quarta-feira, 4 de dezembro de 2013


PARA-SAR 50 ANOS – Com história marcada por atuação em resgates, grupo atuará na Copa de 2014
Acidentes, calamidades, locais inóspitos e de difícil acesso.  Estes são os principais ambientes de atuação dos integrantes do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (EAS), conhecido como Para-Sar.  A unidade de elite da Força Aérea Brasileira (FAB) dedicada ao resgate e operações especiais, completou 50 anos em 20 de novembro. A data foi celebrada na sexta-feira (29) com uma solenidade militar na Base Aérea de Campo Grande (MS).
O evento contou com a presença do Comandante Militar do Oeste (CMO), General de Exército João Francisco Ferreira, e do Comandante da Segunda Força Aérea (II FAE), Brigadeiro do Ar Carlos José Rodrigues de Alencastro. Dezenas de ex-integrantes da unidade, militares da ativa e da reserva, participaram da cerimônia.
“O Para-Sar é de extrema importância para a Força Aérea Brasileira, como para a aviação como um todo no Brasil. Faz parte de um contexto de busca e salvamento. Além disso, é uma tropa especializada em operações especiais e que está participando de atividades no Brasil, como a Copa das Confederações, a Rio+20 e ainda vem por aí a Copa 2014 e as Olimpíadas de 2016”, afirma o Comandante da II FAE.
Resgates - Com 16 anos de Para-Sar, o Tenente Edward Wilson Sadler Guedes, perdeu a conta de quantos resgates realizou. Os acidentes de grande proporção, porém, estão presentes na memória. Em 2000, ajudou a resgatar pessoas doentes e levar comida e água para os atingidos pelas enchentes de Pernambuco e Alagoas. No ano seguinte, trabalhou no resgate de militares da FAB que estavam no C-130 Hércules da FAB que chocou-se com a Pedra do Elefante em Niterói (RJ). No acidente do voo Gol 1907 (2006) passou 22 dos 45 dias no meio da mata. “Eu havia retirado o corpo de um menino. Alguns dias depois, quando eu consegui ligar e falar com minha esposa, ela comentou que no voo havia um menino, ele chamava Daniel. Pela descrição, lembrei que eu havia retirado o corpo dele. O menino tinha exatamente a idade do meu filho. Naquele momento eu fiz a relação com minha família. Por um momento, eu parei”, afirma.  
Sabedores das condições e das situações que vão encontrar no caso de acidente, os homens do Para-Sar reconhecem a necessidade do treinamento rigoroso.  “Na hora da operação, eu preciso ter certeza que meu colega não vai recuar”, avalia Sadler. Ele aprendeu a lidar com a dura rotina da profissão com o Sargento Rosemberg José de Araújo que, por 31 anos (de 1978 a 2009), dedicou-se integralmente à unidade.  
Há uma década no Para-Sar, o Tenente Médico Felipe Domingues Lessa, participou do resgate das vítimas nas enchentes de Santa Catarina em 2008. Ele lembra do dia em que ajudou a retirar cerca de 100 moradores da região do Morro do Baú que estavam ilhados. O helicóptero, que não pode operar à noite, tinha capacidade para carregar 30 passageiros de cada vez. Já estava anoitecendo e o lago formado atrás da encosta prestes a romper. “Na última viagem, a gente colocou 40 pessoas dentro. Por causa do peso, o helicóptero passou bem perto da copa das árvores. Quando a gente olhou para trás, a barragem tinha rompido e levado tudo”, relata o médico.
De acordo com o Comandante do Para-Sar, Coronel Ivandilson Diniz Soares, no início do próximo ano, o Para-Sar também vai reforçar as equipes das unidades de resgate em todo o Brasil. Veja entrevista:


Fonte: Agência Força Aérea
Inovação
Drone brasileiro faz voo inaugural nos Estados Unidos
Flavia Galembeck   (flaviag@brasileconomico.com.br) 04/12/13 11:00

A fabricante, AGX Tecnologia, pretende explorar mercados de óleo e gás e mineração. Foto
Já usado no agronegócio local, a aeronave não tripulada recebeu uma nova tecnologia, que captura imagens com maior precisão.
Em meio a extensas áreas dedicadas à agricultura no Meio-Oeste dos Estados Unidos, em Indiana, que integra o cinturão do milho americano, um grupo de pesquisadores testou uma nova versão do drone brasileiro Arara II.
Com um sensor hiperespectral da Headwell Photonics, usado pela NASA e pelo Exército americano, o Veículo Aéreo Não-Tripulado (Vant) decolou em West Lafayette, sobrevoou os campos congelados nessa época do ano, fotografou a área e depois enviou estes dados para análise. Tudo em poucos minutos, embora o equipamento, movido a gasolina de aviação, tenha autonomia de 5 a 7 horas.
A um custo de US$ 75 mil, o sensor da Headwell Photonics, aliado ao drone nacional, deve inaugurar uma nova fase nos negócios da empresa AGX Tecnologia.
Isso porque a inovação consegue capturar nas imagens elementos específicos, como características da vegetação (a quantidade de massa folhear da planta que, quanto mais alta, significa maior produtividade), estágio da plantação, se há excesso de nitrogênio (que, usualmente, demanda coleta de amostras e análise em um laboratório, o que pode levar semanas e não ficar pronto antes da colheita) para a correção desses fatores em tempo real. As imagens são processadas rapidamente e a análise desses dados possibilita a correção do problema antes da colheita, aumentando potencialmente a produção agrícola.
"Imagine um prisma, que é a incidência da luz na água. A olho nu, o prisma tem sete camadas de cores, que formam o arco-íris. Mas entre essas camadas existem muitos tons que são invisíveis. Fotografar essas camadas invisíveis é o que esse equipamento faz", resume o presidente da AGX, sediada em São Carlos, no interior paulista, Adriano Kancelkis. A tecnologia usual de fotografia embarcada nos drones chama-se RGB, que divide as imagens nas cores vermelho, verde e azul. Já a nova tecnologia divide cada fotografia em 328 imagens, cada uma com uma tonalidade específica, o que aumenta o detalhamento.
Depois do Irã, por que não Cuba?

Em 1823, o secretário de Estado John Quincy Adams viu Cuba como estando madura para a expansão territorial dos Estados Unidos, que precisavam sufocar conflitos faccionais e firmar-se como potência mundial.
Quase 200 anos depois, o secretário de Estado John Kerry e o presidente Obama resistem obstinadamente à "fruta mais à mão" representada não pela possibilidade de anexação, mas de uma vitória de política externa com Cuba.
O contraste com o Irã é instrutivo. Primeiro com Hilary Clinton e agora com John Kerry, a Casa Branca de Obama tem mostrado que um consenso internacional em torno de um misto de diplomacia e sanções coletivas pode criar condições para resultados potencialmente significativos com o Irã. Para isso, ela se dispôs a antagonizar Israel e a Arábia Saudita, a provocar uma reação política contrária no Congresso americano, inclusive de seu próprio partido, e a enfurecer outros setores de linha dura para os quais nenhum processo com o Irã bastaria, exceto se o Irã desistisse completamente de seu programa nuclear e se houvesse uma mudança de regime.
Quando se trata de Cuba, Washington também se beneficia de um consenso internacional completo, embora seja um consenso quanto ao fracasso e à insensatez das sanções, e de uma opinião pública favorável quanto aos méritos de um processo diplomático. Mas a comparação não vai além disso. Em suma, a Casa Branca sabe muito bem que Cuba não possui programa nuclear, não apoia terroristas (na verdade, facilita sua incorporação ao processo democrático, no caso da Colômbia), não tem tropas na África ou guerrilheiros na América Latina e não permite que o crime organizado e o tráfico de drogas transitem por suas águas ou atravessem seu território. Após 55 anos de antagonismo, a Casa Branca finalmente parece compreender que a única coisa que Washington quer de Cuba --alguns o chamam de controle; outros, de democracia liberal-- não é algo que possa ser arrancado de Havana à custa de sanções.
A única coisa que Cuba poderia dar (mais ou menos) aos EUA hoje é um homem, e o sobrenome dele não é Castro. Seu nome é Alan Gross. Nesta semana, Gross completa quatro anos em um hospital militar cubano que faz às vezes de sua prisão. Ele foi preso quando trabalhava para uma companhia a serviço do governo dos EUA, instalando equipamentos avançados de satélite como parte dos programas de mudança de regime de Washington. Como esses programas são protegidos de Robert Menendez, democrata cubano-americano que hoje preside o Comitê de Relações Exteriores do Senado, a Casa Branca não fez muito, até hoje, além de exigir em vão a libertação incondicional de Gross.
Contudo, Obama pagou ao Egito US$ 5 milhões pela soltura de americanos detidos. Trocou espiões com Moscou. Negociou a libertação de turistas mochileiros do Irã e de um técnico da CIA do Paquistão.
Algo como 66 senadores agora são favoráveis a negociações com Havana por Gross. Obama venceu na Flórida com 50% do voto cubano-americano. Pelo quê, exatamente, está esperando o presidente?
@JuliaSweig
Julia Sweig é diretora do programa de América Latina e do Programa Brasil do Council on Foreign Relations, centro de estudos da política internacional dos EUA. Escreve às quartas-feiras, a cada duas semanas na

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Executivos de empresas incentivadas do Polo Industrial de Manaus (PIM) querem prorrogação da ZFM

Durante reunião, empresários ressaltaram suas preocupações sobre a prorrogação da Zona Franca de Manaus por mais 50 anos e a definição da minirreforma fiscal proposta pelo Governo Federal
Manaus (AM), 01 de Dezembro de 2013
ADAN GARANTIZADO

Presidente da Caloi, Eduardo Musa, não descarta a possibilidade de tranferir a produção para a China caso a ZFM perca os incentivos (Érica Melo)
A sétima edição da Feira Internacional da Amazônia (FIAM), foi celebrada pela classe empresarial e política como uma demonstração do poderio econômico da Zona Franca de Manaus. Entretanto, o clima de festa e bons negócios durante a Feira encerrada neste sábado (30), foi acompanhado pelas incertezas quanto ao futuro da ZFM.
Durante a FIAM, o Jornal A Crítica conversou com executivos de grandes empresas do Polo Industrial de Manaus e todos demonstraram suas preocupações sobre duas questões: a prorrogação da Zona Franca de Manaus por mais 50 anos e a definição da minirreforma fiscal proposta pelo Governo Federal, que tenta unificar as alíquotas do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e acabar com a “guerra fiscal”.
Na opinião do gerente de relações institucionais da Moto Honda da Amazônia, Mário Okubo, a indefinição quanto à prorrogação da Zona Franca trava novos investimentos no PIM, principalmente de empresas mais tradicionais. “As empresas estão segurando os investimentos. Temos que pensar que 2013 é um ano de corte. A Zona Franca só está garantida até 2023. E se continuar assim, ninguém vai querer investir alto, pois o prazo de retorno é de 10 anos. A situação é preocupante, mas tenho a convicção que a prorrogação vai ser aprovada em breve”, destacou Okubo. “O ICMS interestadual ainda não foi definido, mas a alíquota que o Governo está negociando ainda dá uma boa margem competitiva para a Zona Franca. A Honda, poderia continuar aqui tranquilamente. Vamos aguardar que tudo se resolva. A Honda é o maior empreendimento do PIM”, completou.
De olho
Gerente senior da Samsung, que está presente há 18 anos no Estado e emprega cerca de 6 mil trabalhadores, Rui Procópio contou que a multinacional coreana acompanha e discute todas as movimentações da PEC da prorrogação e da minireforma fiscal. Ele adota um discurso otimista. “O Governo do Estado tem feito um esforço muito grande para manter a competitividade da Zona Franca. A Samsung é líder eletrônica em diversos segmentos. Para que esta parte da empresa se estabeleça de vez em Manaus, precisamos ter certezas sobre a ZFM”, argumentou Rui.
Eduardo Musa, presidente da Caloi (empresa que foi comprada em agosto pelo grupo canadense Dorel) foi taxativo na hora de falar sobre as indefinições que cercam a ZFM. “O grupo Dorel está fazendo investimentos acreditando na manutenção da Zona Franca. Agora, se a competitividade da ZFM for afetada, vamos precisar refazer contas. Se pensarmos que hoje produzimos perto de 1 milhão de bicicletas aqui na nossa fábrica e 5 milhões na China, em indústrias terceirizadas, não seria tão complicado assim, transferir toda a produção para lá, caso a Zona Franca perdesse os incentivos”, alertou.
Investimento
Diretor administrativo da unidade da BIC em Manaus, Antônio Maria Baia destacou que a companhia deve investir R$ 40 milhões na ampliação da estrutura e produção de sua planta no PIM até 2015. Estes investimentos não serão afetados, pois são frutos do planejamento de anos da empresa. “A BIC olha para o futuro e sempre planejamos todos os nossos passos com bastante antecedência. Assim, logicamente, os futuros investimentos da nossa companhia dependem destas definições das garantias da Zona Franca”, frisou o diretor.
Na visão do gerente geral da Harley-Davidson do Brasil, Celso Ganeko, apesar de o mercado de motocicletas de altas cilindradas não ter sido afetado pelas crises recentes do setor de duas rodas, as incertezas da ZFM acabam fazendo com que o setor ligue o sinal de alerta. “A maioria das empresas que possuem capital estrangeiro, ficam preocupadas quando se fala em guerra fiscal. O investidor fica com receio de colocar dinheiro e perder os incentivos. A postura de quase todos está sendo aguardar que tudo se resolva, para retomar os investimentos”, contou.

Mundo
EUA pedem melhor comunicação entre China e Japão para evitar disputas
Brasil Econômico   - Por AFP
03/12/13 12:33

China quer que aviões obedeçam as suas ordens sob penas de se exporem a medidas defensivas de emergência
A China anunciou que defenderá seu direito de controlar os aviões que sobrevoam a zona que inclui o arquipélago das Senkaku, controlado por Tóquio. Analistas temem que a disputa resulte em um confronto armado.
Japão e China precisam de estratégias de comunicação mais complexas se desejam resolver uma disputa territorial, afirmou o vice-presidente americano Joe Biden durante visita a Tóquio, onde reafirmou o apoio incondicional de Washington aos japoneses.
"Os Estados Unidos permanecerão inquebrantáveis em sua aliança com o Japão", declarou Biden, em plena crise diplomática pela decisão de Pequim de declarar uma zona de defesa aérea na região.
"Permaneceremos inquebrantáveis em nosso compromisso de aliança", assegurou Biden, acompanhado pelo primeiro-ministro japonês Shinzo Abe.
"Ao governo dos Estados Unidos interessa reduzir a tensão nesta importante região. Acredito que todos os países do nordeste da Ásia compartilham este interesse conosco", prosseguiu.
"Isto enfatiza a necessidade de que haja mecanismos de gestão de crise e canais de comunicação efetivos entre a China e o Japão para reduzir o risco de escalada da tensão", acrescentou Biden.
O vice-presidente americano afirmou ainda que espera expressar as preocupações de "maneira muito específica e diretamente" na quinta-feira aos líderes chineses.
Mais cedo, Biden afirmou que os Estados Unidos estavam "profundamente preocupado" com a zona de defesa aérea decretada por Pequim no Mar da China Oriental.
O governo japonês disse que acreditava que obteria o apoio americano em sua oposição a uma iniciativa que taxou de extremamente perigosa.
A China anunciou que defenderá seu direito de controlar os aviões que sobrevoam a zona definida, que inclui o arquipélago das Senkaku, controlado por Tóquio e exigido por Pequim sob o nome de Diaoyu. Alguns analistas temem que a disputa resulte em um confronto armado.
"Nós continuamos muito preocupados pelo anúncio de uma nova zona de defesa aérea", declarou Biden ao jornal Asahi Shimbun.
"Eu ratificarei a força de nossos compromissos de aliança e ressaltarei a importância de evitar ações que possam minar a paz, a segurança e a prosperidade na região", declarou Biden ao jornal.
O vice americano também visitará China e Coreia do Sul.
Abe tentava obter um apoio enérgico a sua posição de que a China se mostra agressiva e pouco razoável. Ele se sentiu apoiado quando bombardeiros americanos B-52 sobrevoaram a zona de defesa aérea chinesa poucos dias depois que foi anunciada.
"Nós confirmamos que não toleraremos a tentativa da China de mudar o status quo unilateralmente pela força e continuaremos trabalhando estreitamente para tratar a situação com base na forte aliança Estados Unidos-Japão", afirmou Abe.
Desde que as autoridades chinesas proclamaram esta zona de defesa aérea, onde querem que todos os aviões obedeçam as suas ordens sob penas de se exporem a medidas defensivas de emergência, foi criado um ambiente de grande nervosismo.
"A declaração da China de uma zona de identificação de defesa aérea é uma tentativa de mudar unilateralmente o status quo, que pode desencadear situações inesperadas e que é um ato extremamente perigoso", declarou aos jornalistas o porta-voz do governo japonês, Yoshihide Suga, antes de uma reunião a portas fechadas de Biden com o primeiro-ministro Shinzo Abe.
"Japão e Estados Unidos compartilham a posição de que a zona de identificação de defesa aérea é inaceitável (...) Acredito que (Biden) se dirigirá à China para discutir vários temas, incluindo este, com sua compreensão da posição japonesa", acrescentou Suga.
Na quarta-feira, Biden viajará a Pequim, onde se reunirá com o presidente Xi Jinping.


domingo, 1 de dezembro de 2013


Após 3 anos de atraso, Brasil lança satélite na China


Estadão ConteúdoPor Herton Escobar | Estadão Conteúdo – 3 horas atrás

Dia 9 de dezembro, 11h26 no horário de Pequim, 1h26 em Brasília. Enquanto a maioria dos brasileiros estiver dormindo, um seleto grupo de engenheiros, cientistas, empresários e autoridades estará atento a uma contagem regressiva no Centro de Lançamento de Taiyuan, na China, sonhando acordado com o futuro do programa espacial brasileiro.

Se tudo correr bem, e a meteorologia colaborar, um foguete de 45 metros, modelo Chang Zheng 4B, deverá subir aos céus no horário indicado, levando a bordo o novo Satélite Sino-brasileiro de Recursos Terrestres, conhecido como CBERS-3. Metade construído no Brasil, metade na China.

As expectativas são as maiores possíveis. Um fracasso na missão poderá significar um golpe quase que fatal para o já fragilizado programa espacial brasileiro, que luta para se manter vivo e relevante em meio a uma série de limitações financeiras, tecnológicas e estruturais.

O programa CBERS (pronuncia-se “sibers”) é uma das poucas coisas que já deram certo para o Brasil na área espacial. Apesar do número 3 no sobrenome, este será o quarto satélite da série, depois dos CBERS-1, 2 e 2B - o último dos quais parou de funcionar em maio de 2010, o que significa que o País está há 3,5 anos cego no espaço, dependendo exclusivamente das imagens de satélites estrangeiros para observar seu próprio território.

O plano original acertado com a China era lançar o CBERS-3 até 2010, no máximo, mas uma série de problemas levou a sucessivos adiamentos. O último deles, de ordem tecnológica, envolveu a detecção de falhas nos conversores elétricos usados na metade brasileira do projeto, quando o satélite já estava quase pronto para ser lançado, no final de 2012.

As peças defeituosas foram retiradas e agora, após mais um ano de testes e revisões, o CBERS-3 parece estar finalmente pronto para entrar em órbita. Posicionado a 778 quilômetros de altitude, ele terá quatro câmeras para observar a superfície do planeta: duas construídas pelo Brasil e duas pela China, com diferentes resoluções e características espectrais.

“São câmeras extremamente sofisticadas, que representam um salto tecnológico significativo em relação aos satélites anteriores”, disse ao Estado o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Leonel Perondi. “É o projeto espacial mais sofisticado que já produzimos.”

Uma das câmeras brasileiras, chamada MuxCam, vai observar uma faixa de terra de 120 quilômetros de largura, permitindo escanear toda a superfície do planeta a cada 26 dias, com 20 metros de resolução. A outra, chamada WFI, terá uma resolução menor (de 64 m), mas enxergará uma faixa muito maior (de 866 km), o que permitirá observar qualquer ponto da Terra repetidamente a cada cinco dias.

“É como se tivéssemos um supermercado de imagens”, diz o coordenador do Segmento de Aplicações do Programa CBERS no Inpe, José Carlos Epiphanio. “Poderemos optar por uma câmera ou outra, dependendo do tipo de fenômeno que queremos observar, em maior ou menor grau de detalhe.”

Apesar de trabalhar com satélites, Epiphanio é engenheiro agrônomo por formação, o que serve como um bom exemplo da variedade de empregos que se pode dar ao CBERS. A aplicação mais famosa é a de monitoramento de florestas, principalmente na Amazônia, mas há muitas outras, incluindo o monitoramento de atividades agrícolas e ocupações urbanas, processos de erosão, uso de recursos hídricos, desastres naturais e até vazamentos de petróleo.

As imagens produzidas pelo CBERS-2B, por exemplo, foram baixadas por mais de 50 mil usuários, de mais de 5 mil instituições, em mais de 50 países. “Não tem uma universidade, um órgão de governo no Brasil que não seja usuário do CBERS”, destaca Epiphanio. Todas as imagens geradas pelo programa são distribuídas gratuitamente na internet pelo Inpe desde 2004.

Ainda que as imagens de satélites estrangeiros também estejam disponíveis gratuitamente, Epiphanio diz que o País não pode abrir mão de ter seu próprio equipamento no espaço. “Vale a pena investir em satélites? Sem dúvida nenhuma. O Brasil não pode ficar sem isso.”

A fabricação do CBERS-3 custou cerca de US$ 125 milhões para cada país. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Nota Oficial - Acidente com aeronave EMBRAER 190 da LAM (Linhas aéreas de Moçambique)

O Comando da Aeronáutica lamenta profundamente o acidente ocorrido com o voo TM 470, em 29 de novembro de 2013, e informa que, por orientação do Exmo Sr Ministro da Defesa, Celso Amorim, colocou à disposição da Namíbia toda a estrutura do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), a fim de auxiliar o país na identificação dos fatores que contribuiram para o desastre aéreo.

Brasília, 30 de novembro de 2013
Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno
Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica



Fonte: CECOMSAER

Tags: FAB, Nota Oficial, Acidente, Embraer 190, LAM, Linhas aéreas de Moçambique, CENIPA