quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Declaração conjunta é assinada entre os ministros da Defesa do Brasil e da Colômbia

Brasília, 17/01/2012
– Os ministros da Defesa do Brasil, Celso Amorim, e da Colômbia, Juan Carlos Pinzón Bueno, reuniram-se nesta terça-feira, em Brasília, para fortalecer a agenda de cooperação bilateral em matéria de defesa. Ao final do encontro, realizado na sede do Ministério da Defesa, os ministros assinaram uma declaração conjunta com os principais pontos acordados. O documento foi veiculado publicamente.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Defesa

ACORDO - Brasil e Colômbia ampliam cooperação militar
Na área industrial, a Colômbia demonstrou interesse em participar da fabricação do avião de transporte KC-390 e do desenvolvimento conjunto de um veículo aéreo não-tripulado
Brasil e Colômbia irão ampliar os laços militares e aprofundar a cooperação industrial e tecnológica no setor de defesa. Os ministros da Defesa do Brasil, Celso Amorim, e da Colômbia, Juan Carlos Pinzón Bueno, se reuniram (17/1) em Brasília para tratar de temas relacionados à cooperação bilateral e, ao final do encontro, divulgaram um comunicado conjunto com um resumo das medidas, que incluem a ampliação de parcerias no âmbito da União das Nações Sul-Americanas (Unasul).

A primeira dessas iniciativas é iniciar os trabalhos da Comissão Binacional de Fronteira, criada em agosto de 2011. O primeiro encontro do grupo foi marcado já para o próximo mês de março. Também ficou acertada a troca de informações obtidas pelo Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) com a rede de radares colombiana, com o objetivo de combater o crime transnacional.

Uma delegação do país vizinho visitará, em breve, as instalações do Centro Gestor do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) para discutir possibilidades de maior intercâmbio. Também ficou acertada a proposta de realização de uma reunião com o Peru, para examinar a situação da tríplice fronteira na região de Tabatinga (AM).

Cooperação industrial-militar

Na área industrial, a delegação colombiana demonstrou interesse em participar do processo de fabricação do avião de transporte Embraer KC-390. Também propôs o desenvolvimento conjunto de um veículo aéreo não-tripulado (VANT), área em que o Brasil já tem projetos em andamento.

“Os modelos existentes (VANTs) não atendem as necessidades de vigilância da Amazônia”, destacou o ministro Pinzón. “Poderíamos colaborar com o Brasil oferecendo a experiência que acumulamos no combate à guerrilha e ao narcotráfico para estabelecer os requerimentos de um projeto adequado à região.”

O ministro Celso Amorim sugeriu a criação de uma comissão conjunta de técnicos das Forças Armadas com o objetivo de revisar e precisar as possibilidades de cooperação em VANT, blindados e defesa cibernética. A proposta foi aceita, com o compromisso de que a primeira reunião do grupo aconteça no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos (SP).

Vigilância dos rios

Amorim destacou a possibilidade de realização de trabalho conjunto entre os dois países no desenvolvimento de navios e lanchas de combate fluvial. Além de um navio patrulha de projeto comum, o Brasil vai examinar uma lancha rápida blindada fluvial de projeto colombiano para eventual compra ou construção em estaleiro nacional. Uma comitiva brasileira visitará a Colômbia em fevereiro para examinar o projeto, desenvolvido pela Cotecmar, empresa estatal localizada em Cartagena.

Ficou acertada também a ampliação do intercâmbio existente entre os centros de preparação militar dos dois países com maior troca de experiência e participação de alunos. O ministro Pinzón destacou a excelência do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) e a experiência brasileira na preparação e participação em forças de paz.

O ministro colombiano manifestou ainda o interesse de seu país no envio de observadores militares para participação das atividades relacionadas à segurança durante a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 no Brasil. Em contrapartida, ofereceu apoio colombiano ao Brasil em matéria de inteligência e informação antes e durante os eventos esportivos.

Comitiva

Depois de receber as honras militares, o ministro Pinzón cumprimentou seu colega brasileiro. As delegações se reuniram durante quase duas horas no oitavo andar do Ministério da Defesa. O encontro, de alto nível, reuniu a cúpula militar dos dois países.

Participaram do lado brasileiro o Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, General-de-Exército José Carlos de Nardi; os Comandantes da Marinha, Almirante-de-Esquadra Júlio de Moura Neto; do Exército, General-de-Exército Enzo Martins Peri; e da Aeronáutica, Tenente Brigadeiro do Ar Juniti Saito, além do secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, Murilo Barboza.

Integraram a delegação colombiana, além do ministro, o Diretor-Geral da Polícia Nacional, General Oscar Adolfo Naranjo Trujillo; o Chefe do Estado-Maior Conjunto, General-do-Ar José Javier Perez Mejia; os Comandantes do Exército, General Sergio Mantilla Sanmiguel; da Marinha, Almirante Roberto García Márquez; e a Vice-Ministra para o Grupo Social e Empresarial do Setor Defesa, Yaneth Giha Tovar.

Fonte: Ministério da Defesa

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

MUNDO

Crise europeia e alta taxa de desemprego ameaçam desacelerar economia global, afirma relatório da ONU
17 de janeiro de 2012 · Destaque - ONU



Países em todo o mundo vão sofrer uma desaceleração econômica esse ano, já que a crise da dívida europeia continua a se desdobrar. A análise faz parte do informe das Nações Unidas apresentado hoje (17/01) e alerta também que os governos devem tratar urgentemente da questão das altas taxas de desemprego, particularmente entre a juventude.
O relatório ‘Situação Econômica Mundial e Perspectivas 2012′ (WESP) mostra um quadro detalhado de sete regiões geográficas e previsões de que as taxas de crescimento para os próximos dois anos continuarão decrescendo na maior parte dessas regiões, com exceção do continente africano, que continuará a desfrutar de crescimento devido aos preços das commodities estáveis e dos investimentos estrangeiros.
O relatório, elaborado pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais (DESA), aponta crise da dívida europeia que irrompeu na Grécia em maio de 2011 como o maior choque na economia global, cujos efeitos negativos continuarão a reverberar em todo o mundo.
“A falência dos formuladores de políticas públicas, especialmente os europeus e os norte-americanos, em tratar a crise de emprego e prevenir o perigo da dívida pública e a fragilidade do setor financeiro representa o maior risco para a economia global na perspectiva de 2012-2013”, afirma o relatório.

Rob Vos, economista do Departamento da ONU de Assuntos Econômicos e Sociais (DESA). Foto: ONU/Paulo Filgueiras
Também estima que o crescimento da União Europeia deve ser de somente 0,7% em 2012, substancialmente menor do que o crescimento registrado no último ano, de 1,6%. Além disso, o desemprego em todo o continente permanecerá perto de 10% na área do euro, tendo mudado muito pouco desde setembro de 2009.
Espera-se que a África continue a crescer, desafiando a tendência mundial. O continente tem previsão de presenciar um aumento no seu crescimento total de 2,7% em 2011 para 5% em 2012 e 5,1% em 2013. Esse crescimento será principalmente liderado pelos preços relativamente elevados das commodities, pelos constantes fluxos de capital externo e pela demanda continuada e o investimento da Ásia.
Entretanto, o crescimento variará muito entre os países do continente devido a conflitos militares, corrupção, falta de infraestrutura e severa seca. O relatório também alerta que o desemprego e a pobreza permanecem como os maiores problemas e fontes de instabilidade, fatores que já levaram à agitação política no Norte da África.
A África do Sul deve ter o maior crescimento econômico em 2012, baseado na demanda crescente vinda da Ásia, medidas de estímulo fiscal continuado e um aumento do consumo, impulsionado pelo aumento da renda.
O quadro econômico no mundo árabe continuará sujeito a alta incerteza devido à transição política e aos protestos civis iniciados pela Primavera Árabe. O crescimento regional é previsto para declinar de 6,6% para 3,7% enquanto os conflitos de violência dificultarem a atividade econômica. A agitação social afetou as transações comerciais e as receitas do turismo.
Entretanto, o relatório afirma que medidas de generosos gastos sociais implementadas em 2011 pelos governos árabes tais como da Arábia Saudita, como uma forma de aliviar os protestos populares, ajudaram a impulsionar o crescimento econômico, que continuará em 2012.
Tanto na Europa quanto na África, o desemprego permanece um problema-chave na região. Apesar de as taxas extremamente baixas quanto à participação feminina, as taxas de desemprego estão entre as mais altas do mundo, especialmente entre a juventude escolarizada. O relatório alerta que deixar o desemprego sem solução representa o maior risco à estabilidade das regiões.
Na Ásia Oriental, o crescimento deve cair para 6,9% tanto em 2012 quanto em 2013. A China também deve sofrer uma redução de 9,3% para 8,7%. Caso haja maior desaceleração econômica na China, outros países da região serão ainda mais afetados.
As regiões do Sul da Ásia, da América Latina e do Caribe permanecem particularmente suscetíveis ao futuro das economias desenvolvidas como a União Europeia e os Estados Unidos, que são mercados de exportação fundamentais assim como fontes de receita turística.
Para a América Latina, uma queda no crescimento econômico da China também afetaria a região, uma vez que os chineses são os maiores compradores de suas commodities e investidores-chave do continente.
“As nuvens sobre a região estão escurecendo. Com os riscos de agravamento da situação europeia e norte-americana, a América Latina e as economias do Caribe seriam duramente atingidos e o crescimento poderia cair abaixo de 1% na região, com o Brasil estagnado e o México entrando em recessão juntamente com os Estados Unidos”.
No mês passado, o DESA deu um alerta de que medidas de austeridade fiscal prematuras dos países desenvolvidos arriscaram colocar o mundo em uma nova recessão, recomendando medidas de estímulos adicionais para estimular a criação de empregos e investimentos.
Acesse o relatório Situação Econômica Mundial e Perspectivas 2012 clicando aqui. O documento está disponível nas seis línguas oficiais da ONU.

ELEIÇÕES NA RÚSSIA.

MOSCOU - O Kremlin atendeu nesta segunda-feira, 16, um dos principais pedidos da oposição russa ao enviar à Duma, ou Câmara dos Deputados, uma nova lei sobre a eleição direta dos governadores.
A lei contempla um “filtro presidencial”, ou seja, a possibilidade dos partidos políticos consultarem com o chefe do Kremlin suas candidaturas a dirigente regional, explicou uma porta-voz da sede do governo russo.
“Os partidos podem não concordar com a decisão do presidente e apresentar seus candidatos. O resultado das consultas não é obrigatório para eles, que terão a última palavra”, indicou.
De acordo com o novo sistema, o candidato escolhido seria depois apresentado para sua eleição por meio de voto universal da população da região.
Nesse processo, podem participar todas as formações políticas registradas no Ministério da Justiça e não apenas as que tenham representação parlamentar. Os que não terão que consultar com o presidente são os candidatos independentes, segundo a nova lei que poderá ser aprovada em maio, quando o vencedor das eleições presidenciais de março assumir o cargo.
O documento indicou também que os cidadãos podem iniciar o processo de impugnação de um governador sempre que a iniciativa popular for apoiada por uma decisão judicial prévia.
O presidente russo, Dmitri Medvedev, propôs em dezembro durante seu discurso sobre o estado da nação retornar às eleições diretas dos chefes dos Executivos das mais de 80 regiões e repúblicas integrantes da Federação Russa.
As eleições diretas dos chefes dos dirigentes regionais foram eliminadas em 2005 por iniciativa do então presidente e atual primeiro-ministro, Vladimir Putin, após o atentado terrorista na cidade de Beslan, que deixou mais de 300 mortos, a maioria crianças.
O próprio Putin defendeu em meados de dezembro o retorno ao voto direto, mas mantendo um filtro “para impedir que cheguem ao poder pessoas envolvidas em estruturas semicriminosas ou forças separatistas”.
O Kremlin também antecipou nesta segunda-feira que em fevereiro apresentará as outras propostas de reforma política, como a criação de 225 circunscrições territoriais, para que as regiões tenham representação proporcional na Câmara Baixa.
No entanto, a oposição, que marcou para 4 de fevereiro outro protesto em Moscou, considerou as reformas tímidas e defendeu a anulação dos resultados das eleições legislativas pela fraude governista e destituir o chefe da Comissão Eleitoral Central.

A Arábia Saudita, maior exportador de petróleo do mundo, anunciou hoje ter fechado um acordo com a China para garantir a cooperação entre as duas nações no desenvolvimento e uso da energia nuclear para fins pacíficos.

A Arábia Saudita, maior exportador de petróleo do mundo, anunciou hoje ter fechado um acordo com a China para garantir a cooperação entre as duas nações no desenvolvimento e uso da energia nuclear para fins pacíficos.
O acordo, fechado ontem, estabelece um marco legal que fortalece a cooperação científica, tecnológica e econômica entre Riad e Pequim, segundo um comunicado conjunto. A intenção é garantir a cooperação em áreas como a manutenção e o desenvolvimento de energia nuclear e a pesquisa em reatores, na manufatura e no suprimento de elementos de combustíveis nucleares.
O pacto com a China é o quarto na área nuclear firmado pela Arábia Saudita, após acordos similares com França, Argentina e Coreia do Sul. O anúncio é feito após uma viagem do premiê chinês, Wen Jiabao, à Arábia Saudita como parte de um giro de seis dias pelo Oriente Médio.
A energia nuclear é apontada por especialistas como uma boa alternativa para a Arábia Saudita, que poderia assim economizar mais combustível para a exportação e sanar a demanda local por energia. As informações são da Dow Jones.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

ISRAEL - GUERRA CIBERNÉTICA

TEL AVIV – Os sites da Bolsa de Valores de Tel Aviv e da companhia aérea israelense El Al foram derrubados nesta segunda-feira, 16, após ataques de hackers. Atef Safadi/Efe Palestinos enfrentam soldados israelenses na Cisjordânia Na noite de domingo, um hacker conhecido como OxOmar, que deu início a uma recente onda de ataques cibernéticos em Israel, anunciou que um grupo de hackers chamado “pesadelo” realizaria o ataque. Às 10 horas da manhã, horário local, ambos os...
Source: BLOG CEIRI
Published: 2012-01-16 19:32:12 GMT

sábado, 14 de janeiro de 2012

13/01/2012 - 09h44
OPERACIONAL - Força Aérea ativa o 1º Grupo de Artilharia Antiaérea de Autodefesa
O grupo criado teve origem na 1ª Companhia de Artilharia Antiaérea de Autodefesa do Batalhão de Infantaria da Aeronáutica Especial de Canoas
O 1º Grupo de Artilharia Antiaérea de Autodefesa (GAAAD) foi ativado nesta semana (12/1) na Base Aérea de Canoas, no Rio Grande do Sul. O Tenente Coronel de Infantaria José Roberto de Queiroz Oliveira assumiu o o cargo de comandante da unidade. Esta nova unidade da Força Aérea Brasileira (FAB) terá como missão realizar a defesa antiaérea de pontos sensíveis de interesse da Aeronáutica contra vetores aeroespaciais hostis, impedindo ou dificultando o seu ataque.
O evento contou com a participação do Comandante-Geral de Operações Aéreas, Tenente Brigadeiro do Ar Gilberto Antonio Saboya Burnier, que destacou que a ativação do 1º Grupo de Artilharia Antiaérea de Autodefesa (GAAAD) estabelece um importante marco do avanço da Infantaria da Aeronáutica no seu preparo e emprego.
O 1º GAAAD é uma organização que tem como finalidade capacitar suas equipagens para o emprego em combate ou em apoio ao combate, nos períodos de conflito, bem como, adestrar-se para o cumprimento das missões atribuídas, em tempo de paz.
O grupo criado teve origem na 1ª Companhia de Artilharia Antiaérea de Autodefesa orgânica do Batalhão de Infantaria da Aeronáutica Especial de Canoas, que, desde 199,7 desenvolveu e aprimorou a doutrina de emprego da artilharia antiaérea na FAB.

Fonte: 1º GAAAD