segunda-feira, 28 de outubro de 2013


Militares brasileiras exaltam experiência de atuar em missão no Haiti

Atuando em diferentes frentes, elas destacam satisfação de combinar atividades militares com tarefas de cunho humanitário

Brasília, 23/10/2013 – Reconhecida internacionalmente e elogiada no próprio Haiti – onde integra, desde 2004, missão de paz das Nações Unidas (Minustah) –, a atuação militar brasileira no país caribenho é moldada, também, pela crescente participação feminina nas tropas.

 

Durante os quase dez anos de missão, 75 militares brasileiras já serviram no Haiti. Recentemente, a proporção de mulheres enviadas só tem aumentado. Dezesseis brasileiras compõem o efetivo atual, e outras 16 vão integrar o contingente que desembarca no país em dezembro.

“Sou apaixonada pela carreira militar, tenho fascínio em ouvir o hino nacional e me sinto orgulhosa por estar com a farda”, conta a capitão tenente Gislaine Cantamessa, lotada na base do Grupamento dos Fuzileiros Navais em Porto Príncipe, capital haitiana.

Ali, a médica da Marinha realiza um trabalho fundamental: cuidar da saúde do batalhão, ajudando a mantê-lo preparado para o desafio que a missão militar impõe. “Estou aqui em prol da paz. Mesmo sem estar na rua, ajudando diretamente os haitianos, apoio os militares que garantem a segurança desse povo tão sofrido”, diz.

A major do Exército Fátima da Costa também integra o atual contingente no Haiti. Na função de assistente jurídica, ela se ocupa de processos que abrangem desde a contratação de funcionários haitianos até eventuais acidentes de trânsito envolvendo integrantes das tropas brasileiras.

Segundo a major, a experiência trouxe a dupla oportunidade de trabalhar junto à tropa e conhecer uma nova cultura. “Eu nunca tinha vivido nada parecido. Além de estar em campo, trabalhando com o batalhão, há a convivência com o povo haitiano”, explica. “Consegui fazer amizades e saber como eles vivem. Tudo isso engrandece a minha vivência aqui.”

Tarefas variadas

A rotina das militares brasileiras no Haiti começa cedo. Elas acordam às 6h da manhã com o toque da alvorada. Vinte minutos depois, estão de pé para o treinamento militar, que envolve corrida e alongamento. O expediente vai de 8h às 18h. Aos sábados, trabalham até às 14h.

Dependendo da Força de origem e da função que exercem – além de médicas e assistentes jurídicas, há dentistas, intérpretes, veterinárias e até administradoras –, elas também se revezam em outras atribuições, em esquema de plantão.

“Não há diferença entre homens e mulheres na atividade de peacekeeper [mantenedores da paz]. Ambos cumprem tarefas muito importantes, trabalhando diariamente com grande profissionalismo, responsabilidade e respeito”, diz o brasileiro que comanda os cerca de 7 mil soldados das Nações Unidas que atuam no Haiti, general Edson Leal Pujol.

“As mulheres, assim como os homens, trabalham em todo tipo de atividade, tais como oficial de Estado-Maior, pilotos, mecânicos de helicópteros e veículos, engenheiros, jornalistas, dentistas e médicos, entre outras”, completa o force commander da Minustah.

A tenente do Exército Gizelly Bandeira exemplifica o quão amplo pode ser o leque de atividades desempenhadas no Haiti. Como veterinária, é responsável pelo controle sanitário das três bases militares brasileiras. A atividade envolve a coordenação de ações de higienização e controle de alimentos e o tratamento de água e esgoto, além de outras medidas profiláticas que visam à redução da contaminação do batalhão.

Há anos o país caribenho sofre com condições sanitárias adversas. Dos 9,8 milhões de habitantes, 80% não possuem água encanada, cenário que torna imprescindível a adoção de cuidados capazes de ajudar na prevenção de enfermidades.

O trabalho da tenente, contudo, não se restringe aos desafios sanitários. Ela também gerencia um projeto de reflorestamento na capital Porto Príncipe. Segundo ela, nos últimos quatro meses, 2 mil mudas foram replantadas pelo Exército Brasileiro na cidade.

A iniciativa conta com o apoio da ONG Viva Rio, que tem sede no Haiti, e é prova viva de que aspectos humanitários e de segurança convivem em harmonia na atuação dos brasileiros e brasileiras que atuam na missão.

O que diz a ONU

As Nações Unidas estabelecem, como patamar mínimo, um percentual de 2% na participação de efetivos femininos em tropas que atuam sob sua égide em missões de paz.

Atualmente, dos quase 6.300 capacetes azuis que compõem a Minustah, 184 militares são mulheres (o equivalente a aproximadamente 3% do total). Segundo a porta voz da missão, Sophie Boutaud de La Combe, essa estatística tem se mantido estável nos últimos anos. No entanto, assegura, a ONU examina iniciativas para trazer mais mulheres para o campo.

Segundo o force commander da missão, general Edson Leal Pujol, o primeiro critério para seleção em operações de paz não é o gênero, mas o fato de o interessado apresentar-se como voluntário. Posteriormente, deverá receber instruções e treinamentos adequados, trabalho desenvolvido por cada país.
A triagem daqueles que irão compor o contingente também fica a cargo das diferentes nações. Embora a ONU recomende que os países contribuidores com tropas enviem, ao menos, 2% de mulheres, o quantitativo, assim como o critério de seleção, são decisões soberanas de cada país.


Fotos: Paulo Henrique
Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa






sexta-feira, 25 de outubro de 2013


Transporte de médicos e provas do Enem mobilizam Forças Armadas

Brasília, 23/10/2013 – Uma das maiores operações logísticas para transporte de passageiros e mobilização de material será colocada em prática neste fim de semana pelas Forças Armadas. Coordenados pelo Ministério da Defesa, a partir do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica têm como missão levar cerca de 1,8 mil profissionais do programa Mais Médicos para os 26 estados do país e o Distrito Federal,  além das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para municípios de difícil acesso no norte do país.

As operações envolvendo as Forças Armadas começam neste sábado (26), na Base Aérea de Brasília. A partir das 5h30, a unidade militar começa a receber os primeiros médicos que serão deslocados em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB).



Com o emprego de onze aeronaves, os médicos serão transportados para as 27 capitais do país. São profissionais formados no exterior, participantes do programa Mais Médicos, do Governo Federal. O programa prevê o recebimento de 2.182 médicos, 361 dos quais não utilizarão os voos da FAB,  por já se encontrarem nas cidades às quais se destinam. Em função de avaliação dos profissionais, a cargo do ministério da Saúde, os números finais poderão ser reduzidos.

Ao desembarcarem nas capitais, os médicos serão levados aos locais onde permanecerão hospedados. Essa missão será executada por militares da Marinha ou do Exército. O processo de ambientação se dará durante quatro dias. A expectativa do Governo é que esse contingente seja levado para os locais onde atuarão já a partir do dia 4 de novembro.

De acordo com o planejamento do EMCFA, a distribuição de cerca de 500 médicos na Amazônia Legal caberá às Forças Naval e Terrestre. Nas demais cidades, o deslocamento ficará a cargo das Secretariais Estaduais e Municipais de Saúde.

A Marinha encaminhará os profissionais que chegarem a Manaus (AM), Belém (PA) e São Luís (MA). O Exército estará incumbido dos médicos em Macapá (AP), Boa Vista (RR), Porto Velho (RO), Cuiabá (MT), Palmas (TO) e Rio Branco (AC).

Transporte aéreo

Pelo planejamento elaborado pela Força Aérea, os primeiros voos saem de Brasília (DF), Vitória (ES) e Recife (PE) levando profissionais para Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Cuiabá (MT), Campo Grande (MS), Aracaju (SE), Teresina (PI), Petrolina (PE), Natal (RN), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Rio (RJ), Belo Horizonte  (MG), Manaus (AM), Maceió (AL) e Boa Vista (RR).



A operação prevê o desembarque em 12 bases aéreas e nos principais aeroportos brasileiros. O transporte aéreo segue no domingo e só será concluído na terça-feira (29), com partida de cerca de 200 médicos de Fortaleza (CE) e Vitória (ES) para São Luís (MA). As aeronaves empregadas no transporte são Hércules C130, Embraer 145, Bandeirante e Amazonas.

Essa é a segunda etapa com a participação das Forças Armadas no programa Mais Médicos. A primeira se deu no recebimento de 679 profissionais que chegaram do exterior. Há previsão de uma terceira etapa para meados de dezembro.

Provas do Enem

A realização das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), neste fim de semana, também contará com o apoio logístico das Forças Armadas. Atendendo solicitação do Ministério da Educação (MEC), o MD determinou a participação de militares no esquema de transporte, armazenamento e guarda do material, além de segurança dos técnicos envolvidos na aplicação do exame.

Desde a última quarta-feira (23), a Marinha e a FAB deram início ao transporte das provas para os locais do exame em 55 localidades de difícil acesso na região Norte. O Exército presta segurança ao material guardado em 67 organizações militares da Força Terrestre. Uma unidade da Marinha também servirá de espaço físico para armazenamento das provas

Na próxima segunda-feira (28) a Marinha e a FAB trazem de volta o material e os cartões respondidos pelos candidatos durante o fim de semana nas cidades de aceso remoto. A desmobilização das Forças Armadas na megaoperação do Enem está prevista para a próxima quinta-feira (31). O efetivo das Forças Armadas varia conforme a estrutura de cada local. O Enem conta com 7,1 milhões de inscritos.


Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Cúpula europeia será marcada por escândalo de espionagem dos EUA

Brasil Econômico   - Por AFP
24/10/13 12:20



Merkel tem conversado com o presidente francês, François Hollande, "para coordenar uma resposta". Foto: Andrey Rudakov/Bloomberg
Merkel disse que, se a espionagem for confirmada, iria considerar como algo "totalmente inaceitável" e seria "um duro golpe para a confiança" entre os dois países amigos.
A cúpula dos líderes da União Europeia abre nesta quinta-feira à tarde, em Bruxelas, em um contexto de tensão com as revelações de espionagem de Angela Merkel pelos Estados Unidos, que também irão testar a unidade dos europeus frente à intensiva espionagem americana.
Prevista inicialmente para ser uma cúpula de rotina, dedicada especialmente à economia digital, a reunião de chefes de Estado e de Governo, que iniciará às 13h00 no horário de Brasília, deverá focar no crescente escândalo da espionagem de seus aliados pelos Estados Unidos.
Após o anúncio quarta-feira à noite pelo governo alemão de que o telefone celular da chanceler "poderia ter sido espionado por agências norte-americanas", Merkel imediatamente exigiu explicações do presidente Barack Obama. A líder alemã disse que, se a espionagem for confirmada, iria considerar como algo "totalmente inaceitável" e seria "um duro golpe para a confiança" entre os dois países amigos.
Merkel tem conversado desde o momento de sua chegada em Bruxelas, esta tarde, com o presidente francês, François Hollande, "para coordenar uma resposta", segundo uma fonte diplomática francesa.
A França também está envolvida no escândalo. Na segunda-feira, o jornal "Le Monde" revelou detalhes da espionagem telefônica da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) a cidadãos franceses, com base nos documentos sigilosos vazados pelo ex-consultor de inteligência americano Edward Snowden.
Na terça, "Le Monde" divulgou novas informações sobre as escutas em embaixadas, incluindo a representação da França na sede da ONU, em Nova York. De acordo com o jornal, a NSA fez 70,3 milhões de gravações de dados telefônicos de franceses entre 10 de dezembro de 2012 e 8 de janeiro de 2013.
Os serviços de inteligência dos Estados Unidos asseguraram que essas reportagens são "imprecisas e enganosas".
As primeiras revelações de Edward Snowden deram conta de um extenso sistema de vigilância cibernética americana, destinado, em especial, a supervisionar as instituições europeias.
No entanto, até o momento, os europeus não mostraram nenhuma unidade, como evidenciado pelas diverg
Irã parou enriquecimento de urânio que preocupa potências, diz deputado
Medida é uma das demandas para negociação, mas não foi confirmada pela ONU e pelo governo
24 de outubro de 2013 | 10h 30
O Estado de S. Paulo
TEERÃ - O parlamentar iraniano Hossein Naqavi Hosseini, um dos principais membros da comissão de Segurança Nacional do Congresso persa, disse nesta quinta-feira, 24, que o país interrompeu a parte mais controvertida de seu programa nuclear: o enriquecimento de urânio a 20%. Usado para alimentar reatores que produzem isótopos para tratamentos médicos, esse processo é visto com ressalva pelo Ocidente por estar muito próximo, tecnicamente falando, do enriquecimento a 90%, destinado à produção de armas nucleares.

Segundo Hosseini, o Irã parou o enriquecimento a 20% porque já teria todo o material físsil necessário para seu reator de pesquisas médicas em Teerã e por isso retornaria ao enriquecimento de 5%, utilizado para produção de energia elétrica.
"O enriquecimento acima de 5% usado e instalações civis depende das necessidades do país. O reator de Teerã já tem o combustível necessário para o momento atual e não há necessidade de produção extra", disse o parlamentar. "Teerã decidirá se terá ou não de voltar a enriquecer urânio acima de 5%, mas a questão de suspender ou parar o enriquecimento a 20% é insignificante porque não há produção ocorrendo no momento."
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que monitora o programa nuclear iraniano, ainda não confirmou a interrupção do enriquecimento a 20%. Inspetores da entidade visitam semanalmente instalações atômicas persas, mas diplomatas com base em Viena disseram à agência Reuters não ter conhecimento dessa medida revelada pelo deputado.
Deputados iranianos já deram, no passado, declarações sobre o programa nuclear do país que foram desmentidas posteriormente pelo governo. A Comissão de Segurança Nacional do Parlamento é regularmente atualizada sobre o programa nuclear, mas não se envolve nas decisões sobre o projeto, que são todas tomadas pelo líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei.
A interrupção do enriquecimento a 20% é uma das demandas do grupo 5 +1, composto por EUA, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Rússia e China, sobre o controvertido programa nuclear do país. Na semana passada, as duas partes retomaram em Genebra, na Suíça, as negociações. O Irã ofereceu inspeções-surpresa a suas instalações atômicas em troca do fim de algumas das pesadas sanções econômicas impostas ao país. Também na semana passada, foi revelado que os EUA estudam retirar o congelamento a ativos de figuras do regime.
A reaproximação entre o Irã e o Ocidente ocorreu após a eleição do presidente Hassan Rohani, em junho. O líder moderado conta com o apoio da teocracia xiita, dominada pelo aiatolá Khamenei, para tentar reverter as sanções. Durante a sessão de debates da Assembleia-Geral da ONU, em setembro, Rohani e o presidente americano, Barack Obama, conversaram por telefone, fato inédito entre líderes dos dois países desde a Revolução Islâmica de 1979.
Discordância. Em Israel, que teme o programa nuclear iraniano e o considera uma ameaça existencial, o ministro de Relações Estratégicas Yuval Steinitz disse hoje haver "pequenas discrepâncias" entre o país e os EUA em relação ao projeto atômico iraniano. "De forma geral, concordamos com eles sobre o objetivo final, que é impedir o Irã de ter armas nucleares, pode haver pequenas discrepâncias sobre os meios de conseguir isso", disse o ministro.
O premiê Binyamin Netanyahu acusa Rohani de ser um "lobo em pele de cordeiro" que busca apenas tempo para que o Irã possa desenvolver armas nucleares e é contra o fim das sanções. / REUTERS e AP

Amorim profere palestra para estagiários do curso de Política Estratégica da ESG

Brasília, 23/10/2013 - Com o tema “Defesa e Desenvolvimento no governo Dilma Rousseff”, o ministro da Defesa, Celso Amorim, proferiu, nesta quarta-feira (23), palestra de encerramento do Curso Superior de Política Estratégica (CSUPE). Essa é a terceira edição do curso, realizado pelo Campus Brasília, da Escola Superior de Guerra (ESG). O CSUPE está formando 40 civis e 10 militares, de 31 órgãos e instituições da Administração Federal e do governo do Distrito Federal.
Em seu discurso, o ministro ressaltou que a realização anual do CSUPE contribui para a formação de civis especializados na área, diretriz prioritária da Estratégia Nacional de Defesa (END).
Amorim também destacou que, no Brasil, a última década foi marcada por uma vertiginosa trajetória de progresso interno e por projeção externa. “Em 10 anos, dezenas de milhões de pessoas saíram da pobreza e entraram na classe média. Milhões de brasileiros passaram a ter acesso a bens materiais e culturais, e cada vez mais, passam a desfrutá-los, por meio de bens sucedidas políticas que se tornaram referência no mundo.”
O ministro disse ainda que as políticas de governo favorecem uma América Latina pacífica e integrada, e parcerias com países emergentes como os integrantes do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). “Assumimos com gestos concretos nossa vocação de um país provedor de paz e capaz de contribuir para um mundo mais estável e solidário,” disse.
Para Amorim, o país atua no sentido de alterar a correlação de forças nos processos de negociações comerciais. Segundo ele, esse momento histórico impõe responsabilidades de grande magnitude e uma das principais delas é da defesa nacional. “O país não pode destacar a hipótese de seus interesses estratégicos sejam antagonizados”.
De acordo com o ministro, um país em desenvolvimento como o Brasil, e com crescente projeção no mundo, tem que se fazer respeitar, e isso implica em concentrar a adequada capacidade de dissuasão, que desencorajem ações hostis à nossa soberania e aos nossos interesses.

Ele lembrou ainda que o país possui um imenso patrimônio de recursos naturais, hídricos, energéticos, tecnológicos e de produção de alimentos. “E o crescimento da demanda global por esses recursos nas próximas duas décadas nos impõe prudência. Esses ativos naturais e tecnológicos serão cada vez mais fundamentais para o nosso desenvolvimento”, destacou o ministro.
Outros assuntos foram destaques da mensagem do ministro Amorim aos 50 estagiários do CSUPE. Ele salientou os acordos de cooperação que estão sendo desenvolvidos nas áreas de ensino, como a criação da Escola de Defesa Sul-Americana, da União das Nações Sul-Americanas (Unasul); a realização do primeiro seminário da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas); as missões de paz do Brasil no Haiti e no Líbano, além dos esforços do Conselho de Defesa Sul-Americano da Unasul (CDS) para a construção de uma concepção de defesa comum e pluralista.
Os estagiários que estão se formando esta semana são altos funcionários da Administração Federal. Durante dois meses os alunos tiveram a oportunidade de conhecer as políticas e as estratégias nacionais de defesa como os programas nuclear  e espacial brasileiro.  Além de aulas teóricas, os estagiários visitaram o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos (SP), e o 5º Pelotão Especial de Fronteira (PEF), em Maturacá (AM).
Indústria de defesa
Amorim disse que o governo compreende que defesa e desenvolvimento são objetivos complementares. “O reforço em nossa indústria de defesa contribui para a proteção do nosso modelo de desenvolvimento”. 
O ministro recordou as palavras da presidenta Dilma, por ocasião da inauguração da unidade de fabricação de estruturas metálicas submarinas (UFEM),  em Itaguaí (RJ), “a indústria de defesa é acima de tudo, uma indústria de conhecimento”.
Ele frisou que a reorganização da indústria nacional de defesa, com a regulamentação recente do Regime Especial Tributário para a Indústria de Defesa (Retid), estabelece mecanismos de fomento à Base Industrial de Defesa (BID). “É um passo decisivo para assegurar a continuidade da capacidade produtiva da base industrial de defesa”, concluiu.
Fotos: Paulo Henrique
Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa

Secretário-geral da ONU condena ataque a membros das forças de paz da ONU no Mali
23 de outubro de 2013 · Notícias
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Membros das forças de paz das Nações Unidas pelo Chade servindo à missão da ONU em Bamako, Mali. Foto: MINUSMA/Marco Dormino
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou o atentado suicida ocorrido nesta quarta-feira (23) por pessoas armadas desconhecidas em um posto de controle da missão das Nações Unidas no Mali. Um número ainda desconhecido de soldados do Chade foram mortos ou feridos.
“O secretário-geral oferece suas condolências às famílias dos soldados mortos e deseja uma rápida recuperação aos feridos”, disse um comunicado emitido pelo porta-voz de Ban Ki-moon.
O Conselho de Segurança criou a missão das Nações Unidas no Mali – conhecida como MINUSMA – em abril para apoiar a recuperação do país do oeste africano de um golpe de Estado e da ocupação da região norte por fundamentalistas islâmicos.
A missão também está apoiando a retomada da estabilidade e da governabilidade democrática, bem como ajudando a promover os direitos humanos e a fornecer ajuda humanitária.
“Este ataque não vai deter a determinação das Nações Unidas de apoiar o restabelecimento da segurança, da estabilidade e da paz sustentável no Mali”, afirma o comunicado.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Gol faz primeiro voo comercial com biocombustível
Brasil Econômico   - Agência Brasil
23/10/13 15:24


O novo combustível pode reduzir em até 80% a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera
São Paulo - Decolou no início da tarde desta quarta-feira do Aeroporto de Congonhas, na capital paulista, para o Aeroporto Presidente Juscelino Kubitschek, no Distrito Federal, o primeiro voo comercial brasileiro com bioquerosene. A operação com combustível renovável, feita pela companhia Gol Linhas Aéreas, pode reduzir em até 80% a emissão de gases de efeito estufa.
A empresa espera disponibilizar cerca de 200 rotas com essa tecnologia durante a Copa do Mundo de 2014. O evento marca o Dia do Aviador, celebrado na data em que Santos Dumont fez o primeiro voo em um avião.
De acordo com a Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear), o combustível de aviação representa, atualmente, cerca de 43% do custo das passagens aéreas. A curto prazo, no entanto, essa mudança não deve repercutir no valor da tarifa. "Com maior adesão a esse tipo de programa, acompanhado de políticas públicas, a tendência é que haja um ganho de escala a ponto de fazer com que esse combustível tenha um custo equivalente ao de origem fóssil. Para nós, já seria uma grande conquista. Essa é a meta do primeiro momento", explicou Paulo Kakinoff, presidente da Gol.
O ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, considera que ainda é cedo para definir uma política pública de incetivo à utilização de biocombustível na aviação. "A consequência que queremos é que essas melhorias signifiquem custos menores, mas é cedo para definir como vamos operar para que essa experiência, que já é viável, seja coletivamente utilizável. Esse é o objetivo da política que vai ser formulada a partir de agora", declarou. Ele esclareceu que, inicialmente, a proposta foi garantir um padrão de sustentabilidade que melhore a vida no planeta.
A tecnologia do biocombustível, exclusiva para a aviação, foi desenvolvida pela empresa norte-americana Amyris, com filial no Brasil, e não necessita de nenhum ajuste do maquinário do avião. "O bioquerosene é uma mudança de paradigma. Você passa a ter, a exemplo do carro a álcool e veículos de biodiesel, também os aviões com essa possibilidade", avaliou Donato Aranda, professor do curso de engenharia química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O processamento do combustível do voo de hoje utilizou uma mistura de óleos vegetais, incluindo o de milho e o de cozinha já usado.
O primeiro voo com essa tecnologia em caráter experimental foi feito no ano passado, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. "De todos os biocombustíveis, esse é o mais novo. E para a adoção de um parâmetro novo na aviação, a segurança exigida é quatro vezes maior do que qualquer outro veículo. É uma tecnologia mais sofisticada", justificou Aranda.
Foram pelo menos cinco anos de estudos até que fossem concluídas as validações de especificações técnicas pela indústria aeronáutica e órgãos como a ASTM Internacional (um órgão norte-americano de normalização, originalmente conhecido como American Society for Testing and Materials) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).