quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Major do Corpo de Bombeiros morre durante curso de operações de selva no CIGS, em Manaus
O major Jorcimar Justamante deu entrada no HPS 28 de Agosto com parada respiratória na manhã desta quinta-feira (15) e não resistiu, após incidente durante treinamento aquático. Um Inquérito Policial Militar será aberto para apurar a causa do incidente
Manaus (AM), 15 de Outubro de 2015
ACRITICA.COM

Major Justamente estava no Corpo de Bombeiros há quase 13 anos(Reprodução/Linkedin)
O major do Corpo de Bombeiros Militares do Amazonas (CBMAM) Jorcimar Ferreira Justamante, de 40 anos, faleceu nesta quinta-feira (15) enquanto realizada o curso Operações de Selva, do Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs), do Exército, localizado no bairro São Jorge, Zona Oeste de Manaus.
De acordo com a assessoria de imprensa dos bombeiros, ainda não se sabe os detalhes nem a causa exata do óbito. O comandante-geral do CBMAM, coronel Fernando Sérgio,  se deslocou ao Cigs momentos depois para obter mais informações.
O major Justamante chegou a ser levado ao Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, na Zona Centro-Sul de Manaus, onde deu entrada com quadro de parada cardiorespiratoria. A unidade hospitalar confirmou a morte do militar. 
Em nota enviada à imprensa, o Comando Militar da Amazônia (CMA) lamentou a morte do major Justamante, explicando que ele veio a óbito "durante um treinamento aquático no curso de operações na selva (categoria A)".
"O Centro de Instrução de Guerra na Selva irá instaurar um Inquérito Policial Militar (IPM) para a apuração dos fatos e suas circunstâncias", completa o comunicado. O CMA acrescentou que está prestando apoio aos familiares do militar.
O corpo do major  será velado  no auditório do Corpo de Bombeiros, localizado na avenida Codajás, no bairro Petrópolis, mesmo local que abriga a sede da Corporação. 

Jorcimar Justamante estava na corporação há quase 13 anos e desde agosto deste ano atuou como subcomandante do Batalhão de Bombeiros Especiais/Operações Especiais, conforme indicava dados no seu perfil da rede social profissional Linkedin

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Conselho de Segurança autoriza operações para conter tráfico humano em alto mar da costa da Líbia
A resolução permite autoridades dos países e organizações regionais a subir a bordo para inspecionar e confiscar qualquer barco suspeito de ser usado para transportar migrantes de forma ilegal.

Migrantes em um centro de detenção na cidade de Zawiya, Líbia. Foto: IRIN/ Mathieu Galtier
O Conselho de Segurança da ONU autorizou nesta sexta-feira (9) operações da União Europeia, e de cada país individualmente, para inspecionar e confiscar embarcações suspeitar de traficar pessoas no Mediterrâneo. A medida tem o intuito de salvar a vida de migrantes, vítimas de atravessadores, e conter as ações criminosas que operam em alto mar próximo da costa da Líbia.
Com 14 votos a favor e uma abstenção (da Venezuela), o Conselho adotou a resolução sob o Capítulo VII da Carta da ONU, que autoriza o uso da força. A aprovação permite autoridades dos países e organizações regionais a subir a bordo para inspecionar, confiscar e dispor de qualquer barco suspeito de ser usado para transportar migrantes de forma ilegal.
O Conselho condenou a continuação das tragédias marítimas no Mediterrâneo que deixaram centenas de mortos e observou que estas fatalidades eram “muitas vezes o resultado da exploração e falta de informação de organizações transnacionais criminosas, que facilitam o tráfico ilegal de migrantes através de métodos perigosos para ganhos pessoais e com um cruel desrespeito à vida humana”.
A resolução deve ser aplicada apenas quando exista “base sólida que levante a suspeita de que a embarcação esteja sendo usada para atravessar migrantes ou traficar pessoas da Líbia” e tendo em conta que “esforços de boa fé” foram feitos para conseguir o consentimento do Estado relacionado à embarcação.
A medida, no entanto, estabelece que esta autorização “não se aplica a navios que tenham o direito de imunidade soberana sob o direito internacional” e apenas pode ser empregada na atual situação vivenciada em alto mar na costa da Líbia.


sábado, 10 de outubro de 2015

Publicado: Segunda, 20 de Julho de 2015, 14h05 | Última atualização em Quinta, 23 de Julho de 2015, 13h31 | Acessos: 4055

Assunto do momento, os voos de aeronaves não tripuladas suscitam ainda muitas dúvidas. Mas já há normas para a atividade no Brasil. 
Daniel Marinho
 Era madrugada em Washington. Uma segunda-feira qualquer na cidade que hospeda os complexos governamentais e militares mais poderosos do mundo. A capital americana ainda dormia quando um objeto quadrangular acoplado a quatro hélices horizontais decolou de um apartamento numa área residencial da cidade.  Sem pilotos ou tripulação embarcados, o Quadricóptero DJI - Phantom, o “drone” sucesso de vendas do Natal anterior, que pode ser comprado em qualquer loja de departamento americana ou internet por cerca de 500 dólares, alçava mais um voo sobre o Distrito de Columbia.

Manuseado a distância a partir de um celular, o VANT (veículo aéreo não tripulado) fazia imagens dos arredores, quando o piloto perdeu o controle. Não havia muito o que fazer: o robô aéreo ganhou autonomia, definiu uma proa qualquer às cegas e sobrevoou por mais alguns instantes à deriva. Às 3h08 perdeu força. Caiu no quintal de um vizinho, morador de um casarão do século XVII no bairro adjacente. A Casa, porém, tinha nome: Branca. Seu morador também: Barack Obama.

Do outro lado do mundo, algum domingo anterior, a triatleta australiana Raiji Ogden iniciava mais uma prova da Endure Batavia Triathlon em Geraldton, na Austrália. Seria mais um dia de adrenalina e suor na vida de Raiji, mas ela não cruzou a linha de chegada.  Por volta das 9h da manhã, na etapa de corrida, o VANT despencou a cerca de dez metros de altura sobre a cabeça da atleta.Warren Abrams, fotógrafo local e proprietário da New Era Photography, disse que sua aeronave fora “hackeada”: ele não conseguia manter o controle. Seu trabalho para captar imagens ao vivo ao longo dos 10Km de extensão da prova acabou com a atleta hospitalizada.

Assunto do momento, as aeronaves não tripuladas ainda ensaiam os primeiros voos para sua consolidação no meio civil. De baixo custo, fácil acesso e simples manuseio, a demanda pelos pequenos Veículos Aéreos Não Tripulados vem aumentado a cada dia.  Organizações governamentais, empresas privadas, profissionais liberais, entidades de pesquisa, empresas de vigilância, entusiastas e grupos de interesses diversos já vislumbram projetos futuristas sob a égide de hexacópteros e octocópteros antes só imaginados na película da ficção científica.

Fotografias e filmagens em ambientes hostis, entregas de encomenda em residências, atividades agrícolas, mapeamento de imagens 3D, monitoramento meteorológico, missões de busca e defesa civil,  aero-robôs industriais, patrulha de fronteiras, distribuição de medicamentos e alimentos, combate a incêndios, inspeção de plataformas de petróleo, policiamento, roteamento aéreo de sinal de internet, são apenas alguns exemplos - ao menos das boas intenções de uso da tecnologia - que ainda vão compor os céus muito em breve.
Porém, muitas dúvidas ainda persistem. Até certo ponto, é compreensível, já que a tecnologia começou a ser popularizada recentemente e todos os países, sem exceção, ainda buscam compreender o fenômeno e as soluções mais eficazes para uma regulamentação da atividade. Mas, ao menos no Brasil, o voo tripulado não está desguarnecido de orientação oficial.

Drone, VANT e ARP
“Drone” é apenas um apelido em inglês, um termos genérico, sem amparo técnico. Em português, “drone” significa zangão, zumbido.
A terminologia oficial no Brasil é VANT - Veículo Aéreo Não Tripulado. É a tradução do acrônimo consagrado pelas organizações reguladoras do transporte aéreo internacional, o UAV (Unmanned Aerial Vehicle).
Segundo a legislação atual, caracteriza-se como VANT toda aeronave   projetada para operar sem piloto a bordo, possuindo carga útil embarcada, como uma câmera de filmagem, por exemplo.  Alguns “drones” utilizados como hobby, sem qualquer tipo de carga útil, enquadram-se na legislação referente aos aeromodelos e não a de um VANT.
Já entre os VANT, há dois tipos diferentes. O primeiro, mais conhecido, é a Aeronave Remotamente Pilotada - ARP (ou RPA - Remotely-Piloted Aircraft). Nessa condição, o piloto não está a bordo, mas controla aeronave remotamente de uma interface qualquer (computador, celular, controle remoto etc). A outra subcategoria de VANT é a chamada “Aeronave Autônoma”, cujo voo é programado por computadores e não possui piloto remoto. No Brasil, e em muitos outros países, Aeronaves Autônomas ainda são proibidas.
A ARP, enfim, é a terminologia correta quando nos referimos a aeronaves remotamente pilotadas de caráter não recreativo. Em outras palavras, ARP é o que queremos dizer, na grande maioria das vezes, quando nos referimos a drones. A designação de uma ARP independe de sua forma, tamanho ou peso.
Autorização em dois passos
Qualquer objeto que se desprenda do chão e seja capaz de se sustentar na atmosfera – com propósito diferente de diversão – estará sujeito às regras de acesso ao espaço aéreo brasileiro. Os “drones” precisam de autorização do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) exatamente como as aeronaves tripuladas.
A regra geral para aeronave tripulada ou não é a mesma: é imprescindível a autorização para voar. A exceção, são os voos que tenham por fim lazer, esporte, hobby ou competição: nesse caso, seguem as normas para os aeromodelos. A Portaria DAC nº 207 estabelece as regras para a o aeromodelismo no Brasil: não são permitidos voos em áreas densamente povoadas, nem próximo a aeroportos ou áreas sensíveis a ruídos, como hospitais, escolas e templos. Também não devem voar a mais de 120 metros do solo.
Já para as Aeronave Remotamente Pilotada (ARP), de grau de complexidade maior, o DECEA emitiu a Circular de Informações Aeronáuticas nº 21, de 2010, especialmente dedicada ao tema. Há ainda o Código Brasileiro de Aeronáutica, os RBHA (Regulamento Brasileiro de Homologação Aeronáutica) e os RBAC (Regulamento Brasileiro de Aviação Civil).
Antes de voar, porém, é preciso autorização da ANAC e do DECEA.
ANAC
Para operar uma Aeronave Remotamente Pilotada (ARP) primeiramente é necessário a certificação/autorização da ANAC. A Agência divide os usos de ARP em duas modalidades: experimental ou com fins lucrativos.
Para a operação experimental de um ARP, um Certificado de Autorização de Voo Experimental (CAVE) deve ser solicitado à ANAC. O CAVE é emitido para um número de série específico de uma ARP, portanto não é possível obtê-lo sem a apresentação da aeronave. O certificado permite apenas para voos não comerciais, ou seja, sem fins lucrativos.

Já para operar uma ARP com fins lucrativos, um requerimento devidamente embasado deve ser encaminhado à ANAC, destacando as características da operação pretendida e do projeto da ARP. Deve ser assegurado que o nível de segurança seja compatível com os riscos associados à operação. O documento será analisado, caso a caso, pela área técnica da ANAC e apreciado pela Diretoria Colegiada, responsável pela autorização.
Vale lembrar que nenhuma operação de Aeronave Remotamente Pilotada civil poderá ser realizada no Brasil sem a devida autorização da ANAC, seja ela em caráter experimental, com fins lucrativos ou que tenha qualquer outro fim que não seja unicamente o de lazer ou esporte.
Seja com um complexo sistema de dados, como o utilizado pela Força Aérea ou apenas um controle remoto com antena, toda ARP é controlada do solo e deve seguir as normas do controle de espaço aéreo.
DECEA
Com autorização da ANAC, deve-se contactar o DECEA.  A solicitação de autorização de voo deve levar em conta a localidade em que se pretende voar, já que o espaço aéreo brasileiro é dividido em sub-regiões aéreas de responsabilidades de diferentes órgãos operacionais, subordinados ao DECEA.
Esses órgãos são os quatro Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (os chamados CINDACTA), que atuam diretamente no controle dessas regiões (as chamadas FIR - Flight Information Region - Região de Informação de Voo) que preenchem a totalidade do espaço aéreo do País. Há ainda outro órgão, que recebe as solicitações de voos na área que compreende as terminais aéreas do Rio de Janeiro e São Paulo: o Serviço Regional de Proteção ao Voo de São Paulo (SRPV-SP).
A solicitação deverá ser encaminhada ao respectivo órgão regional, conforme a região a ser voada. A solicitação de voo deve ser encaminhada ao órgão regional, via fax, por meio do envio de formulário próprio preenchido.
O voo ainda poderá ser indeferido caso o DECEA detecte algum risco para a segurança ou possibilidade de interferência em procedimentos pré-existentes, como rotas de aeronaves comerciais ou militares.
Nova legislação
O DECEA, em parceria com outros órgãos brasileiros e estrangeiros, deverá publicar novos regulamentos ainda em 2015. O objetivo é permitir o voo das aeronaves, mas sempre de forma segura e controlada.  O tema encontra-se em análise pelo DECEA, pela ANAC, pela Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) e pela Organização de Aviação Civil Internacional (OACI), agência vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU) que estabelece princípios de navegação aérea internacional.
Para o chefe da Seção de Planejamento de Operações Militares do DECEA, Tenente-Coronel Jorge Humberto Vargas Rainho, o Departamento, em consonância com outros órgãos responsáveis, vem trabalhando a fim de viabilizar continuamente a inserção dos VANT no espaço aéreo do País com segurança, do mesmo modo que o faz com as aeronaves tripuladas. “O novo documento deverá contemplar mais aspectos associados à operação desses equipamentos que se fazem necessários”, afirma.
No âmbito da ANAC, uma nova legislação referente à operação de ARP com fins lucrativos está em pauta. Será precedida de audiência pública, ocasião em que os interessados poderão ler a minuta e submeter comentários à ANAC para aprimoramento da proposta, se assim desejarem.
Fonte: AEROVISÃO – A revista da Força Aérea Brasileira - Nº 234 


Vídeo - Um brasileiro na guerra da Síria (TVRecord)


BURRICE - Ibama determina a suspensão das obras na BR-319

Ibama determina a suspensão das obras do Dnit na rodovia BR-319

Segundo o órgão, diversas irregularidades e graves danos ambientais foram encontrados nas obras do trecho entre os quilômetros 250 e 655,7 (Humaitá Manaus)
10 de Outubro de 2015
ACRITICA.COM

Ibama emitiu auto de infração no valor de R$ 7.510.500,00 (Antônio Lima)
O Ibama embargou as obras realizadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) na rodovia BR-319, no trecho entre os quilômetros 250 e 655,7 (Humaitá-Manaus), após constatar irregularidades e graves danos ambientais. Foi emitido auto de infração no valor de R$ 7.510.500,00.
A decisão foi baseada em um relatório concluído em agosto pela superintendência do Ibama no Amazonas, que apontou a execução de obras sem licença ambiental adequada e diversas irregularidades.
Entre os problemas encontrados estão a supressão de Área de Preservação Permanente (APP), estocagem de madeira sem licença, destinação irregular de efluentes, utilização de material de jazidas, intervenções em corpos hídricos, alargamento de pista, construção de bueiros, desvio de ponte danificada e alojamentos para trabalhadores sem condições mínimas de segurança e salubridade.
A BR-319, que liga Porto Velho e Manaus, possui três trechos em obras. Para o trecho central, de 405,7 km, o Ibama emitiu em 2007 um Termo de Referência que solicitava a realização de Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental (Eia/Rima).
Em 2009, após a devolução de dois estudos, uma terceira versão do Eia/Rima foi elaborada pelo Dnit. O documento, porém, não reuniu subsídios mínimos para verificar a viabilidade ambiental do empreendimento.
Em 2014, o Dnit obteve junto ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) licença ambiental para realizar a manutenção e recuperação da rodovia. No entanto, foram constatadas obras de implantação e pavimentação em vistoria do Núcleo de Licenciamento Ambiental do Ibama no Amazonas.
O Ibama emitiu auto de infração e termo de embargo, cujas cópias serão encaminhadas aos ministérios públicos Federal e do Trabalho. A equipe de fiscalização permanecerá monitorando a rodovia para verificar o cumprimento da decisão.
*Com informações da assessoria de imprensa


França e Rússia fazem ataques na Síria, mas Estado Islâmico avança
Apesar dos ataques da Rússia e da França, o Estado Islâmico continua a avançar na Síria
Por Da France Presse

Estado Islâmico continua a avançar na Síria
Apesar dos ataques da Rússia e da França, o Estado Islâmico continua a avançar na Síria nesta sexta-feira (9), segundo relatos das agências de notícias. O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) observou que o grupo terrorista se aproximou da cidade de Aleppo, que é uma importante cidade no norte do país.
"O EI nunca esteve tão perto da cidade de Aleppo, em seu maior avanço em direção" à antiga capital econômica da Síria, declarou à AFP Rami Abdel Rahman, diretor da ONG, que dispõe de uma rede de fontes neste país em guerra.
A Rússia anunciou nesta sexta-feira que nas últimas 24 horas bombardeou 60 "alvos terroristas", o que representa um grande aumento de seus ataques desde o início de sua intervenção em 30 de setembro, de acordo com a France Presse.
"Os aviões russos realizaram 67 decolagens a partir da base aérea de Jeimim (...) e bombardearam 60 alvos terroristas" nas províncias de Raqa, Latakia, Hama, Idleb e Aleppo, declarou o subchefe do Estado Maior russo, o general Igor Makuchev, segundo a AFP, citando as agências.
Já um segundo ataque aéreo francês contra o Estado Islâmico atingiu Raqa, no norte do país. Os aviões franceses já tinham atacado outras posições do grupo terrorista em 27 de setembro.
Os dois aviões Rafale, que partiram dos Emirados Árabes Unidos com outros caças franceses de escolta, voltaram a atacar um centro de treinamento do EI em Raqa, reduto da organização jihadista e capital do califado proclamado nos territórios sob seu controle no Iraque e na Síria.
O ministro francês da Defesa, Jean-Yves Le Drian, afirmou que nos arredores da cidade “há centros de treinamento de combatentes estrangeiros cuja missão não é ir combater em nome do Daesh no Levante, mas vir à França, à Europa, para cometer atentados”. O Daesh quer dizer Estado Islâmico em árabe.
Escudo humano
A Rússia "considera que é preciso proteger Bashar. Nós consideramos que Bashar não forma parte da solução" ao conflito sírio, insistiu Le Drian.
O ministro da Defesa francês afirmou que o Estado Islâmico utiliza a população civil como escudo humano, tanto no Iraque quanto na Síria, o que complica a escolha dos alvos. "O Daesh se organizou de tal forma que as crianças, as mulheres e os civis estão na linha de frente", disse.
"Os responsáveis se escondem em escolas, mesquitas, hospitais, o que complica a ação da coalizão (internacional liderada pelos Estados Unidos), porque não queremos causar vítimas colaterais", acrescentou.
A França forma parte da coalizão liderada há mais de um ano pelos Estados Unidos, que desde então bombardeia pelo ar alvos do EI na Síria e no Iraque.
No dia 30 de setembro, a Rússia, aliada de Assad, iniciou sua própria campanha aérea na Síria, dizendo querer combater o terrorismo.



Banco Mundial: recessão no Brasil provoca estagnação da economia na América Latina
Brasil foi classificado no grupo de ‘baixo crescimento’ da América do Sul. Em 2015, o Banco Mundial prevê uma queda de 2,6% no PIB real do país. Retração começa a afetar mercado de trabalho e renda.

A construção civil é um dos setores mais afetados pela desaceleração no Brasil. Foto: EBC
Em relatório semestral publicado nesta segunda-feira (5), o Banco Mundial chamou atenção para a desaceleração econômica na América Latina e no Caribe. Segundo o documento, o Brasil será um dos principais responsáveis pela estagnação do PIB da região prevista para 2015. A situação é mais grave na América do Sul, onde desde 2011 os índices de desenvolvimento econômico têm apresentado quedas significativas.
Após uma década de intenso crescimento (de 2002 a 2011), impulsionada pela elevação dos preços das commodities, as economias dos países sul-americanos começaram a sofrer os efeitos da desvalorização das matérias-primas no mercado internacional e da desaceleração econômica da China. A retração econômica, no entanto, afeta as nações da região de forma distinta.
Colômbia, Peru e Uruguai terão uma taxa de crescimento médio de 3% em 2015. O Brasil e o Equador apresentarão índices negativos, de acordo com o relatório. O PIB real brasileiro, por exemplo, terá uma queda estimada em 2,6% nesse ano. A recessão deve continuar em 2016, mas em proporções menores. Junto com a Argentina, as duas nações foram classificadas no grupo de Baixo Crescimento da América do Sul.
No Caribe e na América Central, as projeções são positivas. O Banco Mundial destaca que essa região cresceu menos durante o aumento dos preços das commodities. Por sua maior proximidade econômica com os Estados Unidos, os países também teriam passado por retrações mais duras após a crise global de 2008 e 2009. Agora, suas economias estão sendo impulsionadas pela recuperação norte-americana, enquanto as nações sul-americanas continuam mais suscetíveis às oscilações do mercado chinês.
Mesmo com perspectivas de crescimento para alguns países, o desempenho negativo do Brasil, que é a maior economia da América Latina, está provocando a estagnação econômica da região, de acordo com o relatório.
Mercado de trabalho e renda familiar na América do Sul
Segundo o economista-chefe do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe, Augusto de la Torre, a desaceleração que se anunciava desde 2011 começa a ter consequências concretas para o mercado de trabalho e para a renda familiar nos países da América do Sul. “Mais recentemente, estamos observando uma deterioração na qualidade do emprego, na medida em que os trabalhadores assalariados se tornam autônomos e a mão de obra se transfere das grandes empresas para outras menores”, afirmou.
O relatório aponta que, no grupo de Baixo Crescimento, a capacidade de criar um número de vagas maior que o crescimento do contingente de trabalhadores chegou a zero. Nesses países, com a exceção do Equador, verificou-se um aumento expressivo de postos em grandes corporações e uma queda na quantidade de trabalhadores autônomos e/ou de pequenas empresas, entre 2002 e 2011.
Ao mesmo tempo, houve uma redução da desigualdade salarial entre trabalhadores qualificados e não qualificados durante o período de boom econômico. No Brasil, além da formação profissional, o relatório aponta que outros fatores que condicionavam o valor dos pagamentos, como diferenças de gênero e raça, teriam avançado.
Agora, o fenômeno inverso tem provocado a precarização do trabalho. As políticas de valorização do salário, que contribuíram anteriormente para reduzir a disparidade de renda entre segmentos sociais, podem acabar produzindo o efeito contrário, acelerando demissões.
O Brasil e a Argentina apresentam um quadro atípico entre seus parceiros regionais, pois, nos dois países, as taxas de desemprego entre profissionais qualificados e não qualificados mantiveram-se similares no período de 2011 a 2014. O relatório sugere a hipótese de que a situação incomum pode ser decorrente de benefícios oferecidos aos desempregados nessas nações.