terça-feira, 11 de outubro de 2011

CHINA - MAIS DE 100 MILHÕES DE CHINESES VÃO TROCAR O CAMPO PELA CIDADE.

O  relatório da Comissão Nacional de Planejamento Populacional e Familiar prevê que até 2020 a população urbana da China irá ultrapassar os 800 milhões,dos quais muitos serão migrantes sem  direito a seguro-saúde nas cidades.A previsão é de que mais de 100 milhões de pessoas sairão das zonas rurais na próxima década.Matéria publicada hoje dia 11/10/2011,terça-feira no jornal “Brasil Econômico”.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

CRISE NO MUNDO.

OCDE confirma tendência de desaceleração no mundo
Felipe Peroni   (fperoni@brasileconomico.com.br)
10/10/11 10:45
Indicador elaborado pela OCDE reforça tendência de forte desaceleração na economia mundial para os próximos seis meses.
A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) prevê uma desaceleração mais forte nos países avançados nos próximos seis meses.
O indicador elaborado com base em dados de agosto dos países da OCDE teve um recuo de 0,5% frente ao mês anterior, o quinto mês consecutivo de declínio, para 100,8 pontos.
A organização possui 34 países membros, incluindo as economias mais desenvolvidas do planeta.
"O indicador para a área da OCDE aponta fortemente a uma desaceleração", explica Emmanuelle Guidetti, do diretório de estatísticas da OCDE.
"Um pico parece ter sido alcançado em fevereiro de 2011", afirma.
O índice de indicadores antecedentes consiste em uma compilação de indicadores econômicos que possam sinalizar antecipadamente a tendência que tomará a economia em cerca de seis meses, como pedidos à indústria, autorizações de novas construções, expectativas e desempenho de ações nas bolsas.
Para os membros do G7, as sete maiores economias do mundo, a queda foi de 0,6%, a 101,1 pontos. Na Alemanha, a queda foi de 1,3%, e nos Estados Unidos, o recuo foi de 0,6%.
O indicador ainda fica acima da marca de 100 pontos, correspondente à média de longo prazo para essas regiões. Mas excluindo o Japão, Estados Unidos e Alemanha, os indicadores para as maiores economias do mundo estão todos abaixo dessa marca.
Na Zona do Euro, por exemplo, a queda na atividade deve ser mais intensa. O índice recuou 0,9%, para 99,8 pontos, e em relação ao mesmo mês do ano passado, a atividade econômica mostra um recuo de 3,4% na região.
"Os primeiros países a atingir um pico no indicador foram França e Itália, em janeiro de 2010, seguidos por Reino Unido, em fevereiro de 2010, e Alemanha, em fevereiro de 2011", explica Guidetti.
Para o Brasil, os dados de agosto mostram um recuo de 1,2% na atividade econômica. O indicador se encontra em 94,8 pontos.
 

Brasil é o terceiro país com mais homicídios na América do Sul, mostra UNODC

6 de outubro de 2011 · Comunicados, Destaque -ONU

O primeiro ‘Estudo Global sobre Homicídios’, lançado hoje (6/10) pelo Escritório das Nações Unidas para Drogras e Crimes (UNODC), mostra que há 22,7 homicídios para cada 100 mil habitantes no Brasil. O índice só é inferior ao da Venezuela (49 por 100 mil) e ao da Colômbia (33,4). Considerando o ranking mundial, o Brasil está em 26° lugar. A situação mais grave de acordo com o índice de mortes para 100 mil habitantes é de Honduras: 82,1. Segundo números absolutos, porém, Brasil registrou a maior quantidade de homicídios do mundo: foram 43.909 vítimas em 2009 (dados mais atualizados); é seguido pela Índia com 40.752, mas a população do país asiático é cinco vezes maior.
O Estudo mostra que jovens do sexo masculino, principalmente nas Américas Central e do Sul, Caribe, e África central e do sul, estão mais expostos aos riscos de serem vítimas de homicídio intencional. Já as mulheres correm mais riscos de serem assassinadas por violência doméstica. Existem evidências de aumento dos índices de homicídios na América Central e Caribe, que estão “próximos a um ponto de crise”, de acordo com o Estudo.
Nas duas regiões, as armas de fogo são as responsáveis pelas crescentes taxas de homicídios, onde quase três quartos de todos os homicídios são cometidos com armas de fogo, em comparação com índice de 21 por cento na Europa. Os homens enfrentam riscos muito mais altos de sofrer uma morte violenta (11,9% por 100 mil habitantes) do que as mulheres (2,6% por 100 mil habitantes), apesar de algumas variações entre países e regiões. Em países com elevados índices de homicídios, especialmente envolvendo armas de fogo, como os da América Central, 1 em cada 50 homens com mais de 20 anos de idade será morto antes de chegar aos 31 – estimativa centenas de vezes maior do que em algumas partes da Ásia.
Em 2010, no mundo inteiro, foram cometidos 468 mil homicídios. Cerca de 36% de todos os homicídios ocorrem na África, 31% nas Américas, 27% na Ásia, 5% na Europa, e 1% na Oceania.
Clara relação entre crime e desenvolvimento
O Estudo também estabelece uma relação clara entre crime e desenvolvimento. Os países com grandes disparidades nos níveis de renda estão quatro vezes mais sujeitos a serem atingidos por crimes violentos do que em sociedades mais equitativas. Por outro lado, o crescimento econômico contribui para evitar crimes violentos, como mostram os dados dos últimos 15 anos na América do Sul.
A criminalidade crônica é ao mesmo tempo causa e consequência da pobreza, da insegurança e do sub-desenvolvimento. A criminalidade diminui as possibilidades de negócios, deteriora o capital humano e desestabiliza a sociedade. São necessárias ações específicas. “Para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), as políticas de prevenção ao crime devem ser combinadas com o desenvolvimento econômico e social, e a governabilidade democrática, baseada no Estado de Direito”, disse o Diretor Executivo do UNODC, Yury Fedotov.
De acordo com o estudo, as quedas repentinas na economia podem elevar as taxas de homicídios. Em alguns países, houve mais homicídios durante a crise financeira de 2008/09, coincidindo com uma diminuição do Produto Interno Bruto, índices de preços mais altos para o consumidor e maior desemprego.
Armas de fogo, criminalidade juvenil e crime organizado
Em 2010, 42% dos homicídios foram cometidos por armas de fogo (74% nas Américas e 21% na Europa). Os crimes a mão armada estão aumentando os crimes violentos na América Central e no Caribe – a única região onde as evidências apontam taxas de homicídios ascendentes. “É crucial que as medidas para a prevenção ao crime incluam políticas para a ratificação e a aplicação do Protocolo de Armas de Fogo”, disse Fedotov. O Diretor Executivo ressaltou que apesar de contar com 89 países signatários do Protocolo, que complementa a Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional, muitos mais países podem ter acesso a este instrumento jurídico e que o UNODC está disposto a ajudá-los com essa finalidade.
“As políticas nacionais para a promoção do cumprimento do Protocolo podem ajudar a evitar a proliferação de armas, que alimentam a violência e os homicídios”, disse Fedotov.
O crime organizado, especialmente o tráfico de drogas, é responsável por um quarto das mortes causadas por armas de fogo nas Américas, enquanto que na Ásia e na Europa é responsável por apenas 5 por cento dos homicídios (de acordo com os dados disponíveis). No entanto, isto não significa não existam grupos ativos do crime organizado nesses dois últimos continentes, mas apenas que estes podem estar operando sem utilizar a violência letal na mesma medida.
O crime a violência estão fortemente associados à existência de um grande número de população juvenil, especialmente nos países em desenvolvimento. Enquanto 6,9 por grupo de 100 mil pessoas são assassinadas em nível mundial, a taxa de homens jovens vítimas é três vezes maior (21,1 por 100 mil). Os homens jovens têm mais probabilidades de possuir armas e participar de crime de rua, de guerras de gangues e cometer crimes relacionados com as drogas. Nas cidades são cometidos três vezes mais homicídios do que em zonas menos povoadas.
Dimensões de gênero dos crimes violentos
Em nível mundial, 80% das vítimas e dos autores de homicídios são homens. Mas enquanto os homens têm mais probabilidades de morrer em lugares púbicos, as mulheres são assassinadas principalmente dentro de casa, como na Europa, onde a metade das vítimas foi assassinada por um integrante da família. A maioria das vítimas de violência por parte do companheiro ou familiares são mulheres. Na Europa, por exemplo, em 2008, as mulheres representavam quase 80% de todas as pessoas assassinadas pelo companheiro atual ou anterior.
Um quadro mais abrangente
Atualmente, os dados de homicídios intencionais são dos sistemas de justiça criminal ou da saúde pública. No entanto, nem todos os países têm a mesma capacidade para compilar estatísticas consistentes e confiáveis sobre criminalidade.
Portanto, as instituições internacionais e regionais têm uma visão parcial da situação mundial da violência. Conhecer os padrões e as causas dos crimes violentos é crucial para a elaboração de estratégias preventivas.
O UNODC apoia os Estados nas áreas de prevenção ao crime e justiça criminal, especialmente no que se refere ao tráfico de drogas e ao crime organizado. O UNODC tem desenvolvido instrumentos de assistência técnica para ajudar os Estados a transformar as políticas em realidade, e apóia o desenvolvimento de estratégias modelo e medidas práticas

ÁGUA

ONU: Manejo correto da água é vital para economia verde
7 de outubro de 2011 · Notícias - ONU

Promovida pela ONU Água em Zaragoza, na Espanha, conferência sobre o tema realizada entre os dias 3 e 5 de outubro discutiu como se adequar aos limitados recursos hídricos do planeta. O foco do encontro foi a análise de projetos bem sucedidos sobre a utilização destes recursos que poderiam servir de modelos para ajudar e estimular a economia verde no mundo.
Especialistas preveem que a quantidade de água necessária para o homem sobreviver pode exceder o montante existe em até 40% já em 2030, tornando a gestão da água uma prioridade na agenda de sustentabilidade. Segundo eles a água está estreitamente conectada à economia verde devido a sua ligação direta com as questões do desenvolvimento sustentável, como a saúde, segurança alimentar, energia e pobreza.
O evento também demonstrou como a utilização correta da água pode ser o maior contribuidor para o desenvolvimento de uma economia verde. Quatro exemplos foram usados como modelos: o projeto dos quatro maiores rios da Coreia do Sul, a reforma da rede urbana de abastecimento e saneamento do Iêmen, o planejamento de água em Laos e a reforma do abastecimento de água em Burkina Faso.
Ao final da conferência, a ONU Água lançou um guia prático para promover ações, instrumentos e políticas em direção a uma economia verde associada ao desenvolvimento sustentável e à erradicação da pobreza. A conferência serviu de preparação para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, em 2012, conhecida como Rio+20 e aproveitou para anunciar o relatório “Aplicações de abordagem integrada, gestão e utilização dos recursos hídricos”, que será lançado nesta futura conferência.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

TERRORISMO.

Terrorismo ainda é uma grande ameaça, afirma Secretário-Geral da ONU
28 de setembro de 2011 · Notícias - ONU

Em uma reunião realizada hoje (28/09) pelo Comitê Antiterrorismo (CTC, na sigla em inglês) do Conselho de Segurança, o Secretário-Geral da ONU Ban Ki-moon disse que, dez anos após os atentados de Nova York em 11 de setembro, o terrorismo ainda é uma grande ameaça. “Ataques têm consequências econômicas graves e causam grandes estragos para a estabilidade e a harmonia regional dos Estados”, declarou.
O Diretor Executivo do CTC, Mike Smith, observou que a comunidade internacional se tornou mais consciente da necessidade de tomar ações conjuntas contra o terrorismo. Ele ressaltou também a necessidade de tratar das condições sociais que são exploradas pelos terroristas para convencer jovens a apoiar suas causas.
“Nós passamos muito tempo estes dias discutindo com os países sobre o valor da adoção de uma estratégia nacional ampla para acabar com o terrorismo”, afirmou Smith, comentando que é preciso também estabelecer mecanismos que assegurem aos governos o entendimento de seus papeis na luta contra o terrorismo.
Em relação ao problema do incitamento, o Diretor Executivo ressaltou que o trabalho contra o terrorismo terá que envolver os atores que estão muito além do governo, como a sociedade civil, associações profissionais, acadêmicos, jornalistas, parlamentares, setor privado, professores e líderes religiosos. “Como fazer isso será um desafio, mas é um que todos nós precisamos superar”, completou.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

MALVINAS

“Esses recursos (petróleo das Malvinas) são apropriados ilegitimamente por quem não tem o menor direito sobre eles.” CRISTINA KIRCHNER  - PRESIDENTE DA ARGENTINA
COMPARAÇÃO  DO POTENCIAL  DAS RESERVAS DE PETRÓLEO  E GÁS.
MALVINAS   -   60 bilhões de barris.
PRÉ-SAL  -  10 bilhões de barris

"QUEREMOS AS ILHAS MALVINAS!" - Na ONU presidente argentina volta a cobrar que país reassuma o controle do território britânico.

A presidente da Argentina , Cristina Kirchner,voltou a cobrar do reino Unido o cumprimento da resolução da ONU que determina que os britânicos sentem com os Argentinos para dialogar sobre a soberania das Ilhas Malvinas – chamadas de Falkland pelos britânicos.Em discurso ontem na sede da ONU,Cristina destacou ainda que os recursos  pesqueiros e petrolíferos do terriitório que hoje são explorados pelo governo britânico deveriam pertencer aos argentinos.”Esses recursos foram apropriados ilegitimamente por quem não tem o menor direito sobre eles”,afirmou a presidente,que ameaçou cancelar vôos com destino às ilhas que tenham escala em solo argentino caso o Reino Unido não responda ao pedido  para conversar.
PETRÓLEO E GÁS.
A  disputa  entre argentina e Reino unido pelas Malvinas não é de hoje – os dois países já se enfrentaram  numa  guerra,em  1982,para disputar o território – mas ganhou novo desenho nas últimas semanas após a descoberta de mais de uma reserva de petróleo sob as águas dos arredores das ilhas.
Em 15 de setembro,a petrolífera Rockhopper Exploration informou ter descoberto uma reserva de cerca de 350 milhões de barris de óleo,cuja extração deve iniciar em 2016 e que,até 2018.poderá até produzir até 120 barris por dia.E há potencial para mais.O Serviço Britânico de Medições Geológicas estimou,no ano passado,60bilhões de barris o potencial das reservas de petróleo armazenadas sob as águas do território das Malvinas – o pré-sal brasileiro,por exemplo tem potencial de 10bilhões de barris.
É riqueza que,para o governo argentino,viria muito a calhar.O país,que chegou a ser auto-suficiente na produção de petróleo e gás nos anos de 1970 e 1980,hoje importa boa parte do que consome.”A soberania das ilhas Malvinas é uma prova de fogo  para a ONU.”Matéria publicada hoje dia 22/09/2011,quinta-feira no jornal “Brasil Econômico”.