sexta-feira, 5 de julho de 2013

TUDO PELA AMAZÔNIA!SELVA!

TIRO REAL DO SISTEMA GEPARD DO EXÉRCITO BRASILEIRO

AMAZÔNIA

Desmatamento dispara na Amazônia em maio
(Atualizado às 10h40)
O Ministério do Meio Ambiente deve anunciar daqui a pouco que o desmatamento voltou a avançar fortemente na Amazônia no mês de maio. O site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que traz os dados do sistema Deter mostra que a perda da floresta foi de 464,96 km² no mês, contra 98,85 km² em maio do ano passado, um aumento de quase cinco vezes.
No acumulado desde agosto do ano passado, mês em que se inicia o calendário de cálculo anual de desmatamento, foram perdidos 2337,79 km², contra 1729,89 km² no período de agosto de 2011 a maio de 2012. O levantamento mensal do Deter funciona como um sistema de alerta para a fiscalização e capta somente desmatamentos superiores a 25 hectares
É um revés em um movimento que vem ocorrendo nos últimos anos de queda contínua da taxa de desmatamento – a principal política ambiental do governo federal. Os dados fechados do ano anterior, por exemplo, mostraram que o desmatamento de agosto de 2011 a julho de 2012 foi o menor da história do monitoramento – caiu 29% em relação ao período anterior, chegando a 4.571 km².
Tradicionalmente, é nos meses de seca, normalmente a partir de abril, que a motosserra canta mais alto. Mas nos últimos tempos os desmatadores têm mudado a tática e derrubado a mata mesmo no período de chuva. Apesar de mais complicado logisticamente, eles têm a vantagem de ficar “protegidos” pelas nuvens, que dificultam a visualização do monitoramento por satélite que faz os alertas, e pelas chuvas, que atrasam a chegada de Ibama e polícia ambiental.
Portanto, os dados agora de maio podem ser um pouco mais inflados porque estão deixando à mostra o que aconteceu na região na época da chuva. Mas refletem um alerta que ambientalistas vêm fazendo há algum tempo: de que, apesar dos ganhos obtidos nos últimos anos, o desmatamento não está contido.
Em meados do mês passado, o instituto de pesquisa Imazon, sediado em Belém, e que faz um monitoramento paralelo da perda florestal na Amazônia, também tinha mostrado essa tendência. Na ocasião, Adalberto Veríssimo, pesquisador sênior da ONG, comentou que o maior gargalo no momento é o chamado desmatamento especulativo, principalmente nas regiões do oeste do Pará e sudeste do Amazonas.
“É gente que derruba com a expectativa de que uma hora vai conseguir regularizar a terra e vendê-la”, diz. “Praticamente, não se vê mais o desmate de quem está na cadeia produtiva e quer aumentar sua área para plantar ou pôr gado. Nesses casos, os mecanismos de comando e controle do governo têm funcionado. Mas o governo vai ter de mudar a estratégia, talvez deixar claro que essas áreas desmatadas para especulação não vão nunca ser regularizadas. Aí cria um prejuízo e pode ser que a prática estanque”, disse ele no mês passado.
Ele alertou também que se esse ritmo se mantiver nos meses de junho e julho, tradicionalmente os de maior avanço do corte raso, por ser período de seca, o desmatamento total pode passar de 6 mil km². Segundo ele, esses dois meses costumam representar 30% do total.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

CRISE NO MUNDO ÁRABE

Irmandade Muçulmana diz que não negociará com novo governo; coalizão convoca 'sexta da recusa'


A Irmandade Muçulmana do Egito anunciou nesta quinta-feira (4) que não participará de nenhuma negociação com as novas
"Anunciamos nossa rejeição categórica ao golpe de Estado contra o presidente eleito e a vontade do povo, e rejeitamos a participação em qualquer negociação com a nova autoridade", disse o grupo em comunicado divulgado em sua página eletrônica.
Uma coalizão islâmica liderada pela Irmandade Muçulmana convocou os egípcios para uma marcha em todo o país para protestar contra o golpe militar que tirou o presidente Mohamed Mursi do poder. O protesto, chamado informalmente de "Sexta da recusa", ocorrerá na sexta-feira (5).
De acordo com a Coalizão Nacional em Defesa da Legitimidade, os egípcios deverão "tomar as ruas e se mobilizar de maneira pacífica" depois das orações de sexta.
O chamado foi feito em uma entrevista coletiva concedida na mesquita, no Cairo, onde apoiadores de Mursi estão reunidos desde a semana passada. Tropas cercaram a área, mas não invadiram o local.

Mursi está detido

Mohamed Mursi foi levado na madrugada desta quinta para o prédio do ministério da Defesa.
"Mursi foi separado de sua equipe e conduzido ao ministério da Defesa", disse Gehad al-Haddad, membro da Irmandade Muçulmana, à agência AFP.
  • O Exército egípcio confirmou na madrugada que deteve "preventivamente" o presidente, segundo informou uma fonte militar à agência AFP, mas não deu mais detalhes sobre o paradeiro dele. 
"[Mursi] está detido preventivamente", afirmou o militar, que pediu anonimato, e sugeriu que Mursi pode enfrentar acusações de opositores.
Mais cedo, Al-Haddad havia informado que "Mursi e toda sua equipe presidencial" estavam detidos "no clube da Guarda Republicana da presidência".
O Exército deteve na quarta (3) vários dirigentes da Irmandade Muçulmana, base do regime de Mursi, segundo o jornal "Al-Ahram".
Entre os detidos estão Saad al-Katatni, chefe do Partido da Liberdade e Justiça (PLJ) --braço político da Irmandade Muçulmana-- e Rached Bayoum, um dos dignitários religiosos do grupo.
As forças de segurança egípcias receberam ordens para prender 300 membros da Irmandade Muçulmana, revelou o "Al-Ahram".

ENTENDA A CRISE NO EGITO

O comandante-geral do Exército, o general Abdul Fattah al-Sisi, declarou na TV que a Constituição foi suspensa e que o presidente da Suprema Corte assumiria poderes presidenciais, na prática derrubando o presidente Mohammed Mursi. Com isso, Adli Mansour comanda o governo interino formado por tecnocratas até que eleições presidenciais e parlamentares sejam convocadas. No Twitter, Mursi chamou o pronunciamento de "golpe completo categoricamente rejeitado por todos os homens livres de nossa nação". Soldados e carros blindados rondam locais importantes do Cairo enquanto centenas de milhares de manifestantes protestam nas ruas.

O que motivou a crise?
O descontentamento começou em 2012, quando Mursi, 1º presidente democraticamente eleito do Egito, deu a si mesmo amplos poderes numa tentativa de garantir que a Assembleia Constituinte concluísse a nova Constituição. Desde então, houve uma cisão política no país. De um lado, Mursi e a Irmandade Muçulmana; de outro, movimentos revolucionários e liberais. Quando a nova Constituição, polêmica e escrita por um painel dominado por islamitas, foi aprovada às pressas, as manifestações em massa tomaram as ruas, e Mursi acionou o Exército. Mas enfrentamentos continuaram, deixando mais de 50 pessoas mortas. Diante da pressão, os militares deram um ultimato ao presidente, que tinha 48 horas para atender às demandas populares. Mursi insistiu que ele era o líder legítimo do Egito, e houve intervenção.

Qual o caminho traçado pelos militares?
Após encontro de líderes políticos, religiosos e jovens, o general Sisi disse que o povo clamava por "ajuda" e que os militares "não podiam permanecer em silêncio". Ele disse que o Exército fez "grandes esforços" para conter a situação, mas o presidente não atendeu "às demandas das massas" e era hora de por "fim ao estado de tensão e divisão". Como a nova Constituição era alvo de fortes críticas, ele suspendeu-a temporariamente. O general não especificou quanto tempo duraria o período transitório e o papel que será exercido pelos militares. Ele conclamou a Suprema Corte Constitucional a rapidamente ratificar a lei permitindo eleições para a Câmara Baixa do Parlamento, que está dissolvida, e para a Assembleia Popular. E afirmou que um novo código de ética será expedido.


Grandes desafios nas novas doenças e medicamentos

Grandes desafios nas novas doenças e medicamentos
04/07/13 08:40 | Fábio Feldmann - Consultor em sustentabilidade

Recentemente fui diagnosticado com uma infecção denominada histoplasmose, também conhecida como doença de caverna, cuja causa é um fungo chamado Histoplasmacapsulatum.
Dos sintomas como febre e sudorese até o diagnóstico, algum tempo se passou, com a ansiedade que toda falta de certeza traz em se tratando de saúde. ,
A existência de uma lesão no pulmão certamente auxiliou a identificação da doença. Acabei tomando conhecimento de que aproximadamente 75% das novas doenças infecciosas em humanos são zoonóticas.
Essas doenças são predominantemente provenientes da fauna silvestre e muitas delas são induzidas e/ou amplificadas por fatores ambientais como o clima e poluição. 
De acordo com carta publicada na revista Science (16/03/12), "Add ecology to the pre-medical curriculum", subscrita por cientistas de várias instituições científicas americanas, torna-se cada dia mais importante entender o papel de interação das espécies entre si e com o meio ambiente, com o objetivo de facilitar o diagnóstico e a respectiva medicação.
No Brasil, esta questão se torna mais relevante pelo fato de que, ao expandirmos as fronteiras agrícolas, estamos suprimindo alguns biomas praticamente intactos e, com isso, abrindo a possibilidade de novas doenças, além daquelas já conhecidas como a malária.
Mas o que julgo mais importante na discussão proposta nesta carta é a recomendação de que os currículos médicos "contemplem a relação da saúde humana com os processos ecológicos relativos à diversidade taxonômica de algumas espécies".
Aliando-se a isso, o fato de que a maior parte dos remédios mais utilizados e recentemente aprovados no FDA - Food and Drug Administration deriva de produtos naturais, fica claro que assuntos como esse devem estar mais presentes na agenda brasileira, já que somos detentores de grande parte da biodiversidade do planeta.
Assinalar a importância da biodiversidade como potencial geradora de novos medicamentos, torna-se um argumento forte diante dos dados ainda preocupantes de desmatamento na Mata Atlântica, na Amazônia e no Cerrado.
No caso da Mata Atlântica, em que pese a existência de uma legislação específica que a protege, Minas Gerais, de acordo com dados do Atlas de Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, elaborado pela Fundação SOS Mata Atlântica, é o estado campeão de desmatamento deste bioma.
Hoje não temos condições sequer de avaliar o real significado dessa perda em termos do potencial de medicamentos que dali poderiam surgir.
A ampliação dos currículos com a incorporação de novos temas é importante para alavancar uma agenda contemporânea, notadamente em relação aos desafios hoje colocados pela comunidade científica no que tange ao planeta.
Em recente debate promovido pela Sabesp, um dos temas discutidos foi o impacto local e global do nitrogênio sobre os corpos d'água: o tratamento secundário das estações de esgoto não é capaz de impedir que o nitrogênio comprometa a qualidade dos nossos rios. Mas este assunto está ausente das discussões de saneamento no Brasil.
Em 2010, foi divulgado um estudo na Europa, "Building the Foundations for Sustainable Nutrient Management", que abordou essa temática em profundidade. Dilma Pena, uma das principais lideranças visionárias do Brasil, inicia a discussão no âmbito da Sabesp: que seja bem sucedida.
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Fábio Feldmann é consultor em sustentabilidade

CASO MORALES

ONU pede diálogo entre países europeus e Bolívia após incidente com avião presidencial
4 de julho de 2013 · Comunicados, Destaque

  
Presidente da Bolívia, Evo Morales, e secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Foto: ONU/Evan Schneider (20/02/2013)
O gabinete do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, emitiu nota em resposta aos questionamentos da imprensa sobre o incidente envolvendo países europeus e o avião que transportava o presidente da Bolívia, Evo Morales.
Abaixo, a íntegra do comunicado em português e inglês:
Declaração do secretário-geral da ONU em resposta aos questionamentos sobre a Bolívia
O secretário-geral compreende as preocupações levantadas pelo Governo boliviano a respeito das ações que alguns países podem ter tomado envolvendo um avião que transportava o presidente do Estado Plurinacional da Bolívia.
Ele está aliviado que este lamentável incidente não acarretou consequências para a segurança do presidente Morales e sua comitiva.
Ele exorta os Estados em questão a discutirem o assunto com total respeito aos interesses legítimos envolvidos.
Note of the UN Secretary-General to correspondents in response to questions on Bolivia
The Secretary-General understands the concerns raised by the Bolivian Government regarding the actions that a number of States may have taken involving an aircraft carrying the President of the Plurinational State of Bolivia.
He is relieved that this unfortunate incident did not lead to consequences for the safety of President Morales and his entourage.
He urges the States concerned to discuss the matter with full respect for the legitimate interests involved.

VG DE EVO MORALES

Unasul se reúne em apoio a Evo por bloqueio de avião na Europa
DE BRASÍLIA
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Representantes dos países membros da Unasul (União das Nações Sul-Americanas) fazem uma reunião nesta quinta-feira em Cochabamba, na Bolívia, para avaliar a reação aos países europeus que impediram o pouso e o sobrevoo do avião do presidente boliviano, Evo Morales.
Ele vinha de Moscou quando seu avião, que deveria ter pousado nas Canárias, teve que mudar de rota e pousar no aeroporto austríaco. Segundo o governo boliviano, França, Portugal, Espanha e Itália fecharam os espaços aéreos porque temiam que o mandatário levasse consigo o técnico Edward Snowden.
O delator do esquema de espionagem telefônica e on-line feito pelos Estados Unidos em todo o mundo está na área de trânsito do aeroporto de Sheremetyevo, em Moscou. Na terça (2), Morales afirmou que avaliaria o pedido de asilo político que o informante apresentou ao país.
O encontro contará com a presença de seis presidentes, a maioria deles aliados de Morales --Rafael Correa (Equador), Nicolás Maduro (Venezuela), Cristina Fernández de Kirchner (Argentina), José Mujica (Uruguai) e Dési Bouterse (Suriname), além do anfitrião.
O Brasil será representado pelo secretário-geral do Itamaraty, Eduardo dos Santos, além do assessor especial da Presidência para Relações Internacionais, Marco Aurélio Garcia, e do subsecretário de América do Sul, Central e Caribe, Antonio Simões.
A presidente Dilma Rousseff decidiu não ir à reunião e o chanceler Antonio Patriota não chegaria a tempo, já que está em visita a Haia, na Holanda. Na quarta (3), a presidente Dilma Rousseff expressou em comunicado sua "indignação e repúdio" e exigiu "pronta explicação e correspondentes escusas".
VENEZUELA
Nesta quinta, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse que reavaliará as relações diplomáticas com a Espanha e chamou de infame o governo de Mariano Rajoy. "Quem o presidente [de governo, Mariano] Rajoy acha que é? Que nós, sul-americanos, somos nossos escravos?".
Em nota, o colombiano Juan Manuel Santos disse que se solidariza com o bloqueio sofrido por Evo Morales, mas não gostaria que a situação se transformasse em uma crise diplomática entre a América do Sul e a União Europeia.
O país, que é membro da Aliança do Pacífico, tenta um acordo de livre comércio com a União Europeia, assim como o Mercosul. Ainda não há previsão sobre o teor do comunicado ou as represálias que poderão ser tomadas pelos integrantes da Unasul.
O Senado do Paraguai considerou o bloqueio injusto. O governo do país é o único integrante da Unasul que ainda não se pronunciou oficialmente sobre a crise diplomática envolvendo Evo Morales e os países europeus. Alguns países, assim como a Bolívia, acusaram os Estados Unidos de estarem por trás do impedimento.
Editoria de Arte/Folhapress