terça-feira, 27 de março de 2012

Ao menos 114 bombas, obuses e projéteis da guerra da ocupação japonesa na China (1937-1945) foram encontrados intactos em pleno centro de Xangai, após ser feita pela primeira vez uma drenagem no rio Suzhou, que atravessa o centro da cidade. Conforme o jornal oficial Shanghai Daily, o material de guerra foi recuperado após o recolhimento de 1,3 milhão de metros cúbicos de lodo do leito do Suzhou, um dos dois chamados “rios mãe de Xangai”, junto com o Huangpu, e que divide a cidade histórica da moderna zona de Pudong.
Enquanto algumas das bombas foram avistadas logo após serem recuperadas entre a lama, as outras só foram descobertas quando todo o lodo foi retirado. “Sabíamos que encontraríamos objetos, mas nunca imaginamos que haveria tantas bombas”, comentou Yuan Yunfeng, engenheiro da Companhia de Engenharia Naval, Construção e Comunicações Número 3 da China, responsável pelas operações de dragagem.
Em um momento do processo, apareceram tão frequentemente bombas e projéteis de obuses entre a lama que, junto ao lugar onde o lodo do rio era retirado, acabou sendo instalada uma unidade policial de tratamento de bombas. É a primeira vez que o rio é dragado, pelo menos, desde que o comunismo tomou o poder na China em 1949, e junto com as bombas foram encontrados restos de escombros, dejetos industriais e sucatas acumuladas durante décadas.
Os dois meses de dragagem marcaram o fim da terceira fase de recuperação do rio, na qual foram investidos US$ 2,2 bilhões. Na primeira fase do projeto foram desalojadas das margens centenas de fábricas e outras fontes de poluição; na segunda, as orlas foram condicionadas para embelezar a paisagem, e na terceira mais de 140 navios de drenagem e transporte limparam o leito do Suzhou. Enquanto se espera que nas próximas semanas o Suzhou seja aberto ao tráfego de navios turísticos, o lodo retirado, que normalmente pode ser reutilizado como adubo, foi enviado a um depósito na zona suburbana de Laogang, próximo à costa marítima de Xangai.
O lodo do Suzhou, por sua forte poluição de mercúrio e outros metais pesados, será enterrado no depósito em Laogang. Enquanto isso, o objetivo da cidade é recuperar o rio, que antigamente marcava, ao norte, os limites de Xangai, como uma espécie de símbolo e parte da paisagem urbana da metrópole chinesa.
“Queremos que Xangai tenha seu próprio Sena”, afirmou Shen Xiuping, que lidera a administração marítima local. Além das bombas, também parecem ter sido encontrados vários tesouros entre o lodo, já que muitos colecionadores de antiguidades de Xangai estiveram observando as operações de retirada da lama para recolher qualquer objeto valioso que os operários achassem.
Defesanet – 23/03/2012

segunda-feira, 26 de março de 2012

Ahmadinejad defende saída da Otan e EUA do Afeganistão
O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad pediu nesta segunda-feira aos Estados Unidos e Otan que retirem suas tropas do Afeganistão o mais rápido possível, durante um discurso em uma conferência sobre a segurança regional em Dushanbe, o que provocou a saída da delegação americana.
"A Otan e os Estados Unidos devem mudar de política, pois a época em que podiam ditar suas condições ao mundo está superada. Queremos que as tropas estrangeiras deixem o Afeganistão o mais rápido possível", declarou Ahmadinejad.
A conferência na capital do Tadjiquistão conta com as presenças de autoridades dos países vizinhos do Afeganistão e de uma delegação americana, liderada pelo subsecretário de Estado Robert Blake.
Durante o discurso do presidente iraniano, Blake convocou a delegação a americana a

domingo, 25 de março de 2012

Celso Amorim propõe ampliar cooperação em defesa na América do Sul
Santiago, 24/03/2012 – Propondo ”diálogo e negociação” como forma de equacionar eventuais divergências, o ministro da Defesa, Celso Amorim, reiterou ontem (23/03) a importância de a América do Sul investir em ações de cooperação e integração no campo de defesa.

Em aula magna proferida na Escola Militar do Chile, na capital do país, Amorim disse que segurança e defesa não escapam à pauta de integração entre as democracias da região, mas a embasam e consolidam. O evento marcou o início de uma visita oficial de cinco dias do ministro brasileiro ao país andino.

“A prosperidade e a segurança de cada um de nossos países são indissociáveis da prosperidade e da segurança de todos”, afirmou ele, perante um auditório repleto de militares. Cerca de 600 participantes do curso conjunto das academias de guerra chilenas, além de agregados de outros países, compareceram ao evento.
Na palestra intitulada
Estratégia de Defesa do Brasil e América do Sul, Celso Amorim defendeu, em língua espanhola, a ideia de que a cooperação militar regional, nos mais variados níveis, pode aprofundar o sentido de uma unidade sul-americana, com benefícios para a estabilidade e a prosperidade de toda a região.

Utilizando a indústria de defesa como exemplo, citou a construção do avião cargueiro  KC-390 - de iniciativa brasileira, mas que conta com a participação de outros países, inclusive da América do Sul – como modelo de integração tecnológica e industrial. “A complementaridade não é o único benefício de projetos como esse. Trata-se de construir e aprofundar confiança, renovar mentalidades e expandir associações estratégicas”, garantiu.
Dissuasão regional
Para o ministro da Defesa, a integração entre os países sul-americanos deve ser alicerçada na transparência das ações e na orientação para a preservação da paz. A esse respeito, observou que o subcontinente caminha para ser uma comunidade de segurança, na qual a guerra é impensável como método de solução de controvérsias.

“Nossa reflexão sobre o papel da América do Sul no sistema internacional deve estar fundamentada na identidade democrática e não conflitiva que distingue nossa região”, sublinhou. E lembrou o compromisso regional de manter a América do Sul como zona livre de armas nucleares.

No entanto, Celso Amorim alertou para a importância de a América do Sul “estar ciente da necessidade de dissuasão em nível regional”, devido a seus vastos recursos energéticos, minerais, vegetais, humanos, de água e de biodiversidade.

“A História nos ensina que a possibilidade de que os ativos de nossa região se tornem objeto de competição e cobiça internacional não pode ser descartada, por mais pacíficas que sejam nossas orientações políticas e por mais voltados que estejamos para o diálogo e a negociação como métodos de solução de conflitos”, explicou.

Ao tratar do tema, o ministro da Defesa foi enfático ao dizer que “ser pacífico não significa ser desarmado”. E afirmou que é prudente que os países da região preparem suas forças de modo a tornar o custo de eventuais agressões proibitivo.

“Estamos dirigindo esforços para equipar e adestrar satisfatoriamente nossas Forças Armadas. Queremos fazê-lo de forma crescentemente integrada com nossos sócios e parceiros da Unasul e, na medida do possível, da América Latina e do Caribe”, garantiu.

Celso Amorim permanece na capital chilena até a próxima terça-feira (27/03), onde terá reuniões de trabalho com autoridades nacionais e comparecerá à abertura da FIDAE 2012 (Feira Internacional do Ar e do Espaço), maior feira de aviação da América Latina.

Ministério da DefesaAssessoria de Comunicação Social

Imagens de satélite mostram movimentação de foguete na Coreia do Norte
DA EFE
Várias imagens de satélites de vigilância mostram que a Coreia do Norte teria transportado para o noroeste do país a parte principal do foguete que será utilizado para o lançamento de um satélite de observação em abril, informou neste domingo (25) a agência japonesa de notícias "Kyodo".
Segundo a "Kyodo", que cita fontes diplomáticas em Seul, a peça foi transportada de trem até o ponto de lançamento em Tongchang-ri, ao norte da província de Phyongan.
O anúncio norte-coreano, no dia 16 de março, que deve lançar um satélite de vigilância terrestre levantou os protestos de países como Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão, que o consideram um teste encoberto de um míssil balístico.
Na sexta-feira (23), o Ministério de Relações Exteriores norte-coreano anunciou que os preparativos para o lançamento do satélite de observação estão em "plena fase de ação".
No entanto, o foguete ainda tem que ser colocado na plataforma de lançamento e ser montado dentro das instalações de Tongchang-ri, segundo as fontes consultadas pela "Kyodo".
O regime de Pyongyang tem intenção de lançar o satélite Kwangmyongsong-3 entre os dias 12 e 16 de abril, como um dos atos para comemorar o centenário do nascimento do fundador do país, Kim Il-sung, a partir de uma área junto ao mar Amarelo próxima à fronteira com a China.
Coreia do Sul, EUA e Japão advertiram que, se o lançamento for realizado, representaria uma violação da resolução adotada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas em 2009, que estabelece sanções para evitar que o regime comunista faça testes de mísseis balísticos.
Por causa do lançamento, o Japão anunciou que ativará seu sistema antimísseis em Okinawa (no sul do arquipélago) para a eventual intercepção do projétil norte-coreano em caso de este ameaçar cair sobre o país.

sábado, 24 de março de 2012

ECONOMIA

Dívida Interna: perigo à vista
Autor: Waldir Serafim

A dívida interna do Brasil, que montava R$ 892,4 bilhões quando Lula assumiu o governo em 2003, atingiu em 2009 o montante de R$ 1,40 trilhão de reais e, segundo limites definidos pelo próprio governo, poderá fechar 2010 em R$ 1,73 trilhão de reais, quase o dobro. Crescimento de 94% em oito anos de governo.

Para 2010, segundo Plano Nacional de Financiamento do Tesouro Nacional, a necessidade bruta de financiamento para a dívida interna será de R$ 359,7 bilhões (12% do PIB), sendo R$ 280,0 bilhões para amortização do principal vencível em 2010 e R$ 79,7 bilhões somente para pagamento dos juros (economistas independentes estimam que a conta de juros passará de R$ 160,0 bilhões em 2010). Ou seja, mais uma vez, o governo, além de não amortizar um centavo da dívida principal, também não vai pagar os juros. Vai ter que rolar o principal e juros. E a dívida vai aumentar.

A dívida interna tem três origens: as despesas do governo no atendimento de suas funções típicas, quais sejam, os gastos com saúde, educação, segurança, investimentos diversos em infraestrutura, etc.. Quando esses gastos são maiores que a arrecadação tributária, o que é recorrente no Brasil, cria-se um déficit operacional que, como acontece em qualquer empresa ou família, terá que ser coberto por empréstimos, os quais o governo toma junto aos bancos, já que está proibido, constitucionalmente, de emitir dinheiro para cobrir déficits fiscais, como era feito no passado. A segunda origem são os gastos com os juros da dívida. Sendo esses muito elevados no Brasil, paga-se um montante muito alto com juros e os que não são pagos é capitalizado, aumentando ainda mais o montante da dívida. A terceira causa decorre da política monetária e cambial do governo: para atrair capitais externos ou mesmo para vender os títulos da dívida pública, o governo paga altas taxas de juros, bem maior do que a paga no exterior, e com isso o giro da dívida também fica muito alto.

A gestão das finanças de um governo assemelha-se, em grande parte, a de uma família. Quando faz um empréstimo para comprar uma casa para sua moradia, desde que as prestações mensais caibam no seu orçamento familiar, é visto como uma atitude sensata. Além de usufruir do conforto e segurança de uma casa própria, o que é um sonho de toda família, depois de quitado o empréstimo restará o imóvel.  No entanto, se uma família perdulária usa dinheiro do cheque especial para fazer uma festa, por exemplo, está, como se diz na linguagem popular, almoçando o jantar. Passado o momento de euforia, além de boas lembranças, só vai ficar dívidas, e muito pesadelo, nada mais.

No caso, o Brasil está mais assemelhado ao da família perdulária: gastamos demais, irresponsavelmente, e entramos no cheque especial. Estamos pagando caro por isso.  Como o governo não está conseguindo pagar a dívida no seu vencimento, e nem mesmo os juros, ao recorrer aos bancos para refinanciar seus papagaios, está tendo de pagar um “spread” (diferença entre a taxa básica de juros, Celic, e os juros efetivamente pagos) cada vez mais alto (em 2008 no auge da crise, o governo chegou a pagar um “spread” de 3,5% além da Celic). E isso, além de aumentar os encargos da dívida, é um entrave para a queda dos juros, por parte do Banco Central.
 
O governo tornou-se refém dos bancos: precisa de dinheiro para rolar sua dívida e está sendo coagido a pagar juros cada vez mais altos (veja os lucros dos bancos registrados em seus balanços). Em 2009, em razão das altas taxas de juros pagas, o montante da dívida cresceu 7,16% em relação ao ano anterior, mesmo o PIB não registrando qualquer crescimento.
O problema da dívida interna não é somente o seu montante, que já está escapando do controle, mas sim qual o destino que estamos dando a esses recursos. Como no caso da família que pegou empréstimo para comprar uma casa própria, se o governo pega dinheiro emprestado para aplicar em uma obra importante: estrada, usina hidroelétrica, etc. é defensável. É perfeitamente justificável que se transfira para as gerações futuras parte do compromisso assumido para a construção de obras que trarão benefício também no futuro.

Mas não é isso que está acontecendo no Brasil. O governo está gastando muito e mal. Tal qual a família perdulária, estamos fazendo festas não obras. Estamos deixando para nossos filhos e netos apenas dívidas, sem nenhum benefício a usufruir. Deixo para o prezado leitor, se quiser, elencar as obras que serão deixadas por esse governo.  

Não tenho bola de cristal para adivinhar quem vai ser o próximo presidente da República: se vai ser ele ou ela, mas posso, com segurança, afirmar, que seja quem for o eleito vai ter que pisar no freio, logo no início do governo. Vai ter que arrumar a casa.

 
Waldir Serafim é economista em Mato Grosso

sexta-feira, 23 de março de 2012

Presidenta sanciona lei que dá incentivos à indústria de defesa

Brasília, 23/03/2012
– As compras, contratações e o desenvolvimento de produtos e sistemas de defesa terão novos incentivos com a sanção da Lei n° 12.598, na última quarta-feira (21), pela presidenta da República Dilma Rousseff. A iniciativa viabiliza um dos três eixos fundamentais da Estratégia Nacional de Defesa (END) e foi aprovada por unanimidade nas duas casas do Legislativo.

A lei é um desdobramento do Plano Brasil Maior, lançado em agosto do ano passado, com o objetivo de aumentar a competitividade da indústria nacional.

De acordo com a Secretaria de Produtos de Defesa (Seprod), a lei que acaba de ser sancionada consiste em um forte estímulo para as empresas nacionais conquistarem o desenvolvimento de tecnologias indispensáveis à defesa do país. “Trata-se de importantíssimo passo no processo de reconhecimento, pela sociedade brasileira, da necessidade de se fortalecer a base industrial de defesa do país, iniciada com a END.”

Pela norma, fica instituído o Regime Especial Tributário para a Indústria de Defesa (Retid), que beneficia as empresas estratégicas de defesa (EED) com acesso diferenciado a financiamentos de programas, projetos e ações na área. Outro incentivo é a suspensão da exigência de pagamento do PIS/PASEP, do Cofins e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Estão subordinadas ao regime órgãos da administração direta, empresas públicas e privadas, sociedades de economia mista, autarquias, entre outros. A sanção foi publicada no Diário Oficial da União de ontem (22) e começa a valer a partir da data do documento.

São considerados produtos de defesa, armamentos, munições, meios de transporte e comunicações, fardamentos e demais materiais usados em atividades do setor.

Indústria de defesa

Segundo o almirante Carlos Afonso Pierantoni Gambôa, vice-presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde), a Lei 12.598 pode ser considerada hoje uma das mais importantes normas no setor. “Ela coloca as empresas brasileiras no mesmo patamar das empresas estrangeiras para a venda de produtos de defesa para as Forças Armadas e também para a área de segurança.”

Em 29 de setembro de 2011, a presidenta assinou a Medida Provisória 544 (MP) que deu início aos trâmites da normatização. A MP foi elaborada em conjunto pelos Ministérios da Defesa; da Ciência, Tecnologia e Inovação; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; do Planejamento, Orçamento e Gestão; e da Fazenda.

De acordo com a Abimde, as companhias que atuam no mercado de defesa geram juntas cerca de 30 mil empregos diretos e 120 mil indiretos, movimentando mais de 2,7 bilhões de dólares ao ano. Estudo apresentado no final do ano passado, realizado pela associação, constatou que esse número pode mais que dobrar nos próximos 20 anos devido aos grandes projetos anunciados pelo governo nos últimos meses.

A estimativa de geração de empregos no setor de defesa para 2030 prevê 60 mil novas vagas diretas e 240 mil indiretas. Se o índice for alcançado, o país poderá chegar ao 15º lugar no ranking dos grandes players mundiais de defesa.


Ministério da Defesa

Assessoria de Comunicação Social