terça-feira, 13 de agosto de 2013

Sudão fornece armas aos rebeldes na guerra civil da Síria
C. J. CHIVERS
ERIC SCHMITT
DO "NEW YORK TIMES"
Os rebeldes sírios, frustrados pela relutância do Ocidente em lhes fornecer armas, encontraram um fornecedor improvável: o Sudão, país que sofreu embargos internacionais de armas e mantém fortes elos com um dos mais firmes patrocinadores do regime da Síria, o Irã.
Em transações que não foram reconhecidas publicamente, dizem autoridades ocidentais e rebeldes sírios, o governo do Sudão vendeu armas fabricadas no país e armas chinesas ao Catar, que as entregou aos rebeldes via Turquia.
Os embarques incluem mísseis antiaéreos e cartuchos de fabricação recente para armas portáteis que já foram vistos nos campos de batalha da Síria --e tudo isso ajudou os rebeldes a combater as forças armadas sírias e as milícias leais ao governo, que contam com melhor armamento do que o disponível para eles.
As provas que começam a surgir sobre o fornecimento sigiloso de armas pelo Sudão aos canais que abastecem os rebeldes servem para ampliar o crescimento conhecimento sobre as fontes de equipamento militar da oposição ao presidente Bashar Assad.
O equipamento é muitas vezes pago por Qatar, Emirados Árabes Unidos (EAU), Jordânia, Arábia Saudita ou outros doadores simpáticos à causa.
Embora não esteja claro até que ponto essas armas vêm sendo importantes na guerra civil iniciada quase três anos atrás, elas ajudaram a sustentar a oposição contra as forças do governo, que contam com assistência da Rússia, Irã e Hizbullah.
O envolvimento do Sudão acrescenta ainda outra complicação a uma guerra civil que há muito desafia uma solução diplomática. A batalha se transformou em um combate de prepostos, uma disputa por influência local entre potências mundiais, agentes regionais e seitas religiosas.
No caso do Sudão, o país tem conexões com a maioria sunita da Síria, e interesse financeiro na continuação de uma guerra financeiramente lucrativa para o país.
Mas a decisão sudanesa de fornecer armas aos rebeldes --contrariando os apoiadores internacionais do país e ajudando a cimentar sua reputação como promotor de conflitos-- reflete um esforço de equilibrismo muito arriscado politicamente. O Sudão mantém estreitas ligações econômicas e diplomáticas com o Irã e a China.
Ambos os países oferecem assistência militar e técnica à indústria estatal de armas sudanesa e podem ver a venda de armas pelo país para ajudar os rebeldes da Síria como resultado indesejado de sua colaboração com Cartum, ou mesmo como traição.
Em entrevistas, funcionários do governo sudanês negaram ajudar a armar qualquer dos dois lados na guerra da Síria. "O Sudão não enviou armas à Síria", disse Imad Sid Ahmad, secretário de imprensa do ditador sudanês Omar Hassan al-Bashir.
Al-Sawarmi Khalid Saad, porta-voz das forças armadas sudanesas, acrescentou que as alegações eram insensatas, exceto talvez como esforço de difamação. "Não temos interesse em apoiar grupos na Síria, especialmente se o resultado do confronto não está claro", disse Saad.
"Essas alegações foram feitas para prejudicar nosso relacionamento com países que são bons amigos do Sudão".
Um funcionário do governo do Qatar não tinha informações sobre o possível papel de seu país em encomendar ou transportar equipamento militar do Sudão.
O Sudão tem um histórico de fornecimento de armas a grupos combatentes e de negar publicamente envolvimento nesse tipo de transferência. Armas ou munições fornecidas pelo país foram identificadas no Sudão do Sul, Somália, Costa do Marfim, Chade, Quênia, Guiné, Mali e Uganda, disse Jonah Leff, analista de assuntos sudaneses no projeto de pesquisa Small Arms Survey.
O país forneceu armas ao Exército de Resistência do Senhor, de Joseph Kony; aos rebeldes líbios; e às milícias pró-governamentais janjaweed, acusadas de uma campanha de atrocidades em Darfur.
"O Sudão se posicionou para ser grande fornecedor mundial de armas, e seus produtos atingiram diversas zonas de conflito, entre as quais a Síria e seus rebeldes", disse um funcionário norte-americano conhecedor dos embarques enviados à Turquia.
Analistas e funcionários de governos ocidentais afirmam que a participação clandestina do Sudão no fornecimento de armas aos rebeldes sírios sugere tensões inerentes na política externa de Bashir, que em geral tende a apoiar movimentos islâmicos sunitas mas mantém relacionamento muito apreciado com a teocracia xiita no Irã.
Outros funcionários sugeriram que havia um motivo mais simples em ação --o dinheiro. O Sudão está enfrentando uma severa crise econômica. Ahmad, o porta-voz da presidência sudanesa, sugeriu que se armas sudanesas estavam em poder dos rebeldes sírios, talvez tivessem sido fornecidas pela Líbia.
O Sudão, disse ele, admitiu ter enviado armas durante a guerra de 2011 para derrubar Moammar Gaddafi. Os novos líderes líbios agradeceram publicamente o Sudão. A Líbia tem fornecido muitas armas aos rebeldes da Síria.
No entanto, isso não explicaria de que forma munição sudanesa 7,62x39 mm foi encontrada pelo "New York Times" em posse de rebeldes perto da cidade síria de Idlib.
A munição, de acordo com suas marcas de estamparia, foi fabricada em 2012 no Sudão --depois do fim da guerra na Líbia. Ela estava em uso pelo Soquor al-Sham, grupo islâmico que reconhece o comando militar da Coalizão Nacional Síria, apoiada pelo Ocidente.
Quando informado de que cartuchos sudaneses de produção recente haviam sido fotografados em posse de rebeldes sírios, Saad, o porta-voz das forças armadas sudanesas, descartou a alegação taxativamente: "Fotos podem ser manipuladas", disse. "Isso não é prova".
A sugestão sudanesa de que qualquer de suas armas presente na Síria tenha sido fornecida pela Líbia tampouco explicaria a presença de mísseis antiaéreos FN-6 em posse de unidades rebeldes sírias. Nem as forças leais a Gaddafi e nem os rebeldes líbios detinham essa arma em 2011, disseram analistas que acompanham a proliferação de mísseis.
Fotos detalhadas de um dos tubos lança-mísseis FN-6, fornecidas por um sírio com acesso a essas armas, mostram que alguém se esforçou parta obscurecer sua origem. As marcas de produção haviam sido cobertas com tinta spray. As marcas em geral incluem o número de série do míssil, o número de lote, o código do fabricante e o ano de produção.
Os rebeldes dizem que antes de receberem os mísseis, meses atrás, as peças já haviam, sido pintadas --quer pelo vendedor, pelo transportador ou pelo intermediário--, em um esforço cru de dificultar o rastreamento dos mísseis.
Tradução de PAULO MIGLIACCI

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Missão da ONU condena série de explosões que matou mais de 60 pessoas no Iraque
12 de agosto de 2013 · Notícias


Ataque com bombas no Iraque (arquivo). Foto: IRIN
A Missão de Assistência das Nações Unidas para o Iraque (UNAMI) expressou choque e indignação neste domingo (11) com a série de explosões coordenadas que atingiram comércios e parques de Bagdá e outras cidades do país quando a população celebrava o fim do Ramadã, mês sagrado para os muçulmanos.
De acordo com a imprensa, mais de 60 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas nos ataques por todo o país, a maioria em regiões xiitas.
“Esta carnificina reflete o caráter desumano dos responsáveis”, declarou o vice-representante especial do secretário-geral para o Iraque, Gyorgy Busztin. “Todos os iraquianos de bem deveriam se unir para acabar com esta violência assassina que quer empurrar o país para a luta sectária.”
Recentemente, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, alertou para a deterioração da situação de segurança no Iraque, onde ataques mortais estão se tornando “muito comuns” e apelou para líderes políticos tomarem medidas urgentes para acabar com a violência e levar os responsáveis à justiça.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013


Submarino a propulsão nuclear colocará Brasil em novo patamar, diz Amorim

Itaguaí (RJ), 09/08/2013 –
O Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) da Marinha do Brasil vai colocar o país em um novo patamar internacional. A avaliação é do ministro da Defesa, Celso Amorim, após visitar as instalações da Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM), localizada no município de Itaguaí, a 70 quilômetros do Rio de Janeiro.



“O Brasil será um dos pouquíssimos países com a capacidade de produzir, inclusive, submarino [a propulsão] nuclear, o que nos coloca no patamar, também importante, do ponto de vista das relações internacionais”, assegurou.

Amorim lembrou que a presidenta Dilma Rousseff tem afirmado que é “tendo uma defesa forte que nós podemos desenvolver uma política pacífica, sendo capaz de defender nossos interesses”. Segundo o ministro, o Prosub consiste num marco para o país, pois representa a “materialização de um projeto de grande importância”, que vai culminar com a capacidade do Brasil de construir e projetar, no futuro, submarinos.

Nas palavras de Amorim, dispor de um recurso tão valioso, num país de vasta costa, com grande necessidade de defesa, inclusive no Atlântico sul – onde estão as rotas brasileiras de exportações e importações – é “um grande salto de qualidade”.

Visita à UFEM

Amorim deslocou-se na manhã de hoje (9), junto com o comandante da Marinha, almirante Julio de Moura Neto, à base situada em Itaguaí. A comitiva contou também com a participação de assessores civis e oficiais-generais. No auditório da UFEM, o ministro recebeu o detalhamento do programa de construção de quatro submarinos convencionais e um a propulsão nuclear.

O Prosub surgiu em 2009, a partir de acordo firmado entre os governos do Brasil e da França. Ele consiste na construção do complexo do Estaleiro e Base Naval (EBN), bem como a transferência de tecnologia e o desenvolvimento da indústria nacional. A partir desse acordo, a Marinha contratou a estatal francesa DCNS que, por sua vez, associou-se à empresa brasileira Odebrecht.

Após as exposições, o ministro seguiu para o local onde estão as primeiras seções do submarino. No interior do equipamento, Amorim recebeu mais detalhes sobre a construção e o projeto. Ao concluir a visita, ele destacou que o projeto é “um marco” para o país, pelo fato de permitir o domínio nesse segmento industrial”.

Foto: Felipe Barra
Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa
61 3312-4070

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

BRASIL E VENEZUELA


Brasil e Venezuela estudam parceria na área de defesa cibernética

Brasília, 08/08/2013 – Em sua primeira visita ao Brasil como ministra, a titular da Defesa Nacional da Venezuela, almirante em chefe Carmen Teresa Meléndez, pediu a Celso Amorim apoio para desenvolver o setor de defesa cibernética de seu governo. Meléndez esteve reunida com o ministro brasileiro na manhã desta quinta-feira, em Brasília, e destacou o avanço do país nesse setor.



Segundo Meléndez, durante as eleições presidenciais venezuelanas, muitas páginas do governo saíram do ar e algumas sofreram a ação de hackers. “Queremos assessoramento para que isso não aconteça”, disse. Amorim, por sua vez, avaliou positivamente a possibilidade de cooperação, e citou o recém-criado Centro de Defesa Cibernética (CDCiber) como órgão capaz de apoiar a iniciativa.

Presente ao encontro, o comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, lembrou que o CDCiber atuou em grandes eventos realizados no Brasil, como a Copa das Confederações e a visita do papa Francisco, e garantiu que o Centro está preparado para funcionar durante a Copa do Mundo.

Cooperação

No encontro entre os ministros, Celso Amorim e Carmen Meléndez debateram também outras formas de parceria no setor de Defesa. Mencionaram a possibilidade de ampliar a cooperação entre a Marinha e a Força Aérea dos dois países, além da revitalização de carros blindados e a promoção de ações conjugadas.

No caso da Força Naval, a comitiva venezuelana manifestou interesse na aquisição de lanchas-patrulha desenvolvidas pelo Brasil. O comandante da Marinha, almirante Julio Soares de Moura Neto, sinalizou o envio, ao país vizinho, de um grupo de representantes da Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron) para estudar a viabilidade de projetos conjuntos.

No que diz respeito à Aeronáutica, o comandante-geral de Operações Aéreas, brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, destacou a importância da realização, no ano passado, do exercício VENBRA VI. A ação – entre as Forças Aéreas do Brasil e da Venezuela – visa combater tráfegos ilícitos entre as fronteiras. De acordo com a ministra Carmen Meléndez, o país enfrenta problema com o contrabando de gasolina e alimentos, em suas regiões limítrofes.

Presente também na reunião, o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general José Carlos De Nardi, lembrou que, durante a Operação Ágata 4, realizada em 2012, oficiais venezuelanos atuaram como observadores na ação fronteiriça.

Acordo mais amplo



Celso Amorim citou, também, a valorização do governo brasileiro na participação da Venezuela no Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB) – organização situada no Rio de Janeiro que prepara militares para atuarem em missões no exterior, de ajuda humanitária, desminagem, entre outras.

O ministro defendeu a elaboração de um acordo mais amplo “para facilitar ainda mais a cooperação entre as nações”. E voltou a falar que é preciso “firmar uma identidade sul-americana”.

Ao concordar com Celso Amorim, a ministra venezuelana disse que “não pode haver integração se não estão alinhadas as Forças Armadas”. A visita ao Brasil foi a primeira viagem ao exterior da almirante Carmen Meléndez, depois de empossada.

Fotos: Jorge Cardoso
Assessoria de Comunicação Social (Ascom)

Ministério da Defesa

COLÔMBIA


Diminui cultivo de coca na Colômbia, aponta estudo da ONU

8 de agosto de 2013 · Notícias

 

 

Planta da coca. Foto: UNODC

O cultivo de coca na Colômbia, um dos maiores produtores mundiais juntamente com a Bolívia e o Peru, caiu em um quarto, em 2012, de acordo com um novo estudo apresentado nesta quinta-feira (8) pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e pelo governo.

A área cultivada na Colômbia caiu para 48 mil hectares, abaixo dos 64 mil em 2011, afirmou o UNODC em um comunicado sobre a pesquisa.

Dos 32 departamentos do país, o cultivo de coca está presente em 23. Destes, o cultivo caiu em 17. Nariño, Putumayo, Guaviare e Cauca viram os maiores declínios e sete departamentos estão agora abaixo do nível de 100 hectares.

Enquanto isso, mais coca foi cultivada em Caquetá, Chocó e Norte de Santander. As imagens de satélite e levantamentos de campo mostraram que cerca de 80% do cultivo se concentra em oito departamentos, com cerca de metade em apenas três dessas áreas.

“O impacto dos esforços do governo para erradicar o cultivo ilícito de coca é visível. No entanto, as pesquisas de 2012 e anteriores mostram que, após que a erradicação ocorre, muitas vezes o cultivo é retomado em novas ou antigas áreas”, disse Bo Mathiasen, representante do UNODC na Colômbia.

Ele acrescentou que a erradicação de culturas, mesmo quando produz resultados positivos, devem ser complementados por sistemas alternativos de subsistência para melhorar as condições sociais, econômicas e ambientais e para obter uma redução sustentável na área sob cultivo.

É menos lucrativo produzir coca do que no passado, a pesquisa relatou, mesmo com um agricultor arrecadando uma renda média de 1.220 dólares por ano. O valor agrícola da folha de coca e seus derivados, como pasta de coca e base de cocaína, foi estimado em 370 milhões de dólares em 2012, abaixo dos 422 milhões em relação ao ano anterior. Corresponde a 0,2% do produto interno bruto (PIB) nacional e 3% do PIB relacionado ao setor agrícola.

O número de famílias envolvidas no cultivo de coca caiu 3%, dos 62.400 em 2011 para 60.600 em 2012.

Em 2005, 82% dos plantadores de coca eram dependentes da cultura e seus derivados, em comparação com 60% na pesquisa deste ano. O estudo também informou que cerca de 30% dos agricultores estão envolvidos na conversão da folha de coca para a base de cocaína – metade do valor de 2005.

 
A aventura do gás de xisto no Brasil
08/08/13 08:30 | Fábio Feldmann - Consultor em sustentabilidade

No Brasil, estamos assistindo à uma discussão ainda muito preliminar sobre a exploração de gás de xisto (shale gas).
Este é apontado nos Estados Unidos como o grande responsável por uma verdadeira revolução energética, capaz de conferir uma grande competitividade na economia americana. Além da autonomia energética em relação à importação de petróleo. Mas o grande questionamento da exploração do gás de xisto reside no método denominado fracking ou fraturamento hidráulico.
Ele consiste na "explosão" das rochas através de uma perfuração até a camada rochosa de xisto. Após alcançar certa profundidade, uma bomba injeta água com areia e produtos químicos em alta pressão, ampliando as fissuras na rocha e liberando o gás aprisionado, que flui até a superfície.
A grande ameaça reside na contaminação de lençóis freáticos, de modo que este assunto está no topo da lista das preocupações do movimento ambientalista norte mericano. Em muitos países foi imposta uma moratória na exploração exatamente em função dos impactos decorrentes do fracking.
A China, portadora da maior reserva de gás de xisto, priorizou treze províncias para a sua exploração, estando em curso uma grande polêmica sobre os impactos dessa atividade na produção de arroz.
E no Brasil?
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) anunciou um leilão para as próximas semanas, razão pela qual, com base na Lei de Acesso à Informação n˚ 12.527/11, indagamos a agência sobre o licenciamento ambiental dessa atividade.
Recebemos a resposta de que não havia objeção por parte dos Órgãos Estaduais de Meio Ambiente, o que chamou atenção por não existir experiência no país sobre o fracking. Dirigimos perguntas ao Ministério do Meio Ambiente, ao Ibama e à Agência Nacional de Águas a e as respostas foram evasivas.
Fomos informalmente informados que o licenciamento do fraturamento, de acordo com a Lei Complementar nº 140/2011 seria estadual por se tratar de atividade terrestre, ainda que os impactos possam percorrer vários estados por uma contaminação de lençóis freáticos.
Ainda que o licenciamento seja de incumbência estadual, há necessidade de que o país se debruce sobre a matéria e que o Conselho Nacional de Meio ambiente (CONAMA) se envolva na questão. O que não pode acontecer é entrarmos em uma aventura irresponsável por parte da ANP no leilão de concessão, sem queo Brasil conheça bem a tecnologia do fraturamento.
Tomo a liberdade de fazer algumas sugestões. A primeira, para a Presidente Dilma Rousseff, ex-Ministra de Minas e Energia, para que forme uma comissão de alto nível, com representantes de vários ministérios, da comunidade científica, do setor empresarial e da sociedade civil, com o propósito de fazer uma avaliação ampla do aproveitamento do gás de xisto no Brasil.
Caso essa proposta não tenha acolhida, sugiro que a Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, forme um grupo de trabalho, no âmbito do CONAMA, com o objetivo de regulamentar, através de uma resolução, as atividades do fracking no Brasil.
E na esfera do Congresso Nacional, a formação de uma comissão especial para tratar do assunto. Com isso, a democracia brasileira mostrará capacidade de enfrentar uma das grandes discussões da atualidade.
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Fabio Feldman é consultor em sustentabilidade

sexta-feira, 2 de agosto de 2013