sexta-feira, 24 de janeiro de 2014


Marinha substitui fragata em missão da ONU no Líbano

Brasília, 24/01/2014 - A Marinha do Brasil promoveu a substituição da fragata brasileira que atua como navio-capitânia da missão da Força Tarefa Marítima da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FTM/Unifil). No último dia 17 de janeiro, a comitiva liderada pelo almirante Luiz Corrêa, da Chefia de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa (CHOC), atracou no porto de Beirute para efetivar a troca da fragata União – que chega de volta ao Brasil no começo de março – pela fragata Liberal.

A cerimônia de substituição foi realizada em ambas as fragatas, atracadas de contra bordo, e foi presidida pelo general italiano Paolo Serra, Comandante da Unifil. O evento contou com a presença do embaixador do Brasil no Líbano, Affonso Massot, do comandante da FTM-UNIFIL, Almirante José de Andrade Bandeira Leandro, e dos comandantes da Marinha e do Exército do Líbano.

O Brasil está no comando da Força-Tarefa Marítima da Unifil desde 2011. A FTM foi instituída pelas Nações Unidas em 2006 para patrulhar a costa libanesa, prevenindo o contrabando de armas no litoral mediterrâneo e colaborando com o treinamento da Marinha do país árabe.

A Unifil foi criada pelas Nações Unidas em 1978, após a invasão do sul do Líbano pelas Forças de Defesa de Israel.

Foto: Marinha do Brasil
Assessoria de Comunicação Social (Ascom)

Ministério da Defesa

 

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Haitianos enfrentam dificuldades no acesso à água em Porto Príncipe
23 de janeiro de 2014 · Destaque - ONU
Foto: ONU/MINUSTAH/Igor Rugwiza
Na capital do Haiti, Porto Príncipe, ter acesso à água é algo realmente complicado para muitas pessoas, principalmente nos bairros mais pobres.
“Lá em cima, nós não temos acesso a água, enquanto que em algumas áreas mais baixas a água está simplesmente imprópria para consumo… e mesmo quando a encontramos, é difícil de transportar porque a encosta aqui é muito íngreme e você ainda tem de transportar um recipiente na sua cabeça, ou nos braços”, explica Marissa, de 55 anos, em entrevista ao site da missão da ONU no país.
Assim, para atender às necessidades da sua família, Marissa tem de comprar 15 litros de água da chuva de seus vizinhos, que a conseguem armazenar num reservatório. Os seus filhos tomam banho numa fonte pública e também trazem para casa a água que irão consumir, depois de tratada com cloro por Marissa. A mulher explica que vive “um pesadelo”.
Em outras famílias, como é o caso da de Daphné Paulin, parte considerável dos escassos rendimentos são gastos em água. No entanto, fica ainda mais “difícil fazer face às despesas”, afirma Daphné.
O rápido crescimento da população da capital e a falta de financiamento de projetos são os principais motivos apontados pela Direção Nacional para a Água Potável e Saneamento para a escassez de água em Porto Príncipe.
 

CAUSAS DA CRISE NO SUDÃO DO SUL


Causas da crise no Sudão do Sul

Nairobi, Quénia (PANA) - A clivagem que se aprofunda entre o Presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, e o seu antigo Vice-Presidente, Riek Machar, na origem da crise militar e política que abala atualmente o mais jovem Estado do planeta, é fruto de profundas divisões em redor da gestão das relações entre o Sudão do Norte e o Sudão do Sul.

O ex-Vice-Presidente Macher, que rompeu com a antiga rebelião dirigida pelo Exército/Movimento de Libertação do Povo do Sudão (SPLA/A), seria favorável à construção dum Estado sul-sudanês mais próximo do Governo de Cartum, de que precisa o sul para exportar o seu petróleo.

Mas o Presidente Kiir e a maioria dos seus principais aliados políticos no seio do SPLM preferem estabelecer relações tímidas com Cartum e acusam Machar de trabalhar para os seus próprios interesses em detrimento do povo do Sudão do Sul.

O antigo Presidente do SPLA, John Garang, falecido em 2005 num acidente de avião pouco depois de o Sudão do Sul ter obtido um estatuto meio autónomo em virtude do acordo de paz assinado em 2005 com o Governo de Cartum, acreditava num Sudão unido e se opunha a qualquer ideia duma divisão, apesar da oposição dos altos quadros do SPLA.

Enquanto Garang lutava contra o que ele e os seus aliados consideravam como uma "islamização" do Estado, onde a linha de demarcação era fusca  entre a religião e o Estado, os altos quadros do SPLA lutavam pelo advento dum Estado independente.

Machar, um engenheiro formado na Grã Bretenha, juntou-se ao combate contra Cartum em 1983, mas retirou-se em 1991 para formar uma fação do SPLA, o SPLM-Nasir.

A facção ataca rapidamente às tropas do SPLA e infligindo-lhe pesadas baixas e, segundo certas vozes. Segundo quadros do SPLA criticam sempre Machar por causa destes atos do passado.

O Presidente Kiir demitiu este último do partido no poder procedendo consequentemente à dissolução do Governo, pondo assim termo às funções de Machar e do secretário-geral do partido, Pagan Amum, negociador principal durante discussões com o Sudão.

Machar exprimiu antes a sua vontade de se apresentar contra Kiir na eleição do presidente do partido em 2015, mas consta que o Presidente atual não está pronto para aceitar um tal desafio.

Segundo analistas, o Presidente deste jovem Estado está a transformar-se num ditador.

Durante os últimos combates, a guarda presidencial visou a tribo Nuer em Juba, a capital, depois das trocas de tiros noturnas ocorridas durante a convenção do partido na mesma cidade.

O Presidente falou imediatamente na tentativa de golpe de Estado, mas para, os opositores, ele usou esta palavra para poder deter o seu principal rival, Machar.

As forças leais a Machar, originário da tribo Nuer, combateram as tropas do SPLA, reivindicando a tomada de várias cidades chaves, das quais a de Bor.

As pessoas evacuadas do Sudão do Sul desde o início dos confrontos indicam uma luta pelo poder no seio do partido no poder.

As forças leais a Machar anunciaram domingo ter tomado o controlo do Estado de Unity e duma grande parte do território nacional, tendo falhado uma ofensiva militar para a reconquista da cidade de Bor no Estado de Jonglei.

Machar insistiu na organização de discussões de paz depois da libertação dos seus principais aliados políticos, dos quais Amum e o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, Deng Alor, então detidos em consequência do último episódio desta luta pelo poder.

Segundo algumass vozes, Machar vai juntar-se a um chefe rebelde do Estado de Jonglei, David Yau Yau, para acentuar a pressão militar sobre o Governo de Kiir mas, o porta-voz militar do SPLA desmentiu esta provável aliança.

A emergência de novos chefes rebeldes nos diferentes Estados do Sudão do Sul é descrito por analistas como o reflexo da existência de problemas políticos profundos neste país.

Para o ex-Vice-Presidente Machar, no centro da crise atual, os problemas são causados pela ausência de partidos políticos e «eas dificuldades de transformar um movimento de guerilha num Governo viável.

Os problemas políticos foram agravados pelas divisões tribais, nomeadamente em Juba, onde os Dinka, a tribo dominante na capital, opuseram-se à deslocação interna dos Nuer, cuja potência económica se desenvolve graças a uma população mais educada.

O blogueiro e ativisa sul-sudanês Tongun Lo Loyuong criticou por seu turno a militarização crescente da crise.

Reagindo a um alegado recurso a forças ugandesas no Sudão do Sul, Loyuong considera que esta decisão do Estado é um erro de juizo que só aumenta a ira dos soldados rebeldes.

Mesmo se surtem efeitos os esforços diplomáticos atuais, envidados pela Autoridade Inter-Governamental para o Desenvolvimento (IGAD) para resolver esta crise, o Sudão do Sul, que se encontra num caminho muito estreito entre guerra e paz, faz face a um futuro difícil marcado por rivalidades tribais cada vez mais profundas.

Por: Kennedy Abwao,
correspondente da PANA

 

CRISE NO SUDÃO E NO SUDÃO DO SUL


Em 2012, George Clooney foi detido ao participar de uma manifestação em frente à embaixada do Sudão em Washington, nos EUA

George Clooney abre sorteio para passar a noite com ele e ajudar Sudão

 

Um dos homens mais cotados do mundo do cinema, George Clooney, decidiu sortear uma noite com ele em 4 de fevereiro, dia da estreia nos Estados Unidos de seu filme "Caçadores de Obras-Primas", para arrecadar fundos para seus projetos no Sudão e no Sudão do Sul, iniciativa com a qual já conseguiu mais de US$ 540 mil.

Pagando apenas US$10, qualquer pessoa pode conseguir um cupom para o sorteio administrado pelo site "Omaze" e que fica aberto até o próximo dia 31.

O sortudo ganhará uma viagem para Nova York com acompanhante, e terá direito a passar a noite em um hotel. Além disso, vai acompanhar o astro nos bastidores de sua entrevista no clássico programa de TV de David Letterman, na emissora "CBS".

O vencedor e o acompanhante irão para a estreia do filme na limusine do ator, desfilaram no tapete vermelho como acompanhantes dele e ao lado de estrelas como Matt Damon e Cate Blanchett. E não para por aí, os felizardos terão ainda acesso à seleta festa que ocorre depois da estreia.

Os ganhadores terão à disposição um grupo de estilistas profissionais que trabalharão para deixá-los à altura do espetáculo.

Para quem, além de tentar sorte, queira um presente garantido, Clooney promete um cartaz de "Caçadores de Obras-Primas" autografado por ele para os que contribuírem com US$ 70; e um buque de flores com um cartão com seu nome para aqueles de doarem US$ 1.000.

Ganhador do Oscar de melhor ator coadjuvante por "Syriana - A Indústria do Petróleo", George Clooney se transformou em uma das consciências de Hollywood ao defender causas como as dos refugiados em Darfur, pela qual chegou a ser preso em 2012 por protestar diante da embaixada do Sudão nos Estados Unidos sob acusações de desobediência civil.

 

Ponto Final - Um país fora dos trilhos

23/01/14 10:45 | Octávio Costa (ocosta@brasileconomico.com.br)

 

Ontem foi dia de revolta para os cariocas que são condenados a usar trens como meio de transporte

Às 5 horas da manhã, uma composição da SuperVia (nome absolutamente incompatível com o serviço prestado) que seguia da Central do Brasil para Duque de Caxias descarrilou perto de São Cristóvão e atingiu a rede aérea. Parte da estrutura que sustenta a fiação caiu, prejudicando a circulação nos principais ramais. Milhares de usuários ficaram a pé na Zonas Norte e Oeste e na Baixada Fluminense. Foi um caos. Nem mesmo a restituição das passagens funcionou como deveria. O secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, foi ao local, mas se mostrou conformado, chegou a sorrir e atribuiu o acidente "às décadas de abandono" do sistema ferroviário.

Não é a primeira vez que uma autoridade joga a responsabilidade no passado e lamenta o estado precário das ferrovias no país. Mas nada muda no setor. As décadas perdidas se somam diante da passividade bovina do setor público. O Brasil abriu mão do transporte ferroviário nos anos 60 do século 20, quando apostou todas as fichas no modo rodoviário. Dizem que os generais, durante a ditadura militar, enterraram de vez a opção ferroviária por motivo de segurança. Eles temiam uma invasão argentina e chegaram a mudar a bitola de nossas vias. Pode ser folclore, mas o certo é que nossa malha de estradas de ferro é ridícula. E nos poucos centros urbanos servidos por trens, o cenário é desolador.

Se alguém tem dúvida, basta ler o comentário do professor da Uerj, Alexandre Rojas, sobre as causas do acidente de ontem. "A concessionária tem dois problemas: seu trilho ainda é assentado em dormente de madeira, material que racha e envelhece, e seus trens são antigos e não têm a manutenção ideal. O trem que descarrilou hoje tem 30 anos de uso. Os dormentes estão sendo trocados por novos de concreto no trecho da Central até São Cristóvão, para atender ao Maracanã durante a Copa do Mundo. O trecho que apresentou problema fica próximo ao local em obras, onde estão sendo utilizadas bate-estacas. Um dormente que já não é de boa qualidade sob a pressão provocada pelo uso desses equipamentos perto dali favorece o desalinhamento dos trilhos", explicou Rojas.

Vale a pena repetir: a SuperVia submete os ilustres passageiros a anacrônicos dormentes de madeira e composições com mais de 30 anos. Diz Julio Lopes que, dentro de dois anos, as antigas unidades serão substituídas por trens confortáveis. É difícil acreditar no secretário de Transportes. Quem viaja, por exemplo, para a Europa sabe da importância que se dá no resto do mundo ao transporte ferroviário. Das grandes estações, como Gare du Nord, em Paris, Termini, em Roma, e Victoria, em Londres, é possível partir para todos os pontos do Velho Continente, com conforto e pontualidade. Estudantes e turistas usam e abusam do Europass.

Em Moscou, os terminais levam os nomes dos destinos e Lênin tornou famosa a Estação Finlândia, na qual desembarcou para comandar a revolução bolchevique em 1917. Em Lisboa, um dos programas obrigatórios é pegar um trem no Rossio e visitar o Palácio da Pena, em Sintra, linda cidade que lembra muito Petrópolis (por sinal, ao tempo de D. Pedro II, era servida por trem).

Um samba ufanista da Mangueira dizia que o Brasil tem rios, cachoeiras e cascatas, frutos, pássaros e matas. É fato. Mas não tem trens.

 

Violência ‘sem precedentes’ atinge crianças na República Centro-Africana, alerta ONU

23 de janeiro de 2014 · Notícias - ONU

Crianças esperam por água na escola onde estão abrigadas do aumento da violência sectária e brutal na República Centro-Africana. Foto: IRIN/Hannah McNeish

Crianças na República Centro-Africana (RCA) estão sendo vítimas de violência sexual, mutiladas, decapitadas e mortas num nível de violência e brutalidade sem precedentes, alertou o Conselho de Segurança das Nações Unidas.

A representantes especial da ONU para as crianças e o conflito armado, Leila Zerrougui, afirmou na reunião do Conselho que “esta crise está ganhando proporções há mais de um ano e nós temos de recuperar o tempo perdido na prevenção da escalada de violência”.

A representante defende que “a nossa única opção agora é adequar a nossa resposta com ações robustas, imediatas e urgentes”, pedindo à comunidade internacional para “melhorar a coordenação dos seus esforços na RCA”.

Zerrougui também alertou para a necessidade de reforço do Escritório Integrado da ONU para Construção da Paz na RCA (BINUCA), porque atualmente a sua ação é “muito limitada”.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, se referiu ao conflito no país como uma “crise de proporções épicas” e anunciou a constituição de uma comissão, pedida pelo Conselho de Segurança, para investigar as violações aos direitos humanos relatadas.

Quase metade do milhão de pessoas que teve de abandonar a sua casa nos últimos 13 meses de conflito são crianças, sendo que 6 mil podem estar sendo usadas por grupos armados em combate.

No total estima-se que muitas pessoas já foram mortas e que 2,2 milhões, cerca de metade da população, precisa de ajuda humanitária.

 

Secretário do MJ não descarta uso das Forças Armadas durante a Copa

Brasil Econômico   As informações são da Agência Brasil
22/01/14 16:43

 

Humberto Freire diz que convocação de militares é uma das possibilidades, mas depende de aprovação da Presidência da República.

Rio de Janeiro - Não está descartada a convocação das Forças Armadas e da Força Nacional de Segurança para atuar durante a Copa do Mundo, que começa em junho. A informação foi dada nesta quarta-feira pelo coordenador da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge), do Ministério da Justiça, Humberto Freire, após entrevista à imprensa estrangeira, no Rio.

"As Forças Armadas têm seu papel no eixo defesa e uma das atuações nesse eixo é a de ser uma força de contingência", declarou o coordenador. Segundo ele, a convocação de militares é uma das possibilidades, mas depende de aprovação da Presidência da República. "O plano da segurança é fazer frente a qualquer ocorrência e essa força de reserva é posta como possível", reforçou.

O coordenador da Sesge, que é delegado da Polícia Federal, esclareceu que as forças policiais vão atuar para dar segurança às delegações e representantes de governos, além de garantir a realização dos jogos do Mundial. No caso de manifestações, ele confirmou que o planejamento leva em consideração dois tipos de protesto: os "legítimos e legais" e os "violentos e ilegais".

"Atos de vandalismo e violência criminosa que derivem de manifestação merecerão atenção da segurança e serão coibidos", afirmou Freire.

Como parte do planejamento para a Copa do Mundo, a Sesge investiu mais de R$ 40 milhões na compra de armas de baixa letalidade, como balas de borracha, spray de pimenta e tonfas (tipo de bastão semelhante ao cassetete) . "Realmente estamos comprando esse material para suprir os órgãos de segurança pública", confirmou. A Sesge também está adquirindo equipamentos de proteção individual para os policiais, como escudos.

Para eventuais episódios de abuso policial contra manifestantes e jornalistas, o coordenador informou que os policiais recebem treinamento constante e que todas as denúncias devem ser registradas em delegacias de polícia. Em 2013, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) contabilizou 102 casos de agressão a jornalista durante a cobertura de manifestações, até outubro.

"Atos que, por ventura, sejam realizados com excesso, são apurados e coibidos, como na Copa das Confederações", disse. Na ocasião, na avaliação do delegado, a atuação das polícias foi eficaz. "Garantimos o evento, a participação dos espectadores e das equipes", argumentou.

No Rio de Janeiro, a Polícia Civil chegou a abrir inquéritos para investigar abuso de autoridade por parte de policiais militares do Batalhão de Choque. Entre os casos apurados estão o de uma mulher sozinha que foi atingida no rosto com spray de pimenta e o do confronto em frente a uma delegacia após a detenção de 29 pessoas em manifestação no Palácio Guanabara, sede do governo estadual. À época, o Ministério Público também abriu investigação para apurar as denúncias de excesso policial.

Durante a entrevista, Humberto também não descartou, mediante solicitação prévia, fazer a segurança de jogadores e personalidades fora da agenda oficial de jogos, no horário de lazer, já que eles podem querer fazer passeios pelas cidades. "Caso seja seja verificada a necessidade de deslocamentos extras, isso será reportado aos centros de comando, que avaliarão a estrutura necessária", explicou.