terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Celso Amorim fala sobre cooperação com a Rússia na área técnico-militar



Brasília, 08/02/2013
– Em entrevista concedida à rádio Voz da Rússia, o ministro da Defesa, Celso Amorim, falou sobre a parceria entre brasileiros e russos na área de Defesa. Recentemente, os dois países iniciaram negociações para a aquisição de sistemas de defesa antiaérea russos, com transferência de tecnologia.

Na conversa, Amorim aborda o tema e fala da possibilidade de desenvolvimento conjunto de equipamentos mais modernos. “Essa sugestão surgiu já na reunião do nosso chefe de Estado-Maior Conjunto com o seu correspondente russo e com as empresas”, disse o ministro.

“Vou chamar a atenção para o fato de que ele foi lá com várias empresas brasileiras. O que é muito interessante, porque isso já vai preparando terreno para uma eventual produção no Brasil, um desenvolvimento tecnológico conjunto”, completou.

Confira, abaixo, a íntegra da entrevista concedida ao jornalista Alexander Krasnov. O material também está disponível no sítio eletrônico da Voz da Rússia.

Entrevista com ministro da Defesa do Brasil

Apresentamos a entrevista concedida à Voz da Rússia pelo ministro da Defesa do Brasil, Celso Amorim. Ele falou, entre outros assuntos, sobre as relações russo-brasileiras na área técnico-militar. Esta foi a primeira vez que um ministro da Defesa do Brasil falou em exclusivo à mídia russa.

Celso Amorim nasceu em Santos, no estado de São Paulo, há 69 anos. Foi ministro das Relações Exteriores no governo do presidente Itamar Franco e nos dois mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Como diplomata, chefiou a Missão Permanente do Brasil nas Nações Unidas, em Nova York, entre 1995 e 1999, quando se tornou amigo de Sergei Lavrov, que hoje é o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia. Depois, assumiu a chefia da Missão Brasileira na Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, Suíça. Em 2001, serviu como embaixador no Reino Unido. Celso Amorim é ministro da Defesa do Brasil desde 8 de agosto de 2011.

– Muito obrigado, ministro, por essa oportunidade. A gente agradece imensamente. Fizemos até um levantamento ainda há pouco e descobrimos que essa vai ser a primeira entrevista de um ministro brasileiro para o público russo. Isso nos enche de muita esperança e muito orgulho. O senhor esteve com a presidenta Dilma em dezembro na Rússia e foram realizados vários acordos entre os dois países. Mas, como destacou a própria presidenta, a área técnico-militar recebeu um destaque especial. Como está indo essa cooperação agora?

– Bom, o acordo de cooperação militar assinado abrange os mais diversos níveis. Por exemplo, havia uma dificuldade de treinamento dos pilotos dos helicópteros russos que nós havíamos comprado. A empresa dava um treinamento básico, mas nós precisávamos de algo mais. E, com esse acordo, nós teremos esse tipo de treinamento militar de maneira mais normal, mais fluida. Além de muitas outras coisas.

A assinatura desse acordo, em si mesma, já é algo muito importante, porque ela abre muitas outras avenidas de cooperação, de formação para trabalhar em áreas avançadas que interessam à Rússia e ao Brasil. Seja na cibernética, na área espacial ou de equipamento militar mesmo.

Houve essa aquisição dos helicópteros de combate, muito bons, e, no início, houve um pouco de dúvida sobre a manutenção. Mas já verifiquei que essas questões estão sendo encaminhadas e, naturalmente, no espírito do próprio acordo de compra, esperamos que haja uma boa transferência de habilidades e competências nessa área.

– Nós sabemos que o chefe do Estado-Maior, o general José Carlos De Nardi, esteve recentemente também na Rússia negociando alguns acordos mais concretos.


É. A ida do general De Nardi foi resultado direto das conversas entre os presidentes. O comunicado conjunto da visita, que singulariza a área de defesa antiaérea, já previa a ida do chefe de Estado-Maior brasileiro para tratar dessa possibilidade de cooperação.

Isso envolve, naturalmente, alguma aquisição, de acordo com as nossas necessidades imediatas, mas também há a expectativa de que empresas russas possam fabricar algum desses equipamentos aqui no Brasil. Agora, as questões técnicas ainda estão sendo discutidas.

A visita foi muito proveitosa. Seguramente, terá uma continuidade agora com a vinda do primeiro-ministro (Dmitri Medvedev), e a nossa expectativa é a de que isso possa caminhar. Claro que tem muita coisa a se discutir ainda, como aspectos financeiros, orçamentários, qual a transferência de tecnologia, treinamento e todas essas coisas.

– Mas uma eventual produção no Brasil desses equipamentos modernos é de interesse brasileiro.

– Sim. Não só dos equipamentos atuais, mas quem sabe até de um equipamento que ainda está em desenvolvimento pela própria Rússia.

– Isso antecipa um pouco outra pergunta. A Rússia tem exemplos de desenvolvimento conjunto de aviões com outros países. Isso poderia ser um caminho para o Brasil também?

– Bom, nesse caso, nós não estamos falando de aviões. Estamos falando desse equipamento de defesa antiaérea. Independentemente da aquisição e da produção no Brasil de equipamentos já existentes, há a possibilidade também do desenvolvimento conjunto de equipamentos mais modernos. Isso está sendo discutido, mas essas coisas levam algum tempo. Essa sugestão surgiu já na reunião do nosso chefe de Estado-Maior Conjunto com o seu correspondente russo e com as empresas. Vou chamar a atenção para o fato de que ele foi lá com várias empresas brasileiras. O que é muito interessante porque isso já vai preparando terreno para uma eventual produção no Brasil, um desenvolvimento tecnológico conjunto.

– A Rússia nos informa que existe uma lei que protege a propriedade intelectual justamente na área de defesa entre a Rússia e o Brasil. Esse acordo, na verdade, já foi ratificado pelo parlamento russo e, segundo eles, só falta agora o Brasil ratificar também.

– Há um pequeno problema interno, mas isso vai ser superado. Nós tivemos muito recentemente uma lei de acesso à informação, que não tem nada a ver com a parte tecnológica. Então, é preciso estudar todos esses acordos – não só com a Rússia – que envolvem cláusulas de confidencialidade para que possam ficar dentro da lei brasileira. Mas eu não vejo nenhuma dificuldade nisso. É um problema puramente burocrático de atualização.

– Entendi.

Quando nós começamos a recolher as perguntas da redação russa, percebemos que lá as pessoas ainda tem pouco conhecimento dos desafios do Brasil na área da defesa. No imaginário russo, o Brasil é um gigante, muito forte, que não tem nenhuma preocupação com a defesa. Eu queria que o senhor falasse um pouco como o Brasil se vê hoje nessa questão.

– Que é um gigante muito forte, isso é verdade. E que no futebol a gente nunca se preocupou muito com a defesa – por fazer sempre muitos gols, desde a época do Garrincha –, isso também é verdade. Mas, deixando a brincadeira de lado, obviamente o Brasil não pode ser uma das maiores economias do mundo, ser um dos maiores repositórios de água doce, biodiversidade, de capacidade de produção de alimento, ter a Amazônia do tamanho que é e não se preocupar com a defesa. Não é possível isso.

Embora tenhamos dez vizinhos, nós não temos problemas com nenhum deles. Todos os problemas de fronteira que nós tínhamos foram resolvidos diplomaticamente há mais de cem anos. A relação nossa com todos esses países é uma relação de amizade e cooperação. Mas isso não quer dizer também que nós não temos que defender nossas fronteiras de outras situações: grupos irregulares, traficantes de drogas, etc.

Pelas razões que eu enunciei antes, tendo toda essa riqueza natural, esse parque industrial e essa capacidade de produção que a gente tem, quem garante que, no futuro, um conflito até entre terceiros não poderá ter uma repercussão aqui? Esperamos que não, mas a melhor maneira de evitar isso é ter a nossa defesa. Por isso que eu digo: do ponto de vista regional, na América do Sul, cooperação; do ponto de vista global, dissuasão. Sem perder de vista que também tem que ter cooperação, nada é preto e branco.

– Essa é a maior preocupação então? É para dissuasão no caso desses eventos de maior envergadura.

– É para o caso de algum país querer se aventurar onde não deve.

– Essa preocupação é muito semelhante ao caso da Rússia...

– Eu acho que o Brasil e a Rússia têm muitas coisas em comum. Os dois são do BRICS, são países ricos em energia, com população semelhante, extensão territorial. Claro que há duas grandes diferenças: a Rússia tem bomba atômica e nós não temos e a Rússia é membro do Conselho de Segurança da ONU e nós não somos. Eu espero que em breve só haja a primeira diferença, porque bomba atômica nós não queremos ter.

– E quanto ao projeto do submarino?

– É um submarino de "propulsão nuclear". É sempre bom deixar claro. O que é nuclear no submarino não são as armas que ele leva. O que é nuclear é a propulsão. Ele usará energia nuclear como poderia estar usando diesel ou biocombustível.

É um projeto que está caminhando, está avançando. Os primeiros desenhos, as primeiras capacidades já foram mais ou menos adquiridas, na França. O pacote envolve um submarino nuclear mais quatro submarinos convencionais e nós estamos recebendo a primeira parte dos convencionais. Mas quanto ao desenho e ao projeto do submarino nuclear, nós já estamos bastante avançados. Agora, o que diz respeito à geração de energia é totalmente nosso. A França não tem nada a ver com isso, com a parte do propulsor. É 100% nacional.

– Sobre a licitação do avião, não sei se posso perguntar se tem alguma novidade, alguma previsão...

– Perguntar não ofende, mas não tenho nenhuma novidade para dizer no momento. No futuro, outros projetos sempre estarão em aberto.

– Se a Rússia tiver alguma chance de entrar, com seus equipamentos, é só num outro projeto... se aparecer?

– Já entrou com os helicópteros.

– Sei. Aliás, tem um projeto de outro helicóptero, pela Odebrecht, se não me engano.

– Bom, aí eu não sei se era militar ou civil. Isso não foi conversado em detalhe. O que eu posso lhe dizer sobre o que foi conversado em profundidade na visita da presidenta e gerou muito rapidamente uma missão... Em três semanas mais ou menos, nós mandamos o nosso Estado-Maior Conjunto para os rigores do frio russo...

– Me contaram que ele pegou vinte graus negativos.

Com relação a essa visita e à visita agora do primeiro-ministro Dmitri Medvedev, existe alguma expectativa de assinatura, de fechamento desses acordos?

– Eu acho que a questão da defesa antiaérea começou agora. Acho que haverá um relato, é possível que se mencione algum aspecto, algum detalhe que não tenha ficado claro. Não sei se há intenção de se fazer algum outro memorando. O acordo nós acabamos de assinar. Então, da nossa parte, não há necessariamente o desejo. Mas também não excluo a possibilidade de que, se houver uma proposta, ela será examinada.

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa


 

MOMENTO CULTURAL

 
Richard Wagner - Lohengrin Ato 1

Militar que matou Bin Laden conta como tudo aconteceu

Militar que matou Bin Laden conta como tudo aconteceu AFP – 7 horas atrás Um soldado das forças especiais americanas que mataram Osama bin Laden narrou, em entrevista à revista Esquire, a operação contra o líder da Al-Qaeda no Paquistão na madrugada de 2 de maio de 2011. "Isso é tudo, bum, e acabou", contou o pai de família de 35 anos, que falou na condição de permanecer no anonimato, referindo-se ao momento que entrou no quarto em que se encontrava Bin Laden, explicou que tudo foi muito rápido. Ele foi o primeiro a entrar no quarto localizado no terceiro andar da residência de Bin Laden em Abbottabad. O chefe da Al-Qaeda estava na escuridão, sem poder ver nada, enquanto que a equipe de soldados estava equipada com lentes de visão noturna. "Bin Laden estava lá, de pé. Tinha as mãos nos ombros de uma mulher, e a empurrava para frente, não exatamente para mim, mas na direção do ruídos dos passos. Era sua esposa mais jovem, Amal", narrou. Ele disparou duas balas e depois uma terceira na cabeça do homem mais procurado do mundo. A ação durou uns 15 segundos desde a chegada ao terceiro andar. "Todo mundo o queria morto, mas ninguém queria dizer: 'ei, você vai matar este homem'. Estava implícito", explicou o integrante da famosa equipe 6 dos Navy Seals

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Brigada Pará-quedista retoma lançamento rasante de carga Rio de Janeiro – No dia 1º de fevereiro, foi realizado o lançamento rasante de carga, após 08 anos de interrupção. O lançamento teve como piloto da aeronave o Comandante da Quinta Força Aérea, Brigadeiro Cesar Estevam Barbosa, e contou com a presença do Comandante da Brigada de Infantaria Pará-quedista, General de Brigada Roberto Escoto. A carga foi preparada pelo Batalhão de Dobragem, Manutenção de Pará-quedas e Suprimentos pelo Ar e a readaptação para o lançamento foi conduzida por instrutores do Centro de Instrução Pará-quedista General Penha Brasil.
Em ato do PT, Dirceu pede defesa de condenados pelo mensalão DE BRASÍLIA O ex-ministro José Dirceu (PT) disse na noite desta terça-feira (5) que o mesmo apoio dado ao governo da presidente Dilma Rousseff deve ser dado à defesa dos condenados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no julgamento do mensalão. "Não há como separar o apoio e a sustentação do governo da presidente Dilma com a luta pela reforma tributária ou para que a Justiça seja feita na Ação Penal 470 [do mensalão]." Evento pró-Dirceu reúne 500 pessoas na Câmara do DF Condenado a dez anos e dez meses de prisão pelo Supremo sob a acusação de chefiar o esquema do mensalão, ele participou de encontro do PT no Distrito Federal destinado à "defesa do legado do governo Lula", que reuniu cerca de 500 militantes. "Neste momento, falar sobre a ação penal é a tarefa mais importante que temos. Por isso, o ex-presidente Lula vai iniciar dia 20 uma série de seminários", afirmou. Segundo ele, isso é necessário porque "a direita, a oposição, começa a radicalizar a luta política" com vistas às eleições presidenciais de 2014. "Temos o desafio político de vencer as eleições de 2014. Mas isso diz respeito a nós, ao PT e aos partidos que compõem a coalizão. Esse desafio depende do que nós estamos fazendo aqui. Nossos adversários fazem isso dia e noite. Tentando sabotar. Criando crises que podem vir a prejudicar o crescimento econômico." Dirceu voltou a dizer que o julgamento do mensalão foi político. "O julgamento às vésperas do segundo turno não tinha o objetivo de fazer justiça e sim uma tentativa de inviabilizar o nosso governo. Não se trata de uma ou outra liderança do PT. Não se trata da denúncia do chamado mensalão. Se trata da tentativa de colocar o PT no banco dos réus." E acusou "eles" de não permitirem a reforma política para poder manter o caixa dois. "Esses que gritam todos os dias 'pega ladrão' são os que não querem financiamento público de campanha, querem o caixa dois [...]. Criaram um mercado de compra e venda de partido", afirmou sobre a regra que permite que um novo partido tenha tempo de TV. Dirceu também acusou a mídia de ser imparcial com o PT ao citar que o PSDB, segundo ele, teve o maior número de candidatos ficha suja, mas isso não foi explorado pela mídia. "Se fosse o contrário [com o PT] teria ficado 15 dias no Jornal Nacional." O PT admite ter feito caixa dois na primeira campanha de Lula. Para o STF, no entanto, o esquema de repasses a parlamentares configurou crimes como corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. Aos militantes, Dirceu citou números comparando os governos FHC com o de Lula, com vantagens para o petista na criação de emprego, renda, escolas técnicas. E afirmou: "Nunca se combateu tanto a corrupção no Brasil." No encontro, a juventude do PT anunciou que ingressou na OEA (Organização dos Estados Americanos) com denúncia contra o STF, que teria violado os direitos humanos no julgamento do mensalão. Dirceu foi ao evento mesmo com a morte da mãe de sua namorada ontem. A assessoria chegou a afirmar que ele faria um rápido pronunciamento por causa do ocorrido, mas Dirceu falou por mais de uma hora.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Brasil e Rússia estudam parceria em sistemas antiaéreos Brasília, 01/02/2013 – As Forças Armadas brasileiras poderão contar com modernos sistemas antiaéreos fabricados pela Rússia. Uma delegação composta por militares e empresários brasileiros esteve em Moscou, no fim de janeiro, para conhecer os equipamentos. A viagem incluiu visitas à estatal russa Rosoboronexport, que gerencia contratos de exportação de material de defesa, indústria que produz o sistema Pantsir-S1, e Kupol, fabricante do sistema Tor-M2E e Tor-M2KM. As transações deverão envolver também a instalação de fábrica e transferência tecnológica para o Brasil. O chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), general José Carlos De Nardi, que liderou a comitiva brasileira no périplo em Moscou, acredita no sucesso das negociações. “Temos interesse na aquisição de três baterias de mísseis Pantsir-S1 nível médio e duas baterias de mísseis Igla. O que precisamos agora é apresentar a proposta à presidenta da República”, disse. Segundo De Nardi, o tema deverá ser abordado durante a visita do primeiro ministro russo, Dmitri Medvedev, ao Brasil, no fim deste mês. Em dezembro passado, a presidenta Dilma Rousseff e o ministro da Defesa, Celso Amorim, estiveram em Moscou, em missão oficial. Na oportunidade, Brasil e Rússia divulgaram comunicado conjunto manifestando o interesse em reforçar a parceria dos dois países na área de defesa. A ida de militares e empresários da indústria de defesa à capital russa foi um desdobramento da agenda cumprida pela comitiva brasileira em dezembro. A viagem foi articulada pelo EMCFA, com o apoio da embaixada brasileira na Rússia. Na ocasião, o chefe do EMCFA foi recebido pelo general coronel Valery V. Guerassimov, chefe do Estado-Maior Conjunto daquele país. Ao término da série de visitas e reuniões, foi produzida uma ata com os principais tópicos acertados pelas partes. Segundo o general De Nardi, o documento reafirma o interesse mútuo em uma parceria de “direitos iguais” na área de defesa e expressa a disposição russa em oferecer transferência da tecnologia “sem qualquer caixa preta e restrições”. Além dos militares, a delegação brasileira contou com a participação de representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; BNDES; Agência de Desenvolvimento da Indústria; bem como executivos das empresas Odebrecht Defesa e Segurança, Mectron, Embraer Defesa e Segurança, Avibrás e Logitec Consultoria em Logística. Fotos: Ministério da Defesa da Rússia Assessoria de Comunicação Social (Ascom)

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Já está acontecendo: Portaria 1.874-A, que vai colocar o PT nas Escolas Militares Trata-se exatamente daquilo que eu venho dizendo desde a criação deste blog. A mudança de professores e matérias nas escolas de formação de nossos oficiais. A petização dos oficiais. A escolha de Celso Amorim, para a o ministério da Defesa foi muito bem feita, ele vai se entregar com grande alegria à monumental tarefa: trazer as Forças Armadas para o ninho do PT. Por que não sonhar que possa vir a ser o braço armado do Partido? A vitória completa. Naturalmente para conseguir essa reviravolta inacreditável ele precisa, no mínimo, dos próximos 8 anos de Lula na presidência, dar aos militares os equipamentos que eles querem e aumentar substancialmente os seus salários. Fácil assim. Quem viver verá. Se os velhos generais protestarem a resposta pode ser hitleriana: “Podem discordar, os vossos filhos já são nossos”. Vou grifar em vermelho alguns trechos que não deixam dúvidas quanto ao objetivo do PT. MINISTÉRIO DA DEFESA PORTARIA INTERMINISTERIAL Nº 1.874-A, DE 8 DE JULHO DE 2011. Constitui Grupo de Trabalho Interministerial com o objetivo de analisar os currículos dos cursos de formação de oficiais e apresentar proposta de aperfeiçoamento das seguintes Instituições Militares de Ensino Superior das Forças Armadas Brasileiras: Escola Naval, Academia Militar das Agulhas Negras e Academia da Força Aérea. O MINISTRO DE ESTADO DA DEFESA, INTERINO E O MINISTRO DE ESTADO CHEFE DA SECRETARIA DE ASSUNTOS ESTRATÉGICOS DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, no uso de suas atribuições que lhes conferem o inciso I do parágrafo único do art. 87 da Constituição e do inciso XI do art. 1º do Anexo I do Decreto no 7.364, de 23 de novembro de 2010, tendo em vista o disposto no art. 83 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, alterada pela Lei nº 12.061, de 27 de outubro de 2009, e considerando os termos da Lei nº 11.279, de 9 de fevereiro de 2006, regulamentada pelo Decreto nº 6.883, 25 de junho de 2009, da Lei nº 9.786, de 8 de fevereiro de 1999, regulamentada pelo Decreto nº 3.182, de 23 de setembro de 1999, e da Lei no 7.549, de 11 de dezembro de 1986, regulamentada pelo Decreto nº 1.838, de 20 de março de 1996, resolvem: Art. 1º Constituir Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) com o objetivo de analisar os currículos dos cursos de formação de oficiais e apresentar proposta de aperfeiçoamento das seguintes Instituições Militares de Ensino Superior das Forças Armadas Brasileiras: Escola Naval, Academia Militar das Agulhas Negras e Academia da Força Aérea. Parágrafo único. Durante o andamento dos trabalhos, poderá haver alteração e/ou ampliação dos objetivos específicos, de acordo com o andamento das atividades e discussão com os representantes envolvidos. Art. 2º O GTI será integrado por representantes indicados pelo Ministério da Defesa, da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, do Comando da Marinha, do Comando do Exército e do Comando da Aeronáutica. § 1º Os membros indicados pelos respectivos órgãos serão designados mediante Portaria a ser expedida pelo Secretário de Pessoal, Ensino, Saúde e Desporto do Ministério da Defesa (SEPESDMD), em até 30 (trinta) dias contados da publicação desta Portaria Interministerial. § 2º A coordenação do GTI será exercida por um dos representantes do Ministério da Defesa, denominado Coordenador. Boletim do Exército n° 30, de 29 de julho de 2011. – 7 § 3º O GTI poderá convidar para participar das discussões, representantes de outros órgãos e entidades, inclusive especialistas nacionais. Art. 3º Compete ao GTI aprovar cronograma e proposta de trabalho das atividades a serem desenvolvidas para os estudos e as avaliações acerca dos currículos das instituições de formação. Art. 4º O GTI reunir-se-á em local e período definido por convocação de seu Coordenador. § 1º O Coordenador ficará responsável pelo monitoramento das atividades desenvolvidas e pela validação das propostas apresentadas pelo GTI, devendo apresentar ao SEPESD-MD o relatório mensal de suas atividades. § 2º O Coordenador submeterá, previamente, o relatório final, contendo a análise e as propostas apresentadas pelo GTI, à apreciação do SEPESD-MD. Art. 5º O GTI apresentará, no prazo de até cento e vinte dias, contado da publicação do ato de designação de seus membros, o relatório final dos trabalhos desenvolvidos, ao Ministro de Estado da Defesa. Parágrafo único. O prazo a que se refere o caput deste artigo poderá ser prorrogado por até igual período, mediante proposta fundamentada do Coordenador do GTI. Art. 6º A participação no GTI criado por esta Portaria Interministerial não ensejará qualquer remuneração. Parágrafo único. Serão de responsabilidade de cada órgão as despesas decorrentes de eventuais deslocamentos de seus respectivos servidores, observado o disposto na legislação em vigor. Art. 7º Esta Portaria Interministerial entra em vigor na data de sua publicação. ( Essa Portaria se encontra publicada no DOU nº 139, de 21 JUL 11 – Seção 2). O documento fala por si, mas reparem no golpe de misericórdia: “A coordenação do GTI será exercida por um dos representantes do Ministério da Defesa, denominado Coordenador” . Dessa forma aquele que dá as ordens, o Coordenador, vai ser indicado pelo Amorim. Ele será o Comissário do PT (Comissário do Povo), e eu acho que o quadro ficaria completo se para esse cargo Amorim chamasse o Samuel Pinheiro Guimarães, que foi o seu homem de confiança no Itamaraty, um petista exaltadissimo, o tal que obrigava os diplomatas a lerem livros marxistas e depois os submetia a provas para comprovar se de fato haviam lido. ( matéria da revista Veja de alguns anos atrás) Mas seria um risco, o radicalismo de Samuca já se tornou lendário, e poderia irritar ainda mais os militares. Melhor esperar um pouco. A respeito do assunto clique em cima do nome dos artigos: ” A Síndrome do Golpe de Estado“ e “ Um leitor comenta meu artigo sobre os militares“ Lula deu um recado para Dilma a propósito dos militares haverem manifestado desconforto com a escolha de Amorim:“ Não cabe aos militares gostarem ou não. Dilma é a Comandante-em -chefe das Forças Armadas”. Puxa, que machão! Por que Lula não teve essa coragem toda quando da apresentação do Programa de Direitos Humanos em 8 de janeiro de 2010, ocasião em que os ministros militares deram um murro na mesa dizendo que se demitiriam (alta indisciplina) e ele rapidamente retirou a papelada, botou o rabo entre as pernas, e ainda se saiu com a desculpa notável de que havia assinado sem ler!