quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Forças Especiais Ganham maior Relevância na Guerra Global Contra o Terror


Gen Bda R/1 Alvaro de Souza Pinheiro
Analista Militar especialista em Operações Especiais

Conforme divulgado pelo Pentágono, em 23 de abril próximo passado, o Secretário de Defesa, Donald H. Rumsfeld aprovou uma série de novos planos operacionais, no contexto do combate global contra o terrorismo. Estes planos, segundo fontes oficiais, se constituem no mais ambicioso planejamento já desenvolvido, visando não só uma retaliação rápida e decisiva, na eventualidade de um outro ataque terrorista de maiores proporções contra os EUA, como também propiciar a tomada da iniciativa com a execução de ações de caráter preventivo que possam vir a evitar que eventos dessa natureza venham a ocorrer.

Diferentemente dos planejamentos de nível político-estratégico que os antecederam, o 2006 Quadrennial Defense Review (QDR 06) e o National Military Strategic Plan for the War on Terrorism (NMSP-WOT), que eram ostensivos, os recentes planos operacionais receberam a classificação sigilosa de Top Secret (Ultra-Secreto). Entretanto, apesar das restrições de divulgação que o envolvem, fontes oficiais do Pentágono enfatizaram que este recente planejamento incrementa de forma significativa a participação da área militar, particularmente do U.S. Special Operations Command (SOCOM), grande comando operacional de alto nível, responsável pela sua elaboração, e de seus elementos subordinados (com ênfase nas Forças Especiais) na chamada guerra global contra o terror. De uma maneira geral, analistas de diferentes matizes reconhecem que estes novos planos operacionais marcam uma importante vitória política do Secretário Rumsfeld , num longo e difícil embate por ele travado, que visava uma maior participação da área militar nesta que é uma questão vital para a segurança nacional norte-americana. E os recentes planos materializam esse objetivo porque preconizam a realização de ações predominantemente militares, nos níveis estratégico, operacional e tático, em áreas de atuação que, anteriormente, eram atribuições exclusivas de organismos civis como a Central Intelligence Agency (CIA) e o Department of State (DoS).

Para um País como o Brasil, cuja estatura político-estratégica se pretende que cresça a cada dia e que se apresenta como um candidato ostensivo a ocupar um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, o acompanhamento dos prováveis cenários decorrentes das medidas globais preconizadas nas recentes diretrizes estratégicas norte-americanas é absolutamente indispensável.

O Department of Defense (DoD), durante a gestão Rumsfeld sempre defendeu a convicção de que a partir dos trágicos acontecimentos de 11 de setembro de 2001, o poder militar norte-americano deveria evoluir de uma ação estratégica envolvendo meios de infantaria, carros de combate, navios e aviões de ataque, numa postura eminentemente convencional, para uma estratégia de guerra irregular, focada em atividades especiais, que possibilite o combate eficaz a inimigos não-estatais que empregam táticas, técnicas e procedimentos típicos de conflitos assimétricos. Tudo sem perda da sua capacitação convencional.

Nesse contexto, é possível acompanhar-se o crescente prestígio obtido pelo SOCOM que, na atualidade, é o Comando a quem cabe a responsabilidade de liderar a chamada guerra global contra o terror. E coube ao seu Comandante, General Doug Brown a elaboração dos atuais planejamentos operacionais que, segundo fontes oficiais, são fruto de um trabalho intensivo de três anos. O orçamento do SOCOM cresceu da ordem de 60% desde 2003, atingindo da ordem de 8 bilhões de dólares, em 2007, o que o destaca como o grande comando operacional unificado de maior montante, no elevado orçamento de defesa norte-americano. Com isso, está sendo possível aumentar o seu efetivo atual de 53 000 profissionais, em mais 13 000, bem como a manutenção de elevados padrões de capacitação operacional das Forças de Operações Especiais que integram as unidades do SOCOM, dentre as quais destacam-se as Special Forces, a Delta Force, os Rangers, os SEALs , e unidades da Força Aérea e da Aviação do Exército especializadas em operações especiais.

O aspecto mais significativo definido nos recentes planejamentos é a possibilidade do desencadeamento de atividades especiais, sejam elas ostensivas, cobertas e/ou clandestinas, em áreas do globo não pertencentes a nenhum teatro de operações. Entende-se que, na atualidade, são duas as regiões a serem consideradas como teatro de operações, o Afeganistão e o Iraque, ambas regiões em que a condução de operações militares é da responsabilidade do grande comando combatente unificado U.S.Central Command (CENTCOM).

A nova diretriz estratégica traz repercussões inclusive dentro da esfera militar. Anteriormente, a responsabilidade pela condução de atividades especiais, fora dos teatros de operações, era dos grandes comandos unificados regionais, tais como os U.S. Central Command (CENTCOM), U.S. Atlantic Command (LANTCOM), U.S. Pacific Command (PACOM), U.S. Southern Command (SOUTHCOM) e U.S. European Command (EUCOM). Agora, essas atividades serão conduzidas sob a responsabilidade do SOCOM, sendo os seus elementos executantes apoiados por estes grandes comandos regionais, quando for o caso. E mesmo dentro de um teatro de operações, abre-se a possibilidade de que determinadas atividades desenvolvidas por forças de operações especiais, sob a responsabilidade desses grandes comandos regionais, passem a ser desenvolvidas sob a plena responsabilidade do SOCOM.

Nesse contexto, Special Forces Operational Detachments (Destacamentos Operacionais de Forças Especiais, integrados por pequenos efetivos, da ordem de 12 combatentes) já estão sendo enviados a cerca de 20 países no Oriente Médio, Ásia, África, e América Latina, com a finalidade de obtenção de inteligência e preparar planejamentos operacionais especiais, possibilitando um sensível incremento da capacidade de conduzir operações militares de natureza diversificada em regiões do globo aonde os EUA não estão em guerra. E algo extremamente importante no novo contexto, é que, atualmente, essas ações preliminares serão meramente informadas aos embaixadores, diferentemente da necessidade de solicitar sua aprovação àquelas autoridades, como era no passado recente.

Na atualidade, as Forças Especiais do Exército dos EUA estão organizadas em 5 Grupos (valor Brigada, integrados por 3 Batalhões cada) do serviço ativo, cada qual orientado para uma região do globo: 1st SF Group - Ásia; 3rd SF Group - África; 5th SF Group - Sudoeste e Ásia Central; 7th SF Group - América Latina; e 10th SF Group - Europa. Acrescentam-se a estes, dois Grupos da Guarda Nacional, os 19th e 20th SF Groups. Basicamente, estar orientado para uma determinada região geográfica impõe, dentre outros aspectos de conhecimento, o domínio da(s) língua(s) e a ambientação com as culturas. Entretanto, quando necessário, conforme o que houve no Afeganistão, e está ocorrendo no Iraque, a necessidade pode impor o emprego em outras áreas que não as de orientação original. Os SF Groups se reportam ao U.S. Army Special Forces Command, o qual se reporta ao U.S. Army Special Operations Command, o qual, por sua vez, reporta-se ao U.S. Special Operations Command (SOCOM).

Segundo dados obtidos de depoimentos de autoridades do SOCOM ao Comitê das Forças Armadas do Congresso, este mais recente planejamento operacional se constitui de um plano principal (Main Campaign Plan) e dois planos complementares. O Plano de Campanha Principal estabelece medidas de coordenação e controle visando a maior integração entre as forças de operações especiais e os grandes comandos combatentes regionais unificados, conforme as diretrizes estratégicas contidas no National Military Strategic Plan for War on Terrorism. Dentre as ações impostas a realizar destacam-se: localização, identificação, captura ou eliminação de líderes terroristas; localização de áreas de homizio e de adestramento; e inteligência especificamente voltada para comunicações, apoio logístico e financeiro, e recrutamento.

O segundo plano enfoca especificamente as ações a realizar contra a organização Al Qaeda e suas associadas, incluindo ações preliminares retaliatórias a mais de uma dúzia de organizações terroristas atuantes no Oriente Médio, Ásia (Central e Sudoeste) e África.

E o terceiro plano estabelece medidas de coordenação e controle destinadas a fazer face a hipóteses de ataques terroristas de grande monta no território norte-americano. Inclui linhas de ação para a execução de retaliações rápidas, eficientes e eficazes contra possíveis organizações terroristas responsáveis, indivíduos ou estados patrocinadores, dependendo de quem esteja por trás desses ataques.

Segundo fontes oficiais familiarizadas com o atual planejamento, a ocorrência de um novo atentado de grandes proporções contra os EUA possibilitaria condições político-estratégicas não existentes hoje, para o desencadeamento de uma série de retaliações sobre alvos de natureza diversificada em diferentes regiões, já devidamente levantados pela inteligência.

Dentro desse contexto, o SOCOM vivencia hoje, conforme recente depoimento de seu Comandante, General Brown, ao Congresso, o maior desdobramento de forças de operações especiais na história militar norte-americana. São 7 000 profissionais fundamentalmente engajados em missões de reconhecimento, obtenção de inteligência e caçada a líderes terroristas. 85% dessas forças estão desdobradas no Oriente Médio, Ásia Central e no "Chifre" da África.

Alguns analistas têm manifestado que as recentes diretrizes estratégicas expedidas pelo SOCOM, com o devido respaldo do Secretário de Defesa, não estão contribuindo para o esvaziamento das tensões ocasionadas pela interferência na esfera de atribuições de outras instituições; muito pelo contrário. Entretanto, funcionários do Departamento de Estado têm diplomaticamente declarado que o relacionamento com a área militar é o melhor possível, muito embora ainda estejam pendentes questões relacionadas à intrusão das forças de operações especiais em "áreas cinzentas", sobretudo, no que concerne à cadeia de comando. Todos os grandes organismos envolvidos têm manifestado que o debate, no melhor sentido, deve continuar, a fim de que quando da eclosão de crises, os procedimentos estejam o mais afinados possível.

No que concerne ao Brasil, não há dúvidas que a região da Tríplice Fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai) é uma das áreas contempladas no contexto do atual planejamento do SOCOM. Até porque, nessa região, foi acordado, já há muito tempo, o estabelecimento do "Grupo 3 + 1", com agências de segurança de Brasil, Argentina, Paraguai e EUA compartilhando operações de inteligência e ações repressivas, cujo enfoque seria a suspeita de que grupos radicais fundamentalistas islâmicos estariam utilizando aquela região como área de homizio de pessoal e lavagem de dinheiro. Conforme recentes avaliações feitas publicamente por diversas autoridades norte-americanas de alto nível, em diferentes oportunidades, os resultados dessa integração estariam sendo muito positivos.

Há que se considerar também que não se trata de mera coincidência que o Governo Norte-americano tenha estabelecido recentemente um acordo de assistência militar com o Governo do Paraguai. Os organismos de segurança norte-americanos têm plena ciência de que a região de maior vulnerabilidade da Tríplice Fronteira, por uma série indiscutível de razões, é a localidade de Ciudad del Leste (Paraguai). E, sem dúvida alguma, elementos das Forças Especiais pertencentes ao 7º. Grupo já estão operando naquele País, no contexto das atuais diretrizes.

A Embaixada dos EUA em Brasília evitou qualquer tipo de declaração com relação ao recente planejamento estratégico elaborado pelo U.S. Special Operations Command que amplia, sobremaneira , o conceito da condução da guerra global contra o terror.

Para um País como o Brasil, cuja estatura político-estratégica se pretende que cresça a cada dia e que se apresenta como um candidato ostensivo a ocupar um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, o acompanhamento dos prováveis cenários decorrentes das medidas globais preconizadas nas recentes diretrizes estratégicas norte-americanas é absolutamente indispensável.



Plano de ação para 2013 mostra evolução do Conselho de Defesa Sul-Americano, diz Amorim

Brasília, 04/12/2012 – O ministro da Defesa, Celso Amorim, avaliou como bastante positivo o resultado da IV Reunião do Conselho de Defesa Sul-Americano (CDS/Unasul), realizada na última semana em Lima, no Peru. “O Conselho evoluiu em seus objetivos de dirimir desconfianças, criar entendimentos e facilitar o diálogo entre seus integrantes”, disse Amorim.

No encontro, o CDS aprovou seu Plano de Ação para 2013, que inclui uma série de iniciativas conjuntas entre os países da região (veja a relação ao final do texto). Todas as propostas apresentadas pela delegação brasileira foram aprovadas pelo organismo, considerado um dos mais importantes e dinâmicos fóruns de ampliação da confiança e de desenvolvimento de ações multilaterais no âmbito da União das Nações Sul-Americanas (Unasul).

Entre as propostas brasileiras aprovadas pelo Conselho figuram iniciativas relevantes, como a criação de um grupo de especialistas, ao qual caberá a elaboração de um projeto de fabricação de um sistema de veículos aéreos não tripulados. A partir de requisitos comuns definidos pelos países participantes, a ideia é produzir um vant regional.

Outra iniciativa aprovada deverá ter impacto direto no objetivo de fortalecer a indústria sul-americana de defesa. Trata-se da instituição de um fórum com o intuito de estabelecer mecanismos e normas especiais para compras e desenvolvimento de produtos e sistemas militares na região. Um seminário sobre o tema foi marcado para o terceiro trimestre de 2013. Na ocasião, deverá ser discutido o estabelecimento de um regime preferencial para aquisição de material militar entre as nações da Unasul.

Na reunião ocorrida em Lima, as nações amigas manifestaram amplo apoio a outra proposta apresentada pela delegação brasileira. Ela consistiu no estabelecimento de um sistema sul-americano de gestão e monitoramento das chamadas áreas especiais, a exemplo de reservas indígenas e de unidades de proteção ambiental. O Brasil já possui expertise no assunto, adquirida com o trabalho desenvolvido pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), órgão do Ministério da Defesa.

O CDS aprovou a constituição de um grupo de trabalho para estudar a criação desse sistema, que deverá prestar importante auxílio no mapeamento e monitoramento de áreas isoladas em zonas geográficas como os Andes, o Chaco e a Amazônia.

A expectativa é a de que, com base nos recursos humanos e tecnológicos do Censipam, seja possível auxiliar os países membros da Unasul a combater, por exemplo, o narcotráfico na região. Para isso, serão utilizadas tecnologias como o sensoriamento remoto para monitoramento da superfície terrestre, mecanismo que permite “enxergar” áreas de cultivo de plantas usadas na fabricação de entorpecentes.

Colégio Sul-Americano de Defesa
Numa declaração veiculada ao final do encontro os onze países membros do CDS manifestaram seu compromisso em ampliar a cooperação em defesa, fortalecendo a América do Sul como zona de paz. A declaração também faz referência à bem-sucedida iniciativa de realização do Curso Avançado de Defesa Sul-Americano, projeto que tem o objetivo de contribuir para a construção de um pensamento regional de defesa.
Iniciativa pioneira, a primeira edição foi organizada este ano pelo Brasil, na Escola Superior de Guerra (ESG), no Rio de Janeiro (RJ).  Contou com a participação de 28 alunos, civis e militares, dos onze países integrantes do CDS. O Conselho aprovou a realização de segunda edição do curso, que deverá novamente ocorrer no Rio de Janeiro, entre setembro e novembro do ano que vem.

Além de ter aprovadas suas propostas para o Plano de Ação 2013 do CDS, o Brasil assumiu a corresponsabilidade em outras importantes iniciativas apresentadas pelas nações vizinhas. Um das mais importantes refere-se à criação da Escola Sul-Americana de Defesa.

O assunto foi objeto de uma intervenção do ministro da defesa brasileiro logo no início dos trabalhos da reunião plenária do Conselho. Celso Amorim chamou a atenção de seus pares para a necessidade da adoção de medidas concretas para tirar do papel a escola. “Acho que chegou o momento de pensarmos seriamente nisso. Se queremos formar uma identidade regional, temos que ter um colégio sul-americano de defesa”, disse.

O ministro brasileiro propôs uma medida pragmática para o alcance desse objetivo. Ao invés de montar uma estrutura com sede fixa, ponderou Amorim, os países da Unasul deveriam aproveitar iniciativas já existentes – como o Centro de Estudos Estratégicos em Buenos Aires e o CAD – SUL no Rio de Janeiro –, além de outras futuras que vierem a ocorrer nos demais países. “Nós estaríamos inovando na América do Sul, sem pretensões de hegemonia”, pontuou.

Para Amorim, essas iniciativas descentralizadas nos diversos países poderiam ser acompanhadas pela sede da Unasul, que teria sua Secretaria reforçada por integrantes, civis e militares, cedidos pelas nações do continente. “Uma das nossas grandes riquezas é a pluralidade, e ela deve ser mantida”, afirmou. “Temos ideias diferentes sobre vários assuntos, mas queremos procurar nisso uma identidade, uma unidade”.

Segundo Amorim, o Colégio teria, entre outros aspectos, o papel de preencher lacuna hoje existente de um espaço para discussão das percepções, preocupações, estratégias e políticas de defesa na região. Para o representante brasileiro, os países sul-americanos deveriam ter menos preocupação de traçar uma estratégia para o conjunto da região, e mais capacidade de ouvir as estratégias individuais que cada nação sul-americana está desenvolvendo. “Com base no que formos capazes de ouvir e entender, e utilizando o que existir de comum, aí, sim, chegaríamos a uma estratégia sul-americana formadora da nossa identidade”, afirmou.

O CDS foi criado em 2008 no âmbito da Unasul, a partir de uma proposta apresentada pelo Brasil, para ser uma instância de consulta, cooperação e coordenação em matéria de defesa. Seus objetivos principais são a incremento da cooperação entre os países-membros para promoção da paz e para o fortalecimento de ações de ampliação da estabilidade regional.

Em Lima, a delegação brasileira teve a participação do chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general José Carlos de Nardi, do diretor-geral do Censipam, Rogério Guedes, além de representantes do Ministério das Relações Exteriores brasileiro.

PLANO DE AÇÃO 2013 DO CDS
Conheça algumas das principais iniciativas aprovadas
Eixo 1: Políticas de Defesa
Criar um Grupo de Trabalho para gestão e monitoramento de áreas especiais utilizando os recursos do centro Gestor de Proteção da Amazônia (CENSIPAM) em proveito dos países membros da Unasul.

Manter o Grupo de Trabalho para estabelecer uma política e mecanismos regionais para enfrentar as ameaças cibernéticas e informáticas no âmbito da defesa.
Eixo 2:  Cooperação Militar, Ações Humanitárias e Operações de Paz
Realizar o Terceiro Exercício Combinado regional na carta, sobre Operações de manutenção da paz e de Ajuda Humanitária denominado “UNASUL III”, incluindo nestes exercícios, entre outros elementos, a inclusão da mulher e proteção de civis.

Criar um Grupo de Trabalho para reunir em um mecanismo de resposta aos desastres naturais: o Protocolo de Cooperação apresentado pelo Peru, por meio da atividade 2.d e o inventário de Capacidade de Defesa dos Estados para resposta aos desastres, apresentado pelo Brasil, através da atividade 2.c do Plano de Ação 2012.

Avaliar a possibilidade de utilizar os mecanismos já existentes.
Eixo 3: Indústria e Tecnologia da defesa
Realizar um Seminário Sul-americano de Tecnologia Industrial Básica – Segurança e Defesa para incentivar a cooperação e o intercâmbio no âmbito da Unasul, de mecanismos que incentivem e atribuam às indústrias regionais uma maior prioridade e com normas especiais para as compras, as contratações e o desenvolvimento produtos e sistemas de defesa, assim como desenvolver um sistema integrado de informações sobre indústria e tecnologia da defesa.

Criar um grupo de Trabalho constituído por especialistas com o propósito de apresentar o desenho, desenvolvimento e a produção regional de um sistema de aeronaves não tripuladas, considerando os requisitos operacionais apresentados no relatório de viabilidade concluído no ano de 2012.
Eixo 4: Formação e Capacitação
Realizar o segundo Curso Sul-Americano de Formação de Civis em Defesa.
Realizar o II Curso Avançado de Defesa Sul-Americano (II CAD-SUL)
Elaborar uma proposta para criação da Escola Sul-Americana


Assessoria de Comunicação Social (Ascom)

INFORME ?

Exclusivo – A Polícia Federal está atrás de um motoboy chamado Roberto. O motociclista profissional, que está desaparecido, tem em seu poder 10 comprometedores envelopes com documentos de alto interesse para a Operação Porto Seguro. O rapaz simplesmente não cumpriu a missão de entregar o material enviado ao consultor José Dirceu de Oliveira e Silva pela agora exonerada chefe de Gabinete da Presidência da República, Rosemary Novoa de Noronha.

Amiga pessoal do ex-Presidente Lula da Silva, ela foi indiciada por coordenar um mega esquema de corrupção ativa e tráfico de influência para beneficiar empresas que faziam negócios com o Governo Federal. A avaliação geral é que Rose não tinha competência para comandar, sozinha, um esquema tão complexo. Logo, Rose tinha um chefão por trás dela. Quem era? A PF e o MPF só não descobrem se não quiserem.

Outra bomba mantida em sigilo da Operação Porto Seguro deixa Lula e Rose na maior saia justa. A Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, já está de posse de 122 gravações de conversas telefônicas entre Luiz Inácio Lula da Silva e Rosemary Novoa de Noronha. Ele a chamava de “Rose” ou “Rosa”. Ela o tratava pelo amoroso apelido de “Tio”. Nas conversas, Rose passava ao amigo informações sobre quem deveria receber em audiência e para quem deveria mandar documentos.

Todo esse material sigiloso – que pode ser varrido do mapa pelas conveniências do poder – foi recuperado por uma empresa de alta tecnologia paulista que pode tornar públicas as informações, caso sofra ameaças ou retaliações. Os arquivos foram recuperados de um computador cujo Hard Disk (HD) fora formatado, na vã tentativa de esconder e eliminar informações comprometedoras. O azar dos bandidos é que a empresa, com tecnologia israelense, consegue salvar 100% dos dados de um disco rígido que tenha sido formatado até oito vezes seguidas.

Agora, o medo maior do Palácio do Planalto é que vazem documentos ainda mais comprometedores sobre Rose e suas ligações pessoais e de negócios com Lula – e também com José Dirceu. A Presidenta Dilma Rousseff fará neste domingo sua terceira reunião seguida do desesperado Gabinete de Crise. Neste sábado, em mais uma tensa sessão de espinafração, Dilma resolveu exonerar Rosemary Novoa de Noronha. Como ela não pediu exoneração, conforme fora aconselhada a fazer, acabou saída por Dilma. A Presidenta escalou seu Secretario-Geral Gilberto Carvalho para transmitir a terrível notícia a Lula, assim que ele desembarcou da viagem à Índia.

Dilma também canetou José Weber Holanda Alves (Advgado-Geral-Adjunto da União. Só não se sabe se o superior dele Luis Inacio (com S) Adams tenha repetido a costumeira artimanha do Luiz Inácio (com Z), alegando que nada sabia sobre o que seu imediato fazia de errado. Dilma pode também afastá-lo, assim que puder. Adams, que sonhava com o STF, agora vive um pesadelo acordado e tem tudo para ficar desempregado.

Mais uma bomba! A Agência Brasileira de Inteligência foi alertada em outubro de que haveria uma investigação sobre Rosemary. No informe de classificação A1A, a Abin informou ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência de que Rosemary enviava documentos para apartamentos em Interlagos e nos Jardins. O material seria destinado, pessoalmente, a José Dirceu e Luiz Inácio Lula da Silva

Lula teria falado sobre o delicadíssimo assunto da investigação sobre Rose com a Presidenta Dilma durante o último jantar antre ambos. Dilma cobrou da PF se havia tal investagação. Foi-lhe alegado que nada havia na PF, mas que poderia ter algo sendo engendrado no Ministério Público. Quinze dias atrás, Dilma soube que o caso era gravíssimo e poderia estourar a qualquer momento.

E explodiu feio! Na verdade, tudo parece um grande contra-golpe. O que teria desencadeado o ápice da Operação Porto Seguro foi o movimento radical do PT contra a Justiça, o Ministério Público e, especificamente, contra o Procurador-Geral Roberto Gurgel – ameaçado de indiciamento da CPI do Cachoeira. O “troco” ao radicalismo burro da petralhada veio em alta velocidade.

Agora, a PF e o MPF têm um complicado quebra-cabeças para montar – que mais parece o roteiro de uma novela mexicana. Também não será fácil provar que a Dilma não tinha “domínio dos fatos”. Parece que se repete a novela do Mensalão – com milhões de reais de agravantes, já que não dá para crer que uma super-secretária e amiga de Lula tinha poder para coordenar todo o crime que agora lhe atribuem.

Foi o “Black Friday de Lula”

Em tese, um mito nunca morre. Mas os poderes míticos se enfraquecem. Seja por influência do Poder da Justiça ou do Poder Divino. O risco de condenação judicial provoca danos à imagem, ainda mais se acabar em condenação, com pagamento de multas, prisão e, pior ainda, perda de direitos políticos. Já a condenação divina pode custar mais cara ainda. Perder a voz ou a vida, por acaso, tem preço?

Eis os dois perigos atualmente sofridos pelo mito Luiz Inácio Lula da Silva. Não resta dúvidas de que a temporada de caça a Lula está abertíssima. A estrela máxima do PT corre o risco de sair ofuscada ou até apagada por várias investigações judiciais já públicas ou que ainda correm em segredo judicial: Mensalão parte 2, BMG-PT-Lula, Delta-Cachoeira, Petrobrás e Eletrobrás. Mas sexta-feira estourou a gota d´água contra Lula e seus parceiros: a Operação Porto Seguro – que até podia ter sido criativamente batizada de “
Aguenta, Coração”...

O caso mais grave é o conjunto de provas materias sobre a existência um Gabinete Paralelo da Presidência da República, operando no 3º andar do prédio da Previ, na esquina da Rua Augusta com Avenida Paulista, em São Paulo. O “escritório” servia para práticas de crimes de tráfico de influência e corrupção ativa. Em troca de muita grana, favores, “presentinhos” ou viagens, a quadrilha promovia fraudes de documentos públicos ou soluções pouco convencionais de problemas para empresas interessadas em fazer negócios ou licitações com o Governo Federal.

O batom na cueca vermelha de Lula é que todo o esquema era comandado por uma amiga muito íntima dele: Rosemary Novoa de Noronha, chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo –que acabou exonerada neste sábado pela irada Presidenta Dilma Rousseff. As investigações da PF indicam que a “Doutora Rose”, como era mais conhecida, recebia salário de de R$ 11.179,36 para servir ao ex-Presidente. Até sexta-feira, Rose era um “Porto Seguro” para o “Tio” Lula. Agora, se transforma em uma “
Atração Fatal”.

Nos bastidores petistas, todo mundo sabe que Rose talvez só seja menos importante para Lula que a ex-primeira dama Mariza Letícia. Literalmente, Lula tomou um tiro no coração com a operação Porto Seguro da PF e do MPF. A desagradável surpresa aconteceu no momento em que Lula recebia, no palácio presidencial Rashtrapati Bhavan, em Nova Déli, na Índia, o prêmio Indira Gandhi pela Paz, Desarmamento e Desenvolvimento 2010. Em São Paulo, sem dúvida, foi armada uma arapuca para declarar guerra total a Lula, acabando com a paz dele – inclusive e principalmente dentro de seu apartamento, em São Bernardo do Campo.

Como o caso corre no famoso e providencial “segredo judicial”, são gigantescas as chances de não serem tornadas públicas as ligações telefônicas entre os super amigos Rose e Lula. As Velhinhas de Taubaté do PT já espalham na mídia amestrada a fantasiosa versão de que “não resta dúvida de que Lula não sabia das atividades ilegais atribuídas ao grupo, que integrava um esquema que produzia pareceres favoráveis aos interesses de grandes empresas junto ao governo federal”.

CPI da Rose?

A previsão do tempo para segunda-feira é: O Brasil explode politicamente. Dilma tentará se blindar, com discurseira de combate à corrupção, justificada com as exonerações em alta velocidade. Tudo pode piorar se o dólar subir, sem controle do Banco Central, alimentando o risco de problemas econômicos.

Segunda-feira também recomeça o julgamento para definição de penas dos condenados no Mensalão. No Congresso, a oposição falará grosso contra Lula e o PT, pedindo uma CPI sobre a escandalosa Operação Porto Seguro que também mexe com o ex-senador Gilberto Miranda – que é ligadíssimo ao poderoso presidente do Senado, José Sarney.

Investigações da PF indicam que “Doutora Rose” era responsável pela nomeação e pelas ações fora da lei promovidas pelos “Irmãos Vieira”: Paulo Rodrigues Vieira, diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), Rubens Carlos Vieira, diretor de Infraestrutura Aeroportuária da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e Marcelo Rodrigues Vieira, também da Anac. Detalhe importante: os irmãos Vieira eram apadrinhados de Lula, Rose e Dirceu.

O escândalo transfirma em “roubo de galinha” o Mensalão agora julgado no STF. Envolve servidores da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), da Anac, da Superintendência do Patrimônio da União (SPU), do Tribunal de Contas da União (TCU), da Advocacia Geral da União (AGU) e do Ministério da Educação (MEC). A organização criminosa atuava também agilizando processos em órgãos públicos e falsificando documentos em troca de dinheiro e vantagens. Os pareceres fraudados eram usados por empresas interessadas em processos de licitação junto ao governo.

“Doutora Rose” era poderosa e muito influente. Na década de 90, foi assessora de José Dirceu de Oliveira e Silva. Naquela época, conheceu Luiz Inácio. Rose começou a trabalhar no governo Lula em 2003 como assessora especial do gabinete da Presidência em São Paulo. Em 2005, virou a “Doutora Rose, ao ser nomeada chefe de gabinete do escritório regional da Presidência, na Avenida Paulista.

Rose já esteve envolvida em problemas na do governo Lula. Em 2006, quando explodiu o escândalo dos gastos com cartões de crédito corporativos, o nome dela estava na lista de 65 servidores que fizeram saques para pagamento de despesas da Presidência. O deputado Indio da Costa (DEM-RJ), então candidato a vice-presidente na chapa de José Serra (PSDB), e o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) pediram a convocação de Rose para depor na CPI criada para investigar o uso dos cartões corporativos. O caso, como tantos outros, deu em nada.

Rosemary é tão ligada Lula que costumava participar da maioria de suas viagens internacionais, nos oito anos de governo. Chegou a fazer 17 viagens presidenciais, entre 2005 e 2010. Somando todas, teria embolsado R$ 45 mil em diárias. Rose costuma integrar o Escav (escalão avançado), equipe que preparava a chegada de Lula aos países. Rose estaria separada de José Cláudio de Noronha. O ex-marido marido ocupa um cargo de assessoria especial na administração regional da Infraero em São Paulo. Deve ser também “justiçado” pela ira de Dilma.

A cúpula petista sabia que Rose era amiga íntima de Lula. Logo, se ele “não sabia de nada” que ela fazia, o maior mito apedeuta do universo poderia se considerar um sujeito traído?

Se for, e voltar ao Brasil jurando pela felicidade da nação corinthiana que de nada sabia, Lula merecerá ser tratado como uma espécie de “
Grande Corno Político”.

Talvez a ele se aplique uma versão atualizada e parodiada de um velho provérbio:

Diga-me com quem amas que vos direi quem és”.

O risco real: esse perigoso caso pode acabar em ruptura institucional ou na pizza podre de sempre...

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva.

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: http://www.alertatotal.net/. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 25 de Novembro de 2012.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Posted: 04 Dec 2012 02:14 AM PST
O Pentágono vai enviar centenas de espiões adicionais para o exterior, parte de um plano de montar uma rede de espionagem semelhante à CIA, segundo reportagem publicada no jornal americano “Washington Post”.
O objetivo é transformar a Agência de Inteligência de Defesa (DIA, na sigla em inglês), em um serviço de espiões focado em ameaças emergentes e mais alinhado à CIA e aos comandos militares de elite.
Quando a ampliação da DIA estiver completa, haverá até 1600 “coletores” de informações ao redor do mundo. Eles serão treinados pela CIA.
Entre as prioridades estarão grupos de militantes islâmicos na África, tráfico de armas do Irã e da Coreia do Norte, e a modernização militar na China.


NOTA OFICIAL DA FAB

30/11/2012 - 11h59
Nota Oficial - Incidente com VANT
Ao contrário do publicado em alguns jornais, o Comando da Aeronáutica informa que não houve um acidente com perda total de um Veículo Aéreo Não-Tripulado (VANT) da Força Aérea Brasileira.

Na realidade, houve uma perda de potência do motor logo após a decolagem e o controlador, seguindo os procedimentos previstos no manual de operação, realizou o pouso da aeronave. Durante essa manobra, ocorreram algumas avarias estruturais.

O incidente ocorreu no dia 5 de novembro e a aeronave, modelo RQ-450, está em manutenção. Não houve nenhum dano aos equipamentos eletrônicos do VANT.

Vale salientar ainda que o segundo RQ-450 da FAB está em plenas condições operacionais e continua a realizar voos normalmente a partir da Base Aérea de Santa Maria (RS), sede do Esquadrão Hórus, o primeiro do país a operar aeronaves deste tipo.

Já o VANT baseado em São Miguel do Iguaçu (PR) é de propriedade da Polícia Federal.

Brasília, 30 de novembro de 2012

Brigadeiro-do-Ar Marcelo Kanitz Damasceno
Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica

Fonte: Agência Força Aérea

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

ACIDENTE COM O VANT DA FAB NO SUL

Acidente no Sul destrói avião espião da FAB
Um dos dois Veículos Aéreos não Tripulados (Vants) da FAB foi totalmente destruído em acidente na base de Santa Maria (RS), onde fica estacionado. O aparelho de US$ 4,5 milhões, fabricado em Israel, teve perda total: o motor parou após a decolagem e caiu. A tragédia não foi maior porque o avião espião do esquadrão Horus, de combate ao tráfico de drogas, sobrevoava a base. A FAB guarda sigilo absoluto.
Paradão
O outro Vant está parado na base de São Miguel do Iguaçu (PR), como já noticiamos em janeiro. A PF acredita tê-lo de volta neste final de ano. Matéria publicada no blog de Roberto Gutierrez.

CANALHICE OFICIAL

DEPUTADOS CASSADOS PELA DITADURA RECEBERÃO CARGOS

No próximo dia 6,os ex-deputados cassados durante o regime militar receberão seus mandatos de volta.De forma simbólica,serão contemplados os 26 parlamentares prejudicados pelo regime que estão vivos.Ao todo,a ditadura tirou de cena nada menos que 173 deputados.Matéria publicada hoje dia 03/12/2012 no jornal “Brasil Econômico”.