sexta-feira, 13 de maio de 2016


Raul Jungmann encontra pela primeira vez oficiais-generais do MD

Brasília, 13/05/2016 – O novo ministro da Defesa, Raul Jungmann, reuniu-se pela primeira vez com os oficiais-generais, secretários e assessores que compõem o quadro da pasta. Em breve comunicado aos presentes ao encontro na tarde desta sexta-feira (13), ele apontou as principais questões que considera essenciais para a pasta. Também destacou a importância de dar continuidade aos projetos estratégicos das Forças Armadas.

"São projetos do País, de longo curso, a exemplo do KC-390, FX-2, Sisfron, Prosub e outros tantos mais, e que transbordarão suas finalidades e trarão contribuições nas áreas de desenvolvimento de tecnologia e produtividade para todo o Brasil, gerando emprego e garantindo a soberania nacional", disse o ministro.

Foto: Gilberto Alves/MD

 

Raul Jungmann reuniu-se pela primeira vez com os oficiais-generais, secretários e assessores que compõem o quadro da pasta

Jungmann lembrou que, apesar do Brasil ser um país de paz, de conciliação, diálogo e sem conflitos externos, é necessário ter capacidade plena de suas Forças Armadas. "Uma nação que deseja se projetar no cenário internacional, precisa saber que tem um preço a pagar", afirmou.

Outro assunto abordado na conversa com os generais foi a questão orçamentária. "Precisamos pensar não só a curto prazo, mas em horizonte, previsibilidade", afirmou. "Encerro aqui essas palavras, reiterando meu agradecimento e a colaboração de todos. É uma grande honra, uma felicidade e um prazer compartilhar um projeto de defesa", finalizou o ministro.

 

quarta-feira, 20 de abril de 2016


Marinha simula ataque em navio com munição real

Brasília, 20/04/2016 – A Operação MISSILEX 2016, da Marinha do Brasil, realizada na área marítima compreendida entre o Rio de Janeiro (RJ) e Vitória (ES), termina hoje. O treinamento tem o objetivo de realizar exercícios no mar, de caráter estritamente militar. O exercício, que começou no dia 11 deste mês, possui tarefas básicas do Poder Naval, como executar lançamentos de mísseis sobre o casco de um navio, com o propósito de afundá-lo, além de efetuar testes exploratórios em proveito da Avaliação Operacional de um helicóptero Seahawk.

Fotos: Marinha do Brasil / Divulgação

 

Nestes 10 dias de exercícios coordenados pelo Comando da 1ª Divisão da Esquadra (ComDiv-1), participaram do adestramento o Grupo-Tarefa composto pelos navios: Fragatas “União” (F45), “Constituição” (F42) e “Rademaker” (F49); de Desembarque de Carros de Combate e “Almirante Saboia” (G25). O treinamento contou ainda com seis aeronaves como o AH-11A Super Lynx, UH-13 Esquilo, Seahawk, UH-15 Super Cougar, caça AF-1 e por uma aeronave de busca com radar P-3 AM, da Força Aérea Brasileira.

Alguns ataques tiveram destaques como os do último dia 13 de abril, em que dois caças AF-1 pertencentes ao 1º Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque (VF-1) participaram do lançamento de bombas BAFG-230 sobre “Killer Tomato”. E uma aeronave AF-1 realizou o lançamento de quatro bombas sobre o alvo de superfície.

 

O outro aconteceu no dia 12 de abril, no qual duas aeronaves SH-16, recém-adquiridas pela Marinha do Brasil e pertencentes ao 1º Esquadrão de Helicópteros Antissubmarino (HS-1), lançaram dois Mísseis Ar-Superfície Penguin sobre o casco de uma ex-corveta. Na sequência, a Fragatas “União”- navio que capitaneou o grupo - lançou o Míssil Superfície-Superfície Exocet sobre o casco deste mesmo navio, afundando-o em poucos minutos.

O êxito da Esquadra, obtido na execução do exercício de lançamento de mísseis, só foi possível em função do apoio prestado por diversas Organizações Militares do Setor do Material da Marinha do Brasil, que prepararam o armamento, o alvo, e os Rebocadores de Alto-Mar “Tridente” e “Guillobel”, subordinados ao Comando do 1º Distrito Naval, os quais conduziram o casco até a área de operação.

A realização desse exercício contribuiu para o treinamento das tripulações e dos pilotos da Esquadra no lançamento desse tipo de armamento.

Fonte: Marinha do Brasil
Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa

 

quarta-feira, 2 de março de 2016

Tratados internacionais não autorizam ‘guerra às drogas’, alerta organismo da ONU

Em novo relatório, Painel Internacional de Controle de Narcóticos (INCB) destacou que o bem-estar e a saúde das pessoas devem estar no centro das políticas de drogas. Para o presidente do organismo, mundo não precisa escolher entre uma resposta militarizada às drogas e a legalização do uso não medicinal. Painel alertou para diversas ameaças nem sempre visadas por políticas de drogas, como o uso excessivo de calmantes, a distribuição desigual de analgésicos e o surgimento de novos e perigosos psicoativos.

Resposta ‘militarizada’ ao problema das drogas não é a única opção do mundo para lidar com a venda e produção de substâncias ilícitas. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Em seu relatório anual, o Painel Internacional de Controle de Narcóticos (INCB) – organismo independente que monitora a implementação das convenções internacionais das Nações Unidas sobre o controle de drogas – destacou que os tratados internacionais de controle de drogas não autorizam uma “guerra às drogas”. O documento foi publicado nesta quarta-feira (2).
O organismo alertou para ameaças nem sempre visadas pelas políticas de reforço da lei contra substâncias ilícitas, como o uso excessivo de calmantes, a desigualdade na distribuição de analgésicos e o surgimento de novos e perigosos psicoativos.
Às vésperas de uma sessão especial da Assembleia Geral, que se reunirá em abril para debater os desafios do atual sistema internacional de controle de drogas, o documento do INCB ressaltou a necessidade de colocar a saúde e o bem-estar das pessoas no centro das políticas públicas.
“Não é o caso em que o mundo tem que escolher entre a execução ‘militarizada’ das leis de drogas de um lado e a legalização do uso não medicinal das drogas de outro”, afirmou o presidente do Painel, Werner Sipp.
No relatório, o INCB enfatiza que a disponibilidade de drogas para fins médicos, conforme estipulada por tratados internacionais, deve ser garantida e combinada, de forma equilibrada, à luta contra o fornecimento de substâncias ilícitas.
O Painel chamou atenção para a emergência de componentes químicos novos, ainda não enquadrados por mecanismos internacionais de controle. Essas substâncias integram a produção de drogas como metanfetaminas e anfetaminas, produtos já monitorados por sistemas internacionais.
O INCB também destacou uma mudança nos padrões de comércio de matérias-primas para a fabricação de drogas. Fluxos domésticos têm se beneficiado do roubo de substâncias para fins ilícitos mais do que a troca internacional, o que sugere uma eficácia das medidas de controle atuando em fronteiras e em rotas globais.

Substâncias psicoativas são ameaça crescente

Até outubro de 2015, o INCB havia recebido notificações dos Estados-membros sobre 602 novas substâncias psicoativas. O número representa um aumento de 55% em relação a 2014, quando 388 novos compostos foram identificados. Para o Painel, esse ritmo acelerado de desenvolvimento dos psicoativos é um desafio que exigirá abordagens mais flexíveis e maleáveis dos governos.
Apesar das dificuldades, também foram verificados avanços no ano passado. Dez novas substâncias psicoativas foram submetidas ao controle internacional pela Comissão sobre Drogas Narcóticas, e o controle nacional de tais substâncias cresceu em vários países, incluindo a China e a Índia.
Também em 2015, o INCB lançou um Sistema de Comunicação de Incidentes que recebeu mais de 500 denúncias de mais de 170 usuários, oriundos de 60 países. Os relatos envolviam suspeitas sobre entregas e carregamentos, atividades de tráfico, fabricação e produção de psicoativos.

Calmantes e analgésicos são consumidos de forma desigual pelo mundo

O INCB expressou preocupação quanto aos riscos da prescrição sem fundamento e do uso excessivo, por pessoas mais idosas, de benzodiazepínicos, uma classe de drogas usada para tratar insônia e ansiedade. Segundo o Painel, como a insônia parece ser comum entre a população mais velha, essa faixa etária acaba se tornando um atraente público-alvo para os fabricantes de calmantes.
O organismo alertou que, além do risco de dependência associado ao consumo desnecessário dessas substâncias, os perigos envolvem também o desenvolvimento de transtornos mentais. De acordo com pesquisas, pacientes com mais de 65 anos de idade que usam benzodiazepínicos têm uma chance 50% mais alta de desenvolver demência dentro de 15 anos, em comparação com pacientes que nunca as utilizaram.
O Painel solicitou aos governos a garantia de que os prestadores de cuidados de saúde sigam uma prática médica sã ao prescrever benzodiazepínicos. Equipes de assistência médica, especialmente em casas de repouso, mas também membros da família e cuidadores de idosos, precisam estar cientes dos riscos do uso excessivo dessas drogas.
A respeito do uso de analgésicos, o Painel alertou que, enquanto países de média e baixa renda ainda não têm acesso adequado a esse tipo de medicamento, a Europa e a América do Norte usam quase 95% de todos os remédios dessa categoria consumidos globalmente. Desde o início do século, o uso de analgésicos mais do que duplicou, afirma o INCB.
Os governos dos países pouco consumidores informaram ao organismo que o problema não é o fornecimento dos analgésicos, mas sim a falta de treinamento e o medo, entre as populações, quanto a vícios envolvendo as substâncias.


Força-Tarefa Marítima do Líbano tem novo comandante
Brasília, 02/03/16 – A Força-Tarefa Marítima (FTM) da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), que tem duração de um ano, será liderada pelo contra-almirante Claudio Henrique Mello de Almeida, que assumiu o comando da missão no final de fevereiro. Ele substitui o Contra-Almirante Flávio Macedo Brasil.
Fotos: Marinha do Brasil / Divulgação

A cerimônia de transmissão de cargo ocorreu a bordo da Corveta "Barroso" e foi presidida pelo Force Commander da UNIFIL, General de Divisão Luciano Portolano,
O Brasil lidera a missão da ONU desde 2011 completando cinco anos como protagonista à frente do viés marítimo da UNIFIL.

A cerimônia de transmissão de cargo ocorreu em Beirute, no Líbano, a bordo da Corveta "Barroso" e foi presidida pelo Force Commander da UNIFIL, General de Divisão Luciano Portolano, do Exército da Itália.
A UNIFIL foi criada em 1978 e é a única Missão de Paz da ONU que conta com um componente naval. Desde 2006, ela tem o propósito de impedir a entrada, no Líbano, de armamento não autorizado, por via marítima, e também apoiar o adestramento da Marinha libanesa, capacitando-a para exercer suas ações de forma independente.
Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa


segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Lançada, no Chile, a pedra fundamental da Nova Estação Antártica Comandante Ferraz

Punta Arenas, Chile – O ministro da Defesa, Aldo Rebelo, e os comandantes da Marinha, almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira, e da Aeronáutica, brigadeiro Nivaldo Rossato, lançaram, nesta segunda-feira (29), a pedra fundamental da reconstrução da nova Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), em cerimônia ocorrida em Punta Arenas (Chile), no Instituto Antártico Chileno (Inach). A nova base substituirá a antiga estação, incendiada em 2012.
“O governo brasileiro mantém elevado o seu compromisso de dar a esse projeto prioridade, recursos e atenção correspondentes às melhores expectativas da ciência, da pesquisa e do Brasil”, disse o ministro. “Por meio dos ministérios da Defesa, da Ciência, Tecnologia e Inovação, da Marinha e da Força Aérea Brasileira, o governo se propõe a compreender, analisar, proteger e retirar da Antártica todo o conhecimento necessário para as principais necessidades e preocupações da humanidade”, continuou.

O evento contou com a presença dos ministros chilenos da Defesa, José Antônio Gômez Urutia, e de Relações Exteriores, Edgardo Riveros, além do ministro brasileiro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera. Também participaram o embaixador do Brasil no Chile, Georges Lamazière, o chefe de gabinete do Itamaraty, embaixador Júlio Bitelli, a presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, Jô Moraes.
“Nós julgamos fundamental para a ciência brasileira que a estação antártica continue pesquisando, fornecendo dados importantes para o meio ambiente, para a geopolítica e nossa economia. O MCTI não é só parceiro, mas um participante ativo dessa empreitada”, disse o ministro Celso Pansera.
Originalmente, o lançamento da reconstrução da nova EACF deveria ser realizado hoje na estação antártica, mas as condições meteorológicas não permitiram a viagem das comitivas brasileira e chilena até o local. Por isso, a cerimônia teve de ser transferida para Punta Arenas.
A nova estação EACF comportará 64 pessoas e contará com 17 laboratórios, setor de saúde, biblioteca e sala de estar. As edificações configurarão uma área de cerca de 4.500 m2.  O contrato para a reconstrução foi assinado com a empresa China Electronics Imports and Exports Corporation (CEIEC), vencedora da licitação. O executivos da CEIEC também participaram da cerimônia em Punta Arenas.
Em discurso, o Comandante da Marinha acentuou a importância do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR) para a geopolítica da região e para a ciência brasileira. Segundo ele, o território antártico é um laboratório natural que permite estudar e desvendar nuances da atmosfera, dos oceanos e da terra.
“Ao lançarmos a pedra fundamental de reconstrução da EACF, nos orgulhamos com o passo inicial que coroa todo o esforço desenvolvido em manter o PROANTAR operacional e vislumbramos que, em breve, o Brasil ampliará sua capacidade em realizar estudos de qualidade e rigor científico naquele importante continente”, disse o almirante.
Segundo Rebelo, a reconstrução da base numa escala mais ambiciosa e com equipamentos mais adaptados às necessidades de pesquisas, permitirá o recebimento de pesquisadores em condições mais favoráveis.
“É um projeto executivo de arquitetura genuinamente brasileira e execução de construção pela empresa chinesa. Tudo isso dentro do mais alto nível de cooperação científica e ambiental multilateral”, disse o secretário da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, almirante José Augusto Vieira da Cunha Menezes, ao abrir a solenidade.
O ministro da Defesa do Chile realçou a importância da cooperação com o Brasil. “Vamos cooperar sempre com o Brasil para levar a esse continente (Antártica) a paz, a ciência e a tecnologia”, disse. Segundo o ministro de Relações Exteriores chileno, o trabalho antártico é de cooperação que requer “uma política compartilhada entre os países”. Riveros disse ainda que o trabalho antártico com o Brasil “tem uma enorme importância e significado”.
O ministro Rebelo também destacou a cooperação com o Chile e agradeceu todo o apoio do governo chileno ao Programa Antártico Brasileiro. E destacou o trabalho de instituições de pesquisas, como o CNPq, pelo apoio e cooperação que viabilizaram a presença brasileira na Antártica.

“O Brasil tem o propósito de, junto às demais nações presentes nesse continente, preservar todos os princípios que norteiam os acordos em torno da Antártica: a proteção, a preservação, o uso pacífico do espaço físico, o uso para a ciência de todos os recursos disponíveis e o uso da pesquisa exclusivamente para os interesses humanitários e a defesa da paz”, afirmou Rebelo.
Pioneiros
No verão austral de 1983/1984, um grupo liderado pelo capitão Edison Martins foi responsável pela implantação da Estação Antártica Comandante Ferraz. Antes não havia nenhuma presença brasileira no continente gelado. Para concretizar a nova estação, Martins trabalhou com sua equipe durante nove meses, de fevereiro de 1983 até dezembro. E levou pouco mais de um mês para instalar o primeiro módulo que marcou a presença brasileira em solo antártico. Foi o primeiro chefe da EACF.
O trabalho de Edison foi continuado pelo almirante José Henrique Salvi Elkfury, que foi o chefe de Ferraz em 1986. E depois de Elkfury, o então capitão Antônio Teixeira, responsável pelo levantamento hidrográfico das proximidades da futura área da estação, foi chefe da estação em 1986 e em 1987.
Hoje, os três pioneiros participaram da solenidade. “Depois de mais de três décadas, é com muita emoção que eu vejo que o programa se amplia, depois do infortúnio em 2012. Agora será construído um novo complexo muito mais capacitado, mais confortável e bem dotado para o desenvolvimento do programa daqui pra frente. Eu represento o passado e agora a comunidade atual representa o futuro da estação antártica”, disse o primeiro chefe da EACF.
Assessoria de Comunicação
Ministério da Defesa


sábado, 27 de fevereiro de 2016

Mais de 2,2 milhões de pessoas deslocadas na Nigéria precisam de ajuda do governo, alerta ACNUR
Agência da ONU alertou para a situação precária de populações internamente deslocadas que fugiram da violência do Boko Haram para diferentes partes da Nigéria. Em Borno, quase metade dos hospitais foi destruída. O estado abriga 125 mil pessoas em 30 campos para indivíduos deslocados.

Fatouma e sua filha moravam em Borno, mas tiveram de deixar a região por conta da violência do Boko Haram. Foto: ACNUR / H. Caux
Durante visita à Nigéria, o alto comissário adjunto da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Volker Türk, fez um apelo às autoridades do país para que estejam mais atentas às necessidades dos nigerianos internamente deslocados. Na nação africana, a violência do grupo Boko Haram já afetou cerca de 5 milhões de pessoas, forçando mais de 2,2 milhões de pessoas a abandonar seus lares e buscar segurança em diferentes partes da Nigéria.
“Todos nós precisamos escutar as pessoas internamente deslocadas, suas aspirações e seu sentido de dignidade e segurança”, afirmou Türk. “Em cada crise, há uma oportunidade que precisamos aproveitar, esperançosamente na forma de um novo contrato social.”
O representante do ACNUR conheceu o estado de Borno, um dos mais atingidos pelas atividades do Boko Haram. Segundo um oficial do governo, a infraestrutura social e de saúde na província é “virtualmente não existente”, de modo que a conjuntura deveria ser tratada “em pé de igualdade com a Síria”.
Na região, 16 dos 38 hospitais foram destruídos ou saqueados. Estima-se que 214 centros de saúde primária foram fechados. A província reúne 17 campos organizados para pessoas internamente deslocadas. Outros 13 locais que recebem esse público estão funcionando, mas de maneira informal. No total, os abrigos acolhem 125 mil pessoas. Bama, a segunda maior cidade do estado até 2014, era habitada por 600 mil nigerianos até ser desertada.
No início de fevereiro, em Dikwa, também em Borno, 50 pessoas morreram em ataques suicidas que ocorreram num lugar onde 50 mil deslocados estão morando. Segundo o ACNUR, a maioria dos indivíduos que buscam proteção no estado vêm de cidades que foram arrasadas nos últimos dois anos, ficando sem infraestrutura, segurança e serviços básicos.
Ao longo de sua passagem pela Nigéria, Türk solicitou ao governo que aproveite a experiência do ACNUR em programas de repatriação voluntária e trabalhe em conjunto com a agência para garantir o bem-estar das populações internamente deslocadas e daquelas que estão voltando ao país. A agência, “enquanto parte da comunidade internacional, continuará a apoiar as iniciativas locais”, disse o alto comissário adjunto.
No estado de Yola, Türk foi informado de que as pessoas precisam de comida, abrigo e roupas, pois estão expostas às oscilações do clima em cabanas feitas com vegetação.


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016


Indonésia quer fortalecer parceria com o Brasil

 

Brasília, 24/02/2016 – Parceira estratégico do Brasil na área de Defesa, a Indonésia quer expandir e fortalecer essa relação. Nesse intuito, o embaixador indonésio sediado no Brasil, Toto Riyanto, reuniu-se, nesta quarta-feira (24), com o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), almirante Ademir Sobrinho.

Foto: Gilberto Alves / MD



Embaixador da Indonésia no Brasil, Toto Riyanto, conversou com o chefe do EMCFA, almirante Ademir Sobrinho

Em vigor desde 2008, a parceria entre os países já permitiu a compra de produtos de defesa brasileiros por parte do país asiático, como aeronaves Super Tucano. “Temos todo interesse em fortalecer essa parceria e cooperação brasileira com a Indonésia”, ressaltou o almirante Ademir.

Riyanto reconheceu a relação de confiança com as empresas brasileiras e o papel de destaque no mercado internacional. “Temos orgulho de ter cooperação com o Brasil, pois a indústria de defesa brasileira está muito avançada”, disse o embaixador.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Defesa