ao escritor norte-americano Jack London, o líder guerrilheiro diz que as Farc desejam tratar de questões como privatizações, desregulamentação, comércio, investimentos, degradação ambiental e doutrina militar.
A carta, intitulada "Sem mentiras, Santos, sem mentiras", critica as políticas do governo para a exploração de petróleo e carvão, alegando que ela favorece mais os investidores que os colombianos.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O BRASIL DANDO EXEMPLO AO MUNDO.

Brasil é o primeiro país a gerar energia limpa a partir de biocombustível na Antártica

Pioneirismo brasileiro marca aniversário de 30 anos da Estação Antártica Comandante Ferraz, operada pela Marinha do Brasil

Brasília, 09/01/2012 - Em uma iniciativa pioneira, o Brasil vai iluminar a Estação Antártica Comandante Ferraz com um motogerador a etanol. A ação faz parte da comemoração dos 30 anos da Estação, operada pela Marinha do Brasil, e conta com a parceria da Vale Soluções em Energia (VSE) e da Petrobras.

Nesta terça-feira (10), o ministro da Defesa, Celso Amorim, estará na Antártica para visitar a Estação, onde dará partida na operação do motogerador a etanol, que tem capacidade de suprir, com folga, toda a energia necessária às operações e aos programas científicos lá realizados.

A partir do evento, o motogerador passará a operar continuamente na Antártica, dando início ao programa científico que faz do Brasil o primeiro país do mundo a utilizar biocombustível para produção de energia no continente.

Segundo Celso Amorim, a iniciativa brasileira é digna de celebração, pois coloca o país em destaque no cenário tecnológico mundial e alinhado com a meta da ONU, que declarou 2012 como o Ano Internacional de Energia Sustentável para Todos.

O projeto

O motogerador a etanol brasileiro foi desenvolvido com tecnologia totalmente nacional e gera energia limpa, sem qualquer tipo de aditivo, a partir de um sofisticado equipamento de controle e comando via internet. A tecnologia foi desenvolvida pela VSE, uma empresa da Vale e do BNDES.

A Petrobras fornece 350 mil litros de etanol, idêntico ao utilizado nos veículos nacionais, e fará o acompanhamento tecnológico para validar a utilização do biocombustível em condições climáticas severas.

O projeto é beneficiado pela Lei da Inovação, por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), que promove e incentiva o desenvolvimento de produtos e processos inovadores voltados para atividades de pesquisa.

O equipamento e o biocombustível partiram em outubro do Brasil para a Antártica no navio de Pesquisas Oceânicas Ary Rongel. Em seguida, uma equipe de engenheiros brasileiros partiu para o continente para realizar as instalações e os testes necessários ao funcionamento do equipamento.

A partir de agora e durante um ano, o motogerador vai operar em total sincronismo com os motogeradores já existentes a diesel, preservando o parque energético atual como uma medida adicional de segurança.

Estação Antártica Comandante Ferraz

A estação brasileira é operada pela Marinha do Brasil e foi instalada na Baía do Almirantado, localizada na Ilha Rei George, no verão de 1984. A partir de 1986, passou a ser ocupada anualmente e guarnecida por militares da Marinha do Brasil e pesquisadores, podendo acomodar até 58 pessoas. A estação possui laboratórios destinados às ciências biológicas, atmosféricas e químicas.

A partida na operação do motogerador a etanol é um dos eventos que marcam os 30 anos do Programa Antártico Brasileiro (Proantar), gerenciado pela Marinha por meio da Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM).

Criado em janeiro de 1982, o Proantar tem realizado importantes pesquisas científicas em diversas áreas de conhecimento, de forma a respaldar a condição do Brasil de membro consultivo do Tratado da Antártica, assegurando a participação nacional nos processos decisórios relativos ao futuro daquele continente.

Acompanham o ministro da Defesa na missão à Antártica o comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Julio Soares de Moura Neto, e o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro-do-ar Juniti Saito.

Assessoria de Comunicação

Ministério da Defesa

sábado, 7 de janeiro de 2012

SÍRIA

Secretário-Geral da ONU condena atentados terroristas desta sexta-feira (6) na Síria
6 de janeiro de 2012 · Destaque - ONU

Em declaração emitida nesta sexta-feira (6/1) por seu porta-voz, o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, condenou o atentado terrorista ocorrido hoje que deixou muitos mortos e feridos na capital da Síria, Damasco. Ele estendeu suas condolências às famílias das vítimas, bem como ao Governo e ao povo da Síria.
Segundo relatos da imprensa, pelo menos 26 pessoas morreram e outras 63 ficaram feridas.
“O Secretário-Geral continua seriamente preocupado com a deterioração da situação na Síria, onde milhares perderam a vida desde março e as pessoas continuam a ser mortas diariamente. Ele reitera que toda a violência é inaceitável e deve ter fim”, afirmou seu porta-voz.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

CONGO

Especialistas da ONU apontam fontes de financiamento das forças rebeldes na República Democrática do Congo
3 de janeiro de 2012 · Destaque - ONU


Grupos rebeldes armados na República Democrática do Congo (RDC) obtêm seus fundos de diversas fontes, notavelmente do comércio de recursos naturais, mas também do comércio comum e da tributação ilegal. Os dados são de um relatório das Nações Unidas divulgado na semana passada.
O relatório final para o Conselho de Segurança, realizado pelo Grupo de Especialistas encarregado de monitorar o embargo de armas e outras sanções contra os grupos rebeldes armados na RDC, detalhou as suas redes de recrutamento e as fontes de financiamento, incluindo o comércio de minerais, madeira, carvão vegetal e cannabis, além de outras formas de rendimento.
O relatório inclui, também, uma análise das tentativas em curso para integrar antigos membros de grupos armados nas forças armadas nacionais e examina a evolução do setor de mineração e as primeiras tentativas de implementar a devida diligência, como recomendado pelo Conselho de Segurança, para excluir grupos armados e redes criminais das cadeias de suprimento mineral.
Além disso, o documento examina a disponibilidade de armas e munições na RDC, descrevendo alguns exemplos de importações ilegais e ressaltando que a maioria das armas tem suas origens no amplo vazamento dos estoques controlados pelas forças armadas nacionais.