sábado, 3 de janeiro de 2015



 

Jaques Wagner e Dilma: o governador da Bahia assumirá o Ministério da Defesa (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)

Nomeado ministro da Defesa pela presidente Dilma Rousseff, o governador petista da Bahia, Jaques Wagner, tem todas as credencias para ocupar o cargo que subentende a responsabilidade pela direção superior das Forças Armadas, pelo estabelecimento de políticas ligadas à segurança do país, e até pela aviação civil:

Wagner sempre patrocinou o MST, idolatra terrorista de esquerda, a taxa de homicídios é alta em seu estado, seu nome está envolvido em denúncias de corrupção, e ele não sabia de nada.

Como poderia haver melhor opção para o PT, logo agora que a ditadura venezuelana firmou acordo com o MST “para fortalecer o que é essencial para uma revolução socialista”?

Em 2009, Wagner gastou R$ 161,3 mil em aluguel de ônibus para levar os sem-terra de volta ao interior após uma invasão de prédio superanimada.

Em 2010, instalou quatro banheiros químicos, um tanque d’água e um barracão como “apoio logístico” para outro protesto.

Em 2011, para comemorar o circuito de 40 propriedades rurais invadidas, forneceu verduras e 600 quilos de carne por dia (com gasto diário de R$ 6 mil) para alimentar os cerca de 3.000 sem-terra que invadiram o prédio da Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária, em Salvador. Ofereceu também 32 banheiros químicos, dois chuveiros improvisados e toldos.

A infraestrutura do trio “Abril Vermelho” aumentava a cada ano. Com Wagner na Defesa, não faltarão os camarotes com Open Bar, o Asa de Águia e o Chiclete com Banana.

Como forma de agradecimento pela desocupação da Secretaria, Wagner nomeou Vera Lúcia da Cruz Barbosa secretária de Políticas para as Mulheres. Ela é dirigente do MST, membro da Via Campesina e integrante da Coordenação Nacional dos Movimentos Sociais (CMS).

Uma semana depois, dois grupos pertencentes a esta coordenação (Ceta e MTD) invadiram de novo a Secretaria, na ânsia por um churrasquinho e um cargo no governo.

Em 2013, o MST invadiu a Secretaria de Segurança Pública da Bahia para cobrar agilidade na investigação do assassinato de um dirigente do movimento na zona rural de Iguaí. Como os policiais não conseguiram conter o grupo, o subsecretário da pasta, Ari Pereira, disparou sua arma de fogo. Wagner defendeu o subsecretário, dizendo que o tiro foi só “para intimidar e não se [deixar] concluir o processo de ocupação e invasão no prédio”.

“Não é razoável que a sede da Segurança Pública ou de qualquer outra secretaria seja invadida por uma porção de gente com foice, facão, enxada. As pessoas não podem confundir democracia com baderna”, afirmou Wagner, após anos patrocinando a baderna.

“Daqui a pouco, um integrante do movimento ia estar sentado na cadeira do secretário. Só me faltava essa”, completou o mesmo governador que já havia nomeado uma integrante do movimento para sentar na cadeira da secretaria de Políticas para as Mulheres.

Para um petista, qualquer semelhança com a recomendação atribuída a Lenin – “Xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz” – nunca é mera coincidência.

Em agosto de 2013, depois de repassar R$ 120 mil para Daniela Mercury participar da Parada Gay de São Paulo, Wagner decidiu financiar com R$ 200 mil o projeto do “Museu da Resistência”, em homenagem ao chefão de extrema esquerda da ALN (Ação Libertadora Nacional) Carlos Marighella, que defendia abertamente execuções sumárias em seu “Minimanual da Guerrilha Urbana”.

Esses foram os indivíduos assassinados nos covardes atos terroristas da ALN:

– José de Carvalho
– Guido Boné
– Natalino Amaro Teixeira
– José Getúlio Borba
– Newton de Oliveira Nascimento
– José Armando Rodrigues
– Bertolino Ferreira da Silva
– Sylas Bispo Feche
– Iris do Amaral
– Walter César Galleti
– Mário Domingos Panzarielo
– Sílvio Nunes Alves
– Manoel Henrique de Oliveira

Em fevereiro de 2014, para que as criancinhas também se espelhassem no ícone do terrorismo esquerdista, Wagner celebrou no Facebook a mudança de nome do Colégio Médici para Colégio Marighella, onde, assim como no museu e na Comissão da Mentira do PT, as vítimas da ALN serão sempre ignoradas.

Não é de surpreender que um estado governado por um fã de Marighella tenha 37,9 homicídios por 100 mil habitantes, 224% a mais que São Paulo, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2014, que traz o balanço de 2013; e 22 cidades na lista das 100 mais violentas do país, segundo o Mapa da Violência.

A relação delicada entre a gestão Wagner e a Polícia Militar baiana ainda resultou em 52 assassinatos em dois dias de greve da PM em abril deste ano, durante a qual o mesmo governador que contribui para a satanização das Forças Armadas pediu à presidente Dilma que enviasse tropas para socorrer seu estado.

Em setembro, uma reportagem de VEJA revelou que uma ONG chamada Instituto Brasil, criada em 2004 para supostamente facilitar a construção de casas próprias, com dinheiro federal, para pessoas de baixa renda na Bahia, era na verdade um dos braços do PT para desviar dinheiro dos cofres públicos para o bolso dos petistas: R$ 50 milhões ao longo de seis anos, segundo denúncia da própria presidente da entidade, que cuidou do esquema para os petistas até 2010. Dalva Sele Paiva, que disse ter entregado vários pacotes de dinheiro de R$ 20 mil a R$ 50 mil ao deputado federal Afonso Florence quando ele era secretário de Jaques Wagner, disse que era impossível o governador não saber do esquema.

Para completar, Wagner, que é originário do sindicalismo petroleiro, agora também tem o nome envolvido no escândalo do Petrolão a partir das denúncias feitas pela ex-gerente Venina Fonseca. De acordo com uma auditoria interna realizada na Petrobras, duas produtoras de vídeo que trabalharam nas campanhas do governador e de duas prefeitas do PT receberam R$ 4 milhões da estatal em 2008, sem licitação, em projetos autorizados pelo gerente de Comunicação da área de Abastecimento, Geovane de Morais.

Há muito mais coisas interessantes no currículo do novo Ministro da Defesa, mas creio que este resumo é o bastante.

Eu já estou me sentindo muito mais seguro agora. Você não?

Felipe Moura Brasil http://www.veja.com/felipemourabrasil

 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015


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Jaques Wagner toma posse como Ministro da Defesa

Publicado em Quinta, 01 Janeiro 2015 20:04 | Última atualização em Quinta, 01 Janeiro 2015 20:13

Brasília, 01/01/2015 – O novo ministro da Defesa, Jaques Wagner, tomou posse há pouco no cargo no Palácio do Planalto, em Brasília. O titular da Defesa foi o primeiro dos 39 ministros a ser nomeado para a gestão 2015-2018 do governo federal. A assinatura do termo de posse aconteceu durante a cerimônia de empossamento da presidenta Dilma Rousseff para seu segundo mandato. 

Foto: Tereza Sobreira

 

Ao lado da presidenta Dilma Rousseff, Jaques Wagner assina termo de posse para assumir o Ministério da Defesa

Wagner participou das celebrações juntamente com o ministro Celso Amorim, que se despediu da Defesa após três anos e meio à frente da pasta. Logo após assumir o cargo, o novo titular da Defesa falou sobre os desafios que terá pela frente.

“É uma missão que considero muito honrosa, que me orgulha muito. O Ministério da Defesa é absolutamente estratégico para qualquer grande nação do porte do Brasil. Temos desafios tecnológicos que são importantes, como a construção dos submarinos, dos aviões caças e os satélites”, afirmou Wagner.

Afinidade

O ministro lembrou a afinidade que tem com a área militar “desde o tempo de estudante” – foi aluno do Colégio Militar do Rio de Janeiro. “O ministério é uma pasta muito grande. As Forças Armadas estão presentes no Brasil inteiro e no exterior, seja na Antártica, no Haiti ou no Líbano. De maneira que encaro o desafio com muita alegria”, completou. A cerimônia de transmissão de cargo de Celso Amorim para Jaques Wagner acontece na manhã desta sexta-feira (2) no Ministério da Defesa.

Foto: PH Freitas

 

Novo ministério do governo Dilma Rousseff: Jaques Wagner como titular da Defesa

Pela tarde, Jaques Wagner se reunirá individualmente com os principais dirigentes militares do país: o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), general José Carlos De Nardi; o comandante da Marinha, almirante Julio Soares Moura Neto; o comandante do Exército, general Enzo Martins Peri; e o comandante da Força Aérea, brigadeiro Juniti Saito.

O novo ministro

Jaques Wagner nasceu em 16 de março de 1951 no Rio de Janeiro. Vive em Salvador desde 1974, onde iniciou sua carreira profissional na indústria petroleira. Foi governador da Bahia por dois mandatos consecutivos (2006-2014) e deputado federal pelo estado em três legislaturas (1990-2002).

Durante o governo do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, foi Ministro do Trabalho e Emprego, da Secretaria das Relações Institucionais e da Secretaria Especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República.

É casado com Maria de Fátima Carneiro de Mendonça e pai de Mariana, Mônica e Mateus – além o enteado Eduardo.

Ministério da Defesa
Assessoria de Comunicação

 

Grupo de Lula vê outros nomes em ministério afinados com corrente adversária

Além dos ministros que a corrente interna do PT Mensagem ao Partido conseguiu colocar no ministério de Dilma, até entre os escolhidos ligados à tendência majoritária CNB estão nomes com muito bom trânsito com o grupo

Gilberto Nascimentogilberto.nascimento@brasileconomico.com.br

A corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), majoritária no PT e com o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva em suas fileiras, vê um amplo favorecimento na composição do novo ministério de Dilma Rousseff à tendência adversária Mensagem ao Partido. Entre os petistas nomeados para o ministério, a Mensagem emplacou três: Pepe Vargas (Relações Institucionais), Miguel Rossetto (Secretária-Geral da Presidência) e José Eduardo Martins Cardozo (Justiça). Integrantes da CNB dizem que até entre os representantes de seu próprio grupo escolhidos para o ministério estão petistas com excelente trânsito com a Mensagem. Citam aí Ricardo Berzoini (Comunicações), Jaques Vagner (Defesa) e Patrus Ananias (Desenvolvimento Agrário).

Dilma estaria afastando petistas mais próximos de seu padrinho Lula e nomeando outros de sua confiança. A Mensagem ao Partido tinha chances ainda de conseguir mais um ministro. Esta corrente tem entre seus integrantes o ex-governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro. Terceira maior força no PT, é um coletivo de tendências e abriga, entre outras, a Democracia Socialista (DS). A DS, embora oficialmente no grupo, apresentou separadamente ao presidente nacional do PT, Rui Falcão, sua lista de cargos pretendidos no novo governo. Há muita disputa ainda, nos bastidores, pela obtenção de postos, por exemplo, em delegacias do Incra, INSS, ministérios da Saúde e Trabalho e representações ministeriais nos Estados. Todas as correntes do PT apresentaram listas de nomes para esses cargos e para manter outros já indicados. 

 

Diretrizes do segundo mandato

O nó da infraestrutura inferniza a vida do cidadão comum e penaliza muito os setores produtivos e a exportação. Era uma grande expectativa do primeiro mandato, que não vingou

Julio Gomes de Almeidajulio.almeida@brasileconomico.com.br
 

No discurso de posse de seu segundo mandato, a presidente Dilma Roussef comprometeu-se com pontos econômicos cruciais para o país. O primeiro é o de maior relevância a longo prazo: educação, que inspirará o lema de seu governo, "Brasil, pátria educadora". A presidente confia nos recursos do pré-sal para dar início neste ano a uma iniciativa, segundo ela, forte para, principalmente, melhorar a qualidade do ensino. Ao longo do tempo, juntamente com o progresso tecnológico e a inovação empresarial que também apresentam flagrantes debilidades no país, é de fato este o vetor mais relevante de criação de oportunidades de crescimento e avanço social.
O segundo é o ponto da infraestrutura, um nó que inferniza a vida do cidadão comum e penaliza muito os setores produtivos e a exportação. Era uma das grandes expectativas do primeiro mandato, que, no entanto, não vingou.
Um novo PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) foi anunciado pela presidente, que frisou ainda a orientação a ser dada ao tema no segundo mandato, certamente obedecendo à provável condição de escassez de recursos para o financiamento do investimento público: as concessões e as parcerias com o setor privado formarão o eixo central dos programas.

Terceiro, a Petrobrás. O recado foi no sentido de que a empresa e seu acervo de funcionários de elevado nível, sua contribuição ao avanço tecnológico do país, seu papel no investimento agregado da economia e sua influência na organização de uma cadeia produtiva extensa e de alto valor agregado não podem ser contaminados pelos escândalos de corrupção, sob pena de grandes sacrifícios para a economia brasileira.

A promessa é combater “ferrenhamente” a corrupção, que “deverá ser extirpada”. Uma blindagem da empresa, através de um avançado sistema de governança, irá assegurar que não mais voltará a ocorrer.
Os três pontos são evidentemente muito relevantes, mas outros, embora também merecedores de destaque, foram apenas mencionados, a exemplo da questão da sustentabilidade e do relacionamento econômico com o exterior.
O Brasil pode envolver mais intensamente os compromissos de sustentabilidade com suas políticas industriais e de desenvolvimento. Na inserção externa, a presidente não indicou mudanças nas políticas atuais e sublinhou a América Latina e os acordos com os Brics, apenas acenando a “melhora do relacionamento” com os EUA e com a UE.

Outras questões mais pontuais tiveram aceno de mudança em direções corretas pela presidente, como por exemplo: 1) a adaptação do Simples para prever a transição de empresas de pequeno porte (que têm regime simplificado e de menor custo tributário) para a faixa de empresas maiores; 2) regulação para incentivar o financiamento de longo prazo com fontes privadas, já que os recursos do BNDES sofrerão redução.

Sobre o ajuste da economia, falou pouco, assim como quase nada disse sobre o crescimento econômico, talvez receosa de que o ajuste leve o crescimento do PIB a níveis ainda mais baixos neste segundo mandato do que foi no primeiro. Declarou que irá provar ser possível corrigir distorções e fazer ajustes sem voltar atrás nos avanços sociais alcançados.

Reconheceu que “temos que nos preocupar com a economia”, em parte devido ao quadro de instabilidade e incerteza externa, mas também porque houve “excessos e distorções” na política econômica anterior. E reiterou que o ajuste terá o menor impacto possível para a população.
No plano econômico, ao lado das dúvidas sobre as repercussões da crise da Petrobras e os receios decorrentes de que aí tenha origem um “efeito dominó” na economia, o grande temor é o efeito do ajuste.
Todo ajuste fiscal é restritivo do crescimento, mas quando aplicado em uma economia fragilizada como está a economia brasileira, em um momento em que todos os agentes privados não têm confiança na economia para amparar suas decisões relevantes — o banqueiro para emprestar, o empresário para investir e o consumidor para consumir — pode ampliar os desajustes, inclusive o de ordem fiscal que se deseja remover. Com isso, pode empurrar a economia para uma recessão ainda mais aprofundada do que a atual.

Recuperação do crescimento precisa de elevação do resultado primário

Novo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, disse em entrevista coletiva, que criará nova regra para salário

Brasília - O novo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, disse nesta sexta-feira que a política fiscal do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff foi importante para absorver choques econômicos, mas que agora são necessários ajustes para a retomada do crescimento, "com elevação gradual do resultado primário".

"A política fiscal teve papel importante... ao absorver os choques econômicos via redução temporária de nosso resultado primário", disse Barbosa em seu discurso na cerimônia de transmissão de cargo. "Essa política fiscal cumpriu o papel que lhe foi posto e atingiu seu limite", afirmou.

"Agora, iniciamos uma nova fase de nosso desenvolvimento, uma fase na qual é necessário recuperar o crescimento da economia, com elevação gradual do resultado primário e redução da inflação."

Em entrevista coletiva após a cerimônia, Barbosa não quis fazer um prognóstico sobre a alta dos preços, mas prometeu que o governo federal vai fazer sua parte.

"Toda a equipe econômica partilha do objetivo de trazer a inflação para o centro da meta, no prazo adequado, segundo o (presidente do Banco Central, Alexandre) Tombini, até 2016. Nós (governo federal) vamos dar nossa contribuição para isso."

Barbosa admitiu que os ajustes a serem feitos na política econômica podem ter "eventuais impactos restritivos no curto prazo". Mas ressaltou, em seu discurso, que "ajustes são medidas necessárias para a recuperação do crescimento da economia, que por sua vez é condição indispensável para continuar nosso projeto de desenvolvimento econômico".

As contas públicas se deterioram nos últimos anos a ponto de o Executivo ter precisado que o Congresso aprovasse uma alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014 que, na prática, eximiu o governo de obter um superávit primário neste ano.

Na entrevista, o ministro disse que as medidas anunciadas nesta semana --corrigindo distorções no salário-desemprego, abono salarial e pensões -- mais a elevação da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) e novas condições de empréstimo do BNDES são alguns dos ajustes que precisavam ser feitos.

"As medidas que estão sendo adotadas darão resultados rapidamente... isso vai levar algum tempo, não vamos definir prazos agora, nós vamos trabalhando com expectativas de mercado, mas o próprio mercado já prevê um crescimento maior em 2016", disse Barbosa.

"À medida que a economia brasileira absorver o impacto das correções e ajustes que estão sendo feitos, isso vai restaurar a confiança e o nível de atividade vai responder", acrescentou.

SALÁRIO MÍNIMO

Também na entrevista, o ministro disse que o governo irá enviar ao Congresso, "no momento oportuno", uma nova regra para o cálculo do salário mínimo para o período de 2016 a 2019.

"A regra atual ainda vale para 2015", disse, lembrando que Dilma editou um decreto fixando o novo valor do mínimo em R$ 788, e garantiu que "continuará a haver aumento real do salário mínimo".

Pela regra atual, o salário mínimo é corrigido a cada ano com base na variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes e na alta do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano imediatamente anterior.

INVESTIMENTOS

O novo ministro disse que sua pasta seguirá tendo "papel central" na coordenação dos investimentos do governo federal, citando o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), o Minha Casa Minha Vida e o Programa de Investimento em Logística.

Segundo ele, será dada prioridade a ações que "ampliem a atratividade de investimentos em infraestrutura para o capital privado". Serão buscadas soluções que agilizem a realização e reduzam os custos dos projetos de infraestrutura, de modo a aumentar a participação privada no seu financiamento.

"Ao mesmo tempo, fortaleceremos a transparência e os instrumentos de controle", disse. Para ele, o equilíbrio entre a urgência dos investimentos e o custo e qualidade dos projetos, é "o maior desafio", tanto para o Executivo como para o sistema de supervisão e controle do Estado.

Barbosa lembrou também que o ministério irá coordenar e elaborar o Plano Plurianual (PPA) do governo para 2016-2019 e que para isso será feita uma análise de todos os programas federais e os resultados alcançados pelos PPAs anteriores.

"A palavra de ordem é melhorar a qualidade do gasto público, sempre orientado para uma estratégia de desenvolvimento com redução das desigualdades."

Barbosa disse que o aprimoramento da gestão pública depende também da valorização dos servidores e que manterá o diálogo com todas as carreiras do funcionalismo público, mas ressaltou que tudo se dará "dentro das limitações econômicas que temos".

"Buscaremos equilibrar as justas demandas dos servidores com a nossa capacidade financeira", acrescentou.

 
Em seu primeiro discurso, Jaques Wagner reafirma compromisso com fortalecimento das Forças Armadas
Publicado em Sexta, 02 Janeiro 2015 15:30 | Última atualização em Sexta, 02 Janeiro 2015 15:55
Brasília, 2/1/2015 – O ministro da Defesa, Jaques Wagner, em seu primeiro discurso após a transmissão de cargo, nesta sexta-feira (2), reforçou o compromisso do país em contar com as “Forças Armadas cada vez mais capacitadas, modernas e integradas.” Para tanto, Wagner assegurou que se valerá de seu prestígio junto à presidenta Dilma Rousseff.
Foto PH Freitas
 
Jaques Wagner ao lado do ex-ministro Celso Amorim: compromisso com o fortalecimento das Forças Armadas
“Sou ministro da Defesa de um projeto político vitorioso pela prosperidade que imprimiu à nossa gente, à autonomia do povo brasileiro e também no avanço por meio desta pasta da profissionalização e desenvolvimento das Forças Armadas”, afirmou.
Jaques Wagner explicou que a pasta da Defesa foi sua primeira opção quando iniciou as conversas com a presidenta Dilma sobre a composição do novo ministério. “Quero inicialmente agradecer à presidenta da República, Dilma Rousseff, pelo honroso convite que me fez. É com grande entusiasmo que, após oito anos tendo o privilégio de servir ao povo baiano, retorno ao Governo Federal. Assumo minhas novas funções com elevado sentido de responsabilidade” disse.
Segundo o novo ministro, “a liderança civil das Forças Armadas é um axioma no Brasil, ao qual corresponde o respeito ao profissionalismo da carreira militar”. E continuou: “Aprendi desde cedo, no Colégio Militar do Rio de Janeiro, a admirar os valores desse ofício, que é um dos mais nobres do Estado brasileiro.”
No cargo de Ministro da Defesa, segundo destacou Wagner, “trabalharei permanentemente para assegurar adequadas condições de vida e trabalho para nossos marinheiros, soldados e aviadores”.
Jaques Wagner destacou a importância dos grandes projetos que estão sendo desenvolvidos no âmbito das Forças Armadas. “O mundo passou a olhar para o Brasil como um país cujas experiências podem servir de inspiração. Somos uma democracia multirracial, multicultural, multiétnica e multirreligiosa, que quer crescer e viver em paz com todo o mundo”, disse.
O ministro lembrou também os avanços tecnológicos em curso no âmbito das Forças Armadas, mas assegurou que “na formulação precisa da Política Nacional de Defesa, é imprudente imaginar que um país com o potencial do Brasil não enfrente antagonismos ao perseguir seus legítimos interesses”.
O ex-ministro Celso Amorim recepcionou Jaques Wagner no térreo do Ministério da Defesa: transmissão de cargo
“Tampouco é recomendável desconsiderar-se as previsões de aumento, nas próximas décadas, da demanda global por água, alimentos e energia, três recursos que o Brasil detém em abundância. Temos que zelar por inestimáveis reservas naturais, por infraestruturas críticas e, sobretudo, pelo patrimônio de uma população trabalhadora e inventiva”, afirmou.
Jaques Wagner disse ter plena consciência da prioridade conferida pela Estratégia Nacional de Defesa às áreas nuclear, cibernética e espacial. “Esses projetos são essenciais para que nossas Forças Armadas estejam à altura dos desafios estratégicos do Brasil no século XXI, e serão levados adiante. Colocarei todo o meu peso político nesta tarefa”, assegurou. 
Transmissão de cargo
Após assumir a pasta de Ministro da Defesa, Jaques Wagner teve o primeiro compromisso oficial, hoje (2/1), na transmissão de cargo no salão nobre do ministério. Bastante disputada, a cerimônia contou com a presença de outros ministros e ex-ministros do governo Dilma Rousseff, presidentes de autarquias, oficiais-generais e autoridades civis do ministério.
O novo ministro foi recebido com honras militares ao chegar à sede da Defesa e, logo em seguida, foi conduzido ao gabinete no 6º andar. A cerimônia teve início com o discurso do ex-ministro Celso Amorim. Durante cerca de 30 minutos Amorim discorreu sobre as atividades do período em que esteve à frente da pasta. Ele destacou a importância dos setores e projetos e explicou os desafios enfrentados nos três anos e meio à frente da Defesa.
Jaques Wagner destacou a atuação do antecessor. “Sempre disse que era bom ter um guerreiro no ministério das Relações Exteriores e um diplomata, na Defesa. Você cumpriu esses dois papéis: foi guerreiro lá e diplomata aqui na Defesa”, relatou Wagner.
Encerrados os discursos, Wagner e Amorim receberam os cumprimentos.



Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Defesa
 

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015


EUA devem deslocar 150 veículos blindados para a Europa

ReutersPor Por Adrian Croft | Reuters – ter, 30 de dez de 2014

Estadão Conteúdo - 4 horas atrás

 

Por Adrian Croft

BRUXELAS (Reuters) - Os Estados Unidos planejam colocar até o fim do ano que vem cerca de 150 tanques e veículos blindados na Europa para uso de forças norte-americanas que treinam na Europa como parte da resposta do país à crise na Ucrânia, de acordo com um comandante do Exército norte-americano.

Alguns dos tanques e veículos --o suficiente para equipar uma brigada armada-- poderiam ficar "pré-posicionados" na Polônia, na Romênia ou nos países bálticos, afirmou o comandante das Forças Armadas dos EUA na Europa, Ben Hodges, em uma entrevista por telefone à Reuters de Wiesbaden, na Alemanha.

Os EUA e seus aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) reforçaram o Leste Europeu e aumentaram os exercícios para tranquilizar novos membros da aliança que ficaram nervosos devido ao que enxergam como assertividade dos russos. A Rússia nega qualquer atividade agressiva.

Hodges espera que a contribuição dos EUA para a operação, conhecida como "Operation Atlantic Resolve", continue durante 2015 e 2016.

Manter equipamentos suficientes na Europa para uma brigada blindada dos EUA evita que tropas norte-americanas tenham que levar seus próprios aparelhos e dispositivos quando forem fazer exercícios militares na região.

A iniciativa também significa que os equipamentos estarão disponíveis se os EUA precisarem reforçar o Leste Europeu rapidamente em caso de emergência.

"Até o fim de 2015 teremos todos os equipamentos para uma brigada pesada, isso significa três batalhões, um esquadrão de reconhecimento, quartéis de artilharia, engenheiros, e tudo ficará na Europa", disse Hodges.

"Estamos falando de cerca de 150, talvez 160 tanques M1, veículos de combate M2 Bradley, 24 morteiros autopropulsionados".

Nenhuma decisão foi tomada ainda sobre onde os veículos blindados serão mantidos.

Hodges espera que pelo menos um terço deles seja mantido em centros de treinamentos norte-americanos na Alemanha. Os EUA poderiam considerar distribuir alguns dos equipamentos a um país báltico, à Polônia ou à Romênia, se isso fizer sentido estratégico e se o país quiser.

Os EUA reduziram a presença de suas forças na Europa desde a Guerra Fria. Agora, cerca de 30.000 tropas estão lá, mais um pequeno número de membros da Força Aérea, do Exército e da Marinha, disse Hodges.

Apesar de pressões orçamentárias, Hodges espera que soldados norte-americanos em bases da Europa permaneçam em suas posições atuais no momento.

Hodges acredita que há um risco de que os separatistas russos no leste da Ucrânia, onde um acordo de cessar-fogo foi estabelecido, mas que tem sido quebrado regularmente, poderiam lançar uma nova ofensiva no primeiro semestre.